Objetiva-se publicar biografias, histórias de vida e de batalhas relativas à Revolução de 1932. Caso saiba de algo, entre em contato. Para maiores informações envie mensagem à malusim53@yahoo.com.br.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Os irmãos Silveira Mello na Revolução de 1932.



O jornal “Folha da Manhã” de 21 de agosto de 1932 publicou a seguinte matéria na coluna “Respigando”:

“O gesto de Piracicaba é a demonstração prática do sentimento que anima todas as cidades paulistas, cada uma delas empenhada em querer ser a primeira em contribuir para a grande luta que dentro de breves dias há de redimir o Brasil.
Piracicaba que à causa constitucionalista deu todo seu apoio moral e material, acaba de perder, nas linhas de frente, o seu primeiro voluntário, o jovem Ennes Silveira Mello, pertencente a tradicional família paulista. E a terra de Prudente de Moraes recebeu com carinho os despojos do valoroso soldado da lei, prestando-lhe as suas homenagens. O corpo inanimado não abateu, entretanto, o moral da família do morto, assim como não arrefeceu o entusiasmo da mocidade piracicabana. A mãe contendo as lagrimas, dá ao filho o seu beijo de despedida e, junto do seu corpo ainda quente, concita os irmãos a que prossigam na campanha, até a vitória final; Piracicaba, para substituir o seu primeiro soldado que tombou, mandava no mesmo dia de seu sepultamento, mais cinquenta e cinco voluntários.
Os telegramas dirigidos aos senhores Francisco Morato, Paulo de Moraes Barros e Gal. Bertholdo Klinger pelo prefeito da culta cidade paulista não apenas nos comovem, mas também, nos enchem de orgulho por pertencermos a uma raça cuja fibra e cujos feitos nada ficam a dever aos das grandes raças que a História do Mundo celebra em suas páginas.
A cada soldado da lei que morre varado pelas balas ditatoriais, cinquenta e cinco correm para tomar o seu lugar nas linhas de fogo!
Só uma causa nobre e digna poderia operar este prodígio. E que nos levantamos e que de pé permaneceremos até ver o Brasil restituído ao império. Para isso, não faltam nem homens nem patriotismo.”
“Respigador” (acervo.folha.uol.com.br)







ENNES SILVEIRA MELLO
Ennes nasceu em 27 de novembro de 1905. Era solteiro e agrimensor.
Ennes fez parte do primeiro Batalhão de Voluntários de Piracicaba e partiu para os combates na Frente Norte, em proteção da Fazenda Moraes em Queluz. No dia 15 de agosto de 1932, estava, com outros soldados, construindo um abrigo contra aviões na trincheira onde se encontravam. Tudo estava calmo, não havia batalha. Ennes saiu da trincheira para buscar taquaras que camuflassem a defesa quando foi atingido por rajadas de metralhadora que, na véspera, tinha sido montada, pelo inimigo, numa moita. Levado para o Hospital de Cruzeiro, morreu no dia 17.
             A morte de Ennes Silveira Mello acendeu ainda mais o fervor patriótico em Piracicaba. A mãe de Ennes, Malvina, em vez de lamentar a morte do filho, convocou a juventude para continuar a luta. Para o lugar de Ennes Silveira Mello, apareceram mais 50 voluntários.




JOÃO GENNES SILVEIRA MELLO.  
Nasceu em Piracicaba, foi Voluntário na Revolução Constitucionalista de 1932 e serviu com logísticas no trem de viveres da Sorocabana para o Paraná.

“O irmão de meu pai, Ennes da Silveira Mello, herói piracicabano tem até uma praça em Piracicaba com o seu nome, meu avô paterno José da Silveira Mello e Malvina Sampaio Silveira Mello, meu pai Joao Gennes da Silveira Mello. Eu vivo tem 20 anos nos EUA em Miami, meu irmão Joaquim Mello vive em São Paulo é arquiteto formado pelo Instituto Mackenzie.”
Palavras de João Mello, filho de João Gennes da Silveira Mello.


Ennes e João Gennes, eram filhos de José da Silveira Mello e Malvina Sampaio Silveira Mello.



Léo Silveira Mello, pai de meu marido, era primo de Ennes e João Gennes, também foi voluntário na Revolução Constitucionalista de 1932.
Veja em:




Agradecimento especial a João Mello pelo depoimento.



Batalhão Piracicabano.(fot. ilustrativa).




