Objetiva-se publicar biografias, histórias de vida e de batalhas relativas à Revolução de 1932. Caso saiba de algo, entre em contato. Para maiores informações envie mensagem à malusim53@yahoo.com.br.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Crianças na Revolução Constitucionalista.




Oficialmente, a participação de crianças na Revolução Constitucionalista de 1932 foi exclusivamente em setores da retaguarda e, as crianças que participavam de grupos de escoteiros, serviam como mensageiros e auxiliares junto ao MMDC, Cruzada Paulista etc.
Há relatos de crianças que foram para o front, escondidas ou mentido a idade. Estes episódios foram relatados posteriormente a Cessão das Hostilidades, por pessoas que eram ligadas de alguma maneira ao protagonista ou por eles próprios.
Muitas destas histórias foram publicadas em jornais em 1932 e anos posteriores, geralmente nas datas em que se comemora o aniversário da Revolução Constitucionalista.
Temos já publicado no Blog as histórias de Aldo Chioratto e Oscar Rodrigues. Hoje, em homenagem às crianças de 1932 publicarei a história de Michel Mujali, que foi publicada no jornal “Diário da Noite” de 1957.


“DESCOBRIRAM NA TRINCHEIRA O CLANDESTINO DE 16 ANOS.”

“O Jovem Michel Tinha Fugido de Casa Branca e Viera a São Paulo Para Participar da Revolução.”


“O entusiasmo pela causa Constitucionalista empolgava todas as cidades do interior.
Jovens que jamais haviam tomado nas mãos um fuzil partiam para a luta. Mas nem sempre as famílias o permitiam.
Da cidade de Casa Branca, onde vivia com a avó, que o criava, Michel Mujali, com 16 anos de idade, numa madrugada de julho, fugiu para São Paulo, apresentando-se como voluntário. Sendo menor e não podendo ser aceito, foi, no entanto, incumbido do patrulhamento na Praça da República.
Quando o “Batalhão 9 de Julho”, seguiu para Campinas, o jovem subiu clandestinamente num caminhão, mantendo-se oculto aos olhos do Comandante que só deu por sua presença nas trincheiras. Aí, porém, já era tarde. O inimigo se aproximava de Eleutério, na região de Itapira. Sugeriram-lhe que, sendo muito magro, poderia dar baixa e ir para um hospital sob a alegação de doença. Mas o jovem continuou nas trincheiras, lutando e tomando parte em patrulhas de reconhecimento, até o trágico desfecho da luta. Durante a noite, cercado pelas tropas adversárias, com 20 companheiros, subiu as montanhas da região, até atingir Mogi Mirim.
Pouco depois era assinado o armistício”.



Foto publicada no jornal em 1957.




                                  Mais dois jovens nas trincheiras.

Na pesquisa que fiz no Jornal “Diário da Noite” publicado em 1957, encontrei, inserido em um texto cujo o título é “Baluarte do Setor Sul” (será publicado no Blog posteriormente) a seguinte informação:
 “Havia no 2º Pelotão da 2ª Companhia do Batalhão “9 de Julho”, dois menores, de 16 anos, Ricardo Gonçalves e Bruno Melo Teixeira.





Ilustração de Messias, publicada junto ao poema.





               Recordando...


Meu pai, dizia altivo, o pequenino louro,
Lutou como um herói pela Revolução,
P’ra o bem de sua terra, ele entregou tanto ouro,
Que dava para encher a minha e a sua mão.

Da fazenda mandou o mais soberbo touro,
E os cavalos de raça...e gado em profusão,
E sacos de cereais; enfim quase um tesouro
P’ra o Soldado da Lei, vingando o seu torrão.

Mamãe foi trabalhar, curvada na costura,
Minha irmã preparou unguento e a ligadura
Daquele que tombou ferido sem um ai.

Do dinheiro do cofre, um formidável maço,
Eu com ele comprei seis capacetes de aço...
E você, que é que deu?
- A vida de papai...

Isabel V. Serpa e Paiva.



Fonte arquivo pessoal.
Jornal “Diário da Noite”, Edição Especial dee 09 de julho de 1957.
Jornal “A Gazeta”, Edição Especial de 09 de julho de 1935.                                              


O Núcleo de Correspondência “Trincheiras Paulistas de 32 de Jaguariúna” homenageia todas as crianças do Brasil!!!



Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.
11/10/2017.



segunda-feira, 2 de outubro de 2017

DIA 02 de OUTUBRO DE 1932 – “CESSAÇÃO DAS HOSTILIDADES”.



No dia 02 de outubro de 1932 chegava ao fim, por um acordo assinado entre o Governo e o Comando das Forças Constitucionalistas, os combates nas trincheiras dos Setores da Revolução Constitucionalista.


Telegrama informando a Cessação das Hostilidades.




Em São Paulo, já no dia 30 de setembro os jornais publicaram o seguinte manifesto do Governo Paulista:

                                                "AO POVO"

"Tendo o Comando do Exército Constitucionalista, General KLINGER, " com o fito de não causar à Nação mais sacrifícios de vidas, nem mais danos materiais", proposto à Ditadura a imediata suspensão das hostilidades, afim de serem assentadas as medidas para a cessação da luta armada - dirigimos a toda a população paulista um apelo, no sentido de confiar na atuação das autoridades civis e militares. Conservar-se-á o Governo do Estado no seu posto até que, assinado o armistício, sejam feitas as negociações para o restabelecimento da paz.

São Paulo, 29 de setembro de 1932.

(aa) Pedro de Toledo - Governador do Estado;  
Waldemar Ferreira - Secretário da Justiça;
Rodrigues Alves Sobrinho - Secretário da Educação;
F.E. da Fonseca Telles - Secretário da Viação;
Francisco da Cunha Junqueira - Secretário da Agricultura;
Paulo Moraes Barros - Secretário da Fazenda;
Godofredo da Silva Telles - Prefeito da Capital;
Joaquim Sampaio Vidal - Diretor do Departamento de Administração Municipal;
Coronel Brasilio Taborda - Chefe de Polícia."








Imagem publicada no "Diário da Noite", 09/07/1957.



Em homenagem aos Soldados Constitucionalistas transcrevo o seguinte texto do redator, que foi publicado no jornal “Diário da Noite” em 1957 que é um resumo do que ocorreu durante os dias da Revolução de 1932:

“Nas planícies, vales e montanhas e no rebordo das serras, pelas cidades e aldeias, junto às chaminés e os verdes cafeeiros, ecoavam os clamores cívicos. As flamas do ideal constitucionalista jorravam do planalto, entre cânticos e hinos, desciam pelos campos, ao longo das estradas, impelindo os homens em todas as direções.
E os jovens abandonaram os teares, os escritórios e escolas, os campos onde semeavam, deixando mães, noivas e esposas que acorreram aos hospitais e oficinas para ajuda-los na luta.
Adolescentes, adultos e velhos empunharam as poucas e obsoletas armas de que dispunham, e protegidos por alguns canhões e aeroplanos, brotaram de mil cidades, se aglutinaram marchando para as trincheiras do norte e os descampados do sul. Em Cunha, no Túnel, em Pouso Alegre e Buri, em Cachoeira e no Rio das Almas, em Ribeira e Eleutério, onde velhos fuzis enfrentaram obuses, metralhas, peças de artilharia modernas, o sangue salpicava as folhas verdes dos cafezais defendidos.
São Paulo era Cartago. Um frêmito de impavidez agitou seus filhos, entre as fronteiras rodeadas de baionetas. Nos laboratórios e oficinas, nas escolas e nos templos, nas usinas e nas praças, a retaguarda formigava, produzindo com uma ação febril, viveres, roupas, armas, munições improvisadas para a manutenção da luta em todas as frentes de guerra.
Subitamente o armistício. Depostas as armas, aparentemente vencido, São Paulo alcançava a primeira vitória: o Governo Central prometia um interventor paulista e civil.
Dois anos depois, dos escombros da luta, nasciam os textos sagrados da Constituição de 1934. Era a Vitória do Brasil.”