Fonte.   
  
www.aprovincia.com.br › Posts › Memorial Piracicaba › Especial
acervo.folha.uol.com.br
http://www.camarapiracicaba.sp.gov.br/revolucao constitucionalista-de-1932-31602





Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.
15/08/2017.

sábado, 12 de agosto de 2017

DIA DOS PAIS, 13 de agosto de 2017.


Joaquim Norberto de Toledo Junior, meu pai, Voluntário Constitucionalista no 1 º Batalhão Piracicabano, filho do Tenente Coronel Joaquim Norberto de Toledo, meu avô, membro da Comissão de Alistamento do M.M.D.C. e da Secção de Assistência às Famílias de Voluntários.



Meu pai retratado por seu irmão Geraldo Pinto de Toledo.





Joaquim N. T. Junior - 1918.










Joaquim N.T.Junior - 1932 em S.Paulo.





Em S.Paulo em 1948, com seu primeiro filho.




9 de julho de 1957, meus irmãos e eu.





1957





Cel. Joaquim Norberto de Toledo




Carta de meu avô ao meu pai em agosto de 1932:


“Piracicaba, 30 de agosto de 1932.
Caro Quinzinho
Pedimos a Deus para que esta vos encontre gozando de boa saúde, bem assim os meus netos e os nossos amigos, e que assim continuem até o fim desta guerra provocada pelos inimigos de S. Paulo. Nós de casa gozamos saúde, graças a Deus.
O Luiz está aqui em tratamento (vai bem), com oito dias de licença, que termina amanhã. Como ele ainda não está bom e está precisando de mais uma licença de uns 20 dias, o prefeito está providenciando perante o I. General de S. Paulo nesse sentido
Daqui tem continuado a ir muitos voluntários para S. Paulo. Aqui estão, licenciados o Ditoca, Ricardo, Otavião (este devido a um incomodo serio numa perna, parece que varizes), e alguns outros. Pelo que vocês já tem feito aí, nas trincheiras, etc., era justo que você e o Geraldo tivessem uma licença para virem nos ver os que vos querem tanto.
[...] O Luiz, a Luisinha e Aparecida vão passar uns dias lá na fazenda. Para o Luiz fará bem sua estada lá. Eu irei para voltar no dia seguinte. [...] Com o serviço de assistência às famílias dos soldados e dos voluntários, não posso sair daqui. [...]
Você, Geraldo e os netos aceitem muitas lembranças de todos de casa, inclusive Antoninho. Aí vão apertados e saudosos abraços e ... de pai.
Lembranças a Balestreros.
Jm N. de Toledo”





Os bons exemplos dos pais serão sempre seguidos por seus filhos.


Quero deixar esta homenagem, neste dia especial, a meu pai, meu avô e desejar a todos os pais um Feliz Dia!


Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.
12/08/2017
         

terça-feira, 8 de agosto de 2017

"AO SOLDADO E AO POVO PAULISTA"



Este é um relatório, assinado por Chico Senne, Prefeito de Queluz, fiz a transcrição do  texto contido no livro “Recordações de 32 em Cachoeira”. Trata-se de um boletim de incentivo, distribuído ao povo paulista.
No dia 10 de agosto Chico Senne chegava em Cachoeira, vindo de Queluz, sua cidade encontrava-se em uma situação gravíssima onde o Cel. Theophilo Ramos não media esforços para conter o avanço do inimigo.


[...] “Aqui, em Cachoeira, o Chico Senne redigiu o seu relatório ao Departamento de Administração Municipal.”
“A 11 ao aeroplanos, nos seus habituais voos, nos atiravam das alturas mais um boletim com os seguintes dizeres:

"AO SOLDADO E AO POVO PAULISTA"