Ilustração de PUIG, publicada no "Diário da Noite" 09/07/1957.





Fonte.
Jornal “Diário da Noite” de 09 de julho de 1957, edição comemorativa, arquivo pessoal.
Disponível em acervo.folha.uol.com.br.,29/09/1932, acesso em 29/09/2017.



Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.


quinta-feira, 14 de setembro de 2017

PIRAPORA, MG NA REVOLUÇÃO DE 1932.



Durante a Revolução Constitucionalista de 1932, formaram-se redutos constitucionalistas por todo o Brasil, em Estados cujos Governadores não apoiavam o Movimento, como foi o caso de Araponga, MG, Mato Grosso (já publicados no blog) e Rio Grande do Sul entre outros. Estas frentes foram pouco divulgadas, são até desconhecidas por muitos historiadores.


PIRAPORA.

 A cidade de Pirapora está localizada à margem direita da Zona Alto Médio   São Francisco na Micro Região Norte de Minas Gerais, dista aproximadamente 360km de Belo Horizonte.

O LEVANTE EM PIRAPORA.

Recebi do Prof. José Carlos Pales da UEMG informações sobre o levante ocorrido em Pirapora, MG, depoimentos, digitalizações de documentos e entrevistas com descendentes dos protagonistas.
A seguir algumas das informações enviadas:

Panfletos convocando a população para o movimento:
“A Revolução empolgante de agora já é uma revolução vitoriosa. A seu lado se encontra a figura dominadora de Bernardes – e Bernardes meus senhores, não conhece e jamais conhecerá os infortúnios da derrota”.

“HOJE AO COMÍCIO!”
“Os abaixo assinados, pertencentes ao Diretório do Partido Republicano Mineiro.
Convidam ao altivo povo de Pirapora, em massa, a assistir ao comício que se realizará hoje, às 7 e meia horas da noite.
Nesse comício em prol da Redenção de Minas falarão vários oradores.
O momento que atravessamos é de intensa vibração cívica”.
Neste panfleto são citados os cidadãos que convocam os moradores para a luta, são pecuaristas, comerciantes, profissionais liberais, funcionário públicos etc.

Chama a atenção uma fotografia de Artur Bernardes com os dizeres: “Dr. Artur Bernardes – A MAIOR GLÓRIA DO BRASIL”

O povo fica radiante com a proposta de patriotismo.
Armamentos são distribuídos:
Fuzil nº 7.056 – Jeferson Gitirana
Winchester nº 976.179 – Vicente Jardim
Mosquetão nº 132 – Arnaldo Gonzaga.
Na listagem sobre a distribuição do armamento, são contados entre Fuzis e Winchesters, duas dezenas de combatentes.

“Após o recebimento das armas pelos combatentes de Pirapora apoderam-se da estação Central do Brasil. Planejavam tomar as cidades ao longo da Estrada de Ferro até alcançar Belo Horizonte”. (SILVA-MOTA.2012, pag.75).

O Professor José Carlos Pales entrevistou o Bacharel em Direito Sr. Ivan Passos Bandeira da Mota que é filho do Sr. Francisco Bandeira da Mota, participante desta revolta em Pirapora. O Sr. Francisco também foi preso e levado para o cárcere na Capital da Republica.
Nesta entrevista o Sr. Ivan faz diversas considerações e atribui ao Capitão dos Portos, o Capitão de Corveta Nuno de Oliveira e Silva como o influenciador desta revolta em Pirapora, apoiando-se na hipótese de que o Capitão e Artur Bernardes já eram conhecidos.
Dr. Ivan Mota teve um artigo publicado no Jornal “Tribuna Literária” em julho de 1972, o qual transcrevo a seguir:

- “Chega o dia 7, (setembro de 1932). Os revoltosos dirigem-se à Estação Central, destitui o agente – Sr. Siqueira, que também adere ao movimento. Lavra-se o termo de ocupação. Os Comandantes da Revolução assumem o controle dos transportes. O ex-agente é reinvestido no cargo, já na qualidade de revolucionário. Formam uma composição especial, onde embarcam aproximadamente 30 homens armados e sob organização militar...(inelegível). Inclusive rádio- telegrafista. Na retaguarda ficam os demais Revolucionários que controlam o Município.
Por onde passa a composição, os revoltosos vão recebendo adesões entusiásticas. Em Várzea da Palma, (40 km) novos elementos se reúnem ao grupo. Houve ali uma vibrante manifestação de apreço promovida por Joaquim de Paula Ferreira. Tomam Buritis, Várzea da Palma, Porto Faria. Em Lassance recebem a calorosa adesão do Agente da Central – João Henrique de Freitas (Pai do Dr. Bolívar de Freitas), que mais tarde veio a ser preso pelas tropas do Governo...

Em Lassance, MG “O reforço da Zona da Mata não chega”. Os revolucionários recebem mensagem de Curvelo: “Regressem urgente para Pirapora”. (Mota 1972)
Segundo Ivan Mota havia sério perigo, podiam ser alcançados pelas tropas do Governo que vinham da Capital; numerosas e bem armadas.

O Governo de Minas Gerais, mobiliza Forças. O Presidente do Partido Republicano em Curvelo, fica sabendo que já se desloca para Pirapora uma Companhia inteira, com mais de 100 (Cem) homens fortemente armados incluindo o chamado: Batalhão Patriota de Paracatu.
   Segundo Ivan Mota, esse aparato Militar beneficiou os Paulistas reduzindo os efetivos da Linha de Frente no sul do Estado. Essa análise do Dr. Ivan Mota deve uma atenção mais apurada dos pesquisadores, considerando que Olegário tinha sua atenção voltada para o Leste do Estado na Cidade de Arapongas, o Governador já armava Batalhões para atacar o Município eleito como foco principal e onde estacionara o agente ativo do protesto: Artur Bernardes. A hipótese, é que os Revolucionários do Norte, pegaram de surpresa o Governante considerando que o combate em Arapongas só se daria no dia 15 de setembro com a posterior prisão de Bernardes no dia 23.
   
    Os Combatentes do Médio São Francisco na eminência de serem alcançados, tentam preparar uma defesa diante do perigo: Armam fogueiras de dormentes sobre os trilhos para retardar a marcha da Locomotiva com a Tropa Legalista embarcada.
   Chegam em Pirapora no dia 08.
    No dia 09  de madrugada iniciava-se o cerco da Cidade Ribeirinha; as seis horas da manhã toda a Cidade estava dominada.
A população ficou chocada com as prisões. Vinte e seis cidadãos brasileiros de Pirapora desterrados.  Ficaram encarcerados por uma semana no Vapor, Engenheiro "Halfeld", ancorado no porto. A demora da transferência dos prisioneiros se explica: Olegário Maciel já planejara o ataque a Arapongas para o dia 15 de setembro, ele queria todos seus desafetos juntos. E foi o que aconteceu. São transferidos para Belo Horizonte, passam pela Secretaria do Interior e posteriormente para a Casa de Detenção e lá estavam os “Revoltosos da Zona da Mata”. (O combate de Arapongas durou um dia). Dois dias depois são conduzidos para a Capital da República, o Rio de Janeiro, onde são encarcerados no “Presídio da Frei Caneca”.

Os Revolucionários foram presos em casa, nas ruas e onde se encontravam. Com exceção dos que se refugiaram nas imediações e propriedades rurais, inclusive no município de Buritizeiro que fica na outra margem do rio com acesso pela Ponte Marechal Hermes.
   Segundo Jonas Carneiro, neto do "Coronel" Jonas Carneiro (Revolucionário que conseguiu evadir- se das tropas de ocupação). Seu avô era proprietário de vasta extensão de terras na outra margem do rio São Francisco.

Em outra entrevista, com o Sr. Marcelo Gonzaga filho do Sr. Arnaldo Sóter Gonzaga (1900 – 1982), outro Revolucionário de Pirapora também preso e enviado ao Rio de Janeiro, respondendo ao questionamento sobre a possibilidade do Presidente do Estado, Sr. Olegário Maciel ter um informante infiltrado neste grupo de revolucionários de Pirapora.
Sobre esta questão o Sr. Marcelo não descarta esta hipótese considerando que: - “O trem de passageiros ia de três em três dias a Capital, as vezes diariamente. Alguém poderia ter feito comentários do que acontecia em Pirapora e a notícia ultrapassou os portões do Palácio da Liberdade”.
     - “O telégrafo da Rede Ferroviária tinha total liberdade de comunicação antes do início das Operações no dia 7 de setembro, onde foi o alvo escolhido”.
   Marcelo Gonzaga, não descarta a presença de um informante e cita outras hipóteses que não devem ser desconsideradas: Delegacia de Polícia, Capitania dos Portos. Marcelo também menciona possível "Rixa Política".

Arnaldo Sóter Gonzaga – nasceu em Paracatu em 03 de março de 1900, foi casado com Heroína Diniz Gonzaga. Chegou a Pirapora em 1923, dirigiu a Navegação do São Francisco, participou da reestruturação do Partido Republicano Mineiro(1931) foi também Comerciante, Agropecuarista, Comandante de Vapor, Presidente de honra do Aeroclube e da Associação Comercial.



Panfleto.



Panfleto.




O Retorno. 

        Em quase dois meses inicia o regresso. Muitas comemorações foram feitas. Foi impresso um santinho a mando do Pároco, Frei Hilário
   
   "LEMBRANÇA DA COMUNHÃO GERAL DAS CRENÇAS, EM CUMPRIMENTO DUMA PROMESSA FEITA A NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO PARA O REGRESSO FELIZ DOS 25 PIRAPORENSES"
                                              “PIRAPORA, 11 DE DEZEMBRO DE 1932”.








Relação dos participantes do Levante de Pirapora.


Estas informações podem ser confirmadas por jornais e revistas da época, as quais publicaram as participações de Batalhões de Minas Gerais ao lado dos Constitucionalistas.



Agradecimento ao Prof. José Carlos Pales da Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG), Unidade Divinópolis História, pelas informações e pelo contato.



Fonte.
ATLAS.fgv.com-verbetes-Artur- Bernardes
 DINIZ, Antonio Gabriel. Dados para a História de Curvelo. Apud CASTILHO, Eunice Loth Marton, 2016
 DONITZ, Karl. Grossadmiral. Memoirs: Ten Years and Twenty Days. Londres: Lionel Leventhal, 1959. Apud CALMON, Pedro. História do Brasil Século XX. Rio de Janeiro: Livraria José Olímpio Editora, 1959.
GARZA, Hedda. Os Grandes Líderes, Mao Tse- Tung, São Paulo: Editora Nova Cultural Ltda. 1998
SILVA, Breno Álvares da - MOTA, Ivan Passos Bandeira da. Pirapora, 100 Anos de História. Editora....... 2012......
THOMPSON, Edward Palmer. The Povert of Theory and Other Essays. London: Merlin, 1978.
                                                                                                                                            
Filme documentário, "O Canto da Araponga" 2004 - Direção: Carlos Canela.
Periódico, “Tribuna Literária”, julho de 1972.




Veja mais em: http://mmdcjaguariuna.blogspot.com.br/search?q=Araponga
                       http://mmdcjaguariuna.blogspot.com.br/search?q=mato+grosso



Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.














segunda-feira, 11 de setembro de 2017

ANIVERSÁRIO DE JAGUARIÚNA, 2017.




Trem para passeio turístico.



Jaguariúna comemora 63 anos de emancipação político administrativa, possui aproximadamente de 51.907 habitantes (2015), localiza-se na região metropolitana de Campinas e sua história se confunde com a história da Estação Jaguary, da Cia. Mogyana.



Antiga parada (Estação) em Jaguariúna.


Curiosidade.


“Organizada em 1872, a Companhia Mogyana de Estradas de Ferro e Navegação (assim era o nome primitivo) fazia correr o seu primeiro comboio no dia 3 de maio de 1.875, puxado pela locomotiva “Jaguary”, levando cinco carros lotados de ilustres passageiros, inaugurando assim o seu trecho inicial, de Campinas a Jaguary, hoje Jaguariúna.
A 27 de agosto daquele ano era inaugurado o segundo trecho, de Jaguary a Mogy-Mirim, com trem especial, no qual ia o Imperador D. Pedro II, acompanhado do Presidente da Província de S. Paulo e outros ilustres.
 (Fausto Pires de Oliveira, Elementos para a História de São Simão, edição do autor, 1975)”.


Ponte "Pedro Abrucês" ou Ponte Vermelha.
Antiga linha que cruzava o Rio Jaguari.


A História da Estação.

“A Estação Jaguary foi inaugurada em 1875 com esse nome, ainda em território do município de Mogi-Mirim. Segundo se pode concluir pelos relatórios da Mogiana dos anos 1870, a estação original era de madeira e trilhos, como as outras que foram construídas durante essa época; e também, segundo alguns relatos de moradores na época, estava localizada em local diferente da estação que foi construída como definitiva nos anos 1890, ficando a cerca de três (atuais) quarteirões dessa, também próxima ao Rio Jaguary. Nessa época, a atual cidade não existia; ela foi erigida somente por volta de 1894, quando o coronel Amâncio Bueno contratou o engenheiro Wilhelm (Guilherme) Giesbrecht (na planta desenhada por ele chamado de Gieserecht) para o projeto, arruamento e construção de onze casas e de uma igreja - a igreja de Santa Maria, na praça central da cidade. Wilhelm era natural de Koenigsberg, Prússia, e tinha apenas 25 anos quando chegou à estação de Jaguari, tendo chegado ao Brasil apenas sete anos antes e se estabelecido em Diamantina, MG.
O nome dado à nova vila foi Vila Bueno, apesar do nome da estação ser diferente. Dois anos mais tarde, a Vila recebeu o nome da estação. Giesbrecht trabalhara sediado em Jaguary de 1891 a 1895 para a Mogiana, fazendo estudos para a duplicação da linha até Casa Branca, fato que acabou nunca acontecendo. Ele teria também construído a estação de alvenaria que funcionou até 1945.
Seu filho mais velho, Hugo, foi uma das primeiras crianças a nascer na nova cidade (1894). Hoje Guilherme é considerado como fundador e/ou co-fundador da cidade.
No final de 1945, o trecho de linha foi retificado de Carlos Gomes-nova até Guedes e a estação, como outras, foi desativada, pois ficou fora do leito, substituída pelo prédio novo. A nova estação, construída cerca de seis ou sete quarteirões no sentido noroeste da cidade, recebeu por determinação do IHG o nome novo de Jaguariúna.
A antiga casa do chefe da estação sobrevive até hoje. Está localizada junto à avenida que dá saída para Amparo e Serra Negra. A estação de 1893 foi demolida. Vale lembrar que, até 1945, saía dali o ramal de Amparo, que, depois, passou a sair da estação nova, Jaguariúna”.



Publicação no Jornal "O Estado de São Paulo" de 3/3/1916.




Este mapa de 1931, publicado no livro de Sud Mennucci, Brasil Desunido,
 foi publicado inicialmente em janeiro de 1932 no jornal
" O Estado de S. Paulo" e, logo depois, no livro citado.



Este mapa foi colocado no livro para ilustrar outro caso de divisão municipal, 
no caso, nos municípios de Campinas e de Mogi-Mirim, 
com as divisas que ambas as cidades tinham na época.(Brasil Desunido)


Hoje a Estação é um importante ponto turístico  e Centro Cultural da cidade.




E foi por estes trilhos, que em 1932, chegaram os Soldados Constitucionalistas à Vila Jaguari montando na Estação um local estratégico para distribuição de material bélico e também um centro para comunicações.


Bandeira de Jaguariúna


O 10 º Núcleo de Correspondência MMDC “Trincheiras Paulistas de 32 de Jaguariúna” saúda a cidade pelos seus 63 anos de emancipação Política Administrativa, comemorados em 12 de setembro de 2017.


Fonte.








Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.
11/09/2017.