"Ao cabo de um mês de luta fraticida as tropas em sua irresistível ofensiva atingem Areias e Queluz. Na frente Paraná nossas tropas ocuparam Faxina, Bury, Apiahy, Itaporanga e Jacarezinho.
Na frente mineira, São João da Boa Vista, Jacutinga e Jaguary caíram em poder da nossa tropa. Vitoriosa em todos os encontros prossegue a ofensiva sobre São Paulo. O Brasil inteiro, unido e coeso repele o criminoso assalto ao poder, tentado pelos politiqueiros que sempre, na fábrica ou no cafezal, mantiveram a grande massa trabalhadora escravizada aos seus baixos e mesquinhos interesses e ambições, culminando hoje na efusão de sangue de irmãos. O Brasil luta afim de libertar São Paulo desses eternos exploradores, reintegrando o seu povo na comunhão nacional. De todos os recantos da Pátria milhares de homens acorrem ao seu apelo para que se mantenha a integridade territorial ligada à nossa geração pelos que a constituíram, há um século, em nação independente.
É inútil a vossa resistência, ante os poderosos meios materiais e morais de que dispomos os quais dia a dia aumentam em escala considerável.
Não combatemos São Paulo, cujo progresso é motivo de orgulho para todos os brasileiros. Lutamos com o coração sangrando de dor, mas convencidos de que estamos cumprindo o mais alto dos deveres patrióticos.
Vós que primeiro ouvistes o grito do Ipiranga não deveis concorrer para que um século após se rompam os vínculos que até aqui uniram todos os brasileiros em torno da mesma bandeira.
O Brasil consternado, mas resoluto, vem diante de vós para exortar-se a abandonar as fileiras secessionistas e reunir-vos aos vossos irmãos do Norte, do Centro, do Sul que vos receberão fraternalmente, para que possais colaborar na obra de reconstrução nacional em que nos achamos empenhados.
Paulistas!
O Brasil espera que, neste angustioso pranto da vida nacional, sem deixar de ser paulistas, sabereis ser brasileiros.
Os Generais Góes Monteiro e Waldomiro de Castilho Lima asseguram plenas garantias a todos aqueles que espontaneamente se apresentarem aos nossos postos avançados.
Por duas vezes, já vos deu o primeiro, a paz, agora ambos vos darão a paz e a tranquilidade que careceis afim de progredirdes no vosso grandioso trabalho em terras da Pátria Unida.
Q.G. 9 de agosto de 1932.
Estado Maior do Destacamento do Exército do Leste”.


Mais um documento comprovando a participação da Vila Jaguari citada no relatório, hoje Jaguariúna, nos combates que ocorreram na Frente Leste ou Frente Mineira na Zona Mogiana.


Ponte sobre o Rio Paraíba, dinamitada em 1932 para impedir o avanço das tropas do governo.
http://ferreo.blogspot.com.br




Prefeito de Cachoeira.



Fonte.
Ramos, A., Recordações de 32 em Cachoeira e setores – Euclides de Figueiredo – Goes Monteiro – Cristovam Barcellos.  Valle do Parahyba: Empresa Gráfica da Revista dos Tribunais, São Paulo, 1937. 455p.



Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.
08/08/2017

domingo, 30 de julho de 2017

Entrevista com Sr. Mércio Prudente Corrêa.


Esta entrevista com Sr. Mercio Prudente Corrêa, na época Presidente da Sociedade Veteranos de 32 – MMDC, foi publicada no jornal “A Gazeta” de 18 de julho de 1957, na coluna “FALAM OS VETERANOS”.





 A seguir a transcrição do texto:


“Voluntários e mulher paulista – os grupos realmente idealistas e desinteressados no Movimento de 32”
Declarações do Presidente da Sociedade Veteranos de 1932 – MMDC, Mércio Prudente Corrêa
- “Precisei organizar tudo, e acabei sendo chamado de capitão”.
- Porque não avançamos logo para o Rio? – O caso do português – O desfile do 25º aniversário da Revolução.


Continuando esta série de entrevistas com participantes da Revolução Constitucionalista, ouvimos o Sr. Mércio Prudente Corrêa, Presidente da Sociedade Veteranos de 32 – M.M.D.C.. Mostrando-se reservado quanto a certos fatos, “porque há muitas coisas que só um historiador pode dizer”, assim se expressou:
- “Na sua totalidade, foram ao voluntários e a mulher paulista os grupos realmente idealistas e desinteressados no movimento de 32. Esses, todos, sem exceção, lutaram a campanha inteira sem outras preocupações, senão aquelas de lavar a honra de São Paulo e da volta das garantias pessoais, por meio da reconstitucionalização do País”.


NO INTERIOR.

- “Em Piraju – continua o veterano Mércio Corrêa – formamos um grupo de voluntários, todos amigos e nos apresentamos. Em nome do Dr. Ataliba Leonel, eu conclamava a vinda de voluntários. Parentes dessa personalidade, pessoas destacadas da cidade, todos nos alistamos no Batalhão 14 de Julho. Na noite desse dia, o Dr. Ataliba, por intermédio de um seu criado, o Dito Sem Pescoço, mandou-me chamar e me declarou que havia tomado a responsabilidade da formação de uma brigada e do posto de general, esclarecendo que o pessoal de Piraju necessariamente precisava integrar a brigada. Imediatamente convoquei os companheiros que aceitaram cancelar a inscrição no dia 14 de julho, para formarem na brigada, mediante a promessa de seguirmos para a frente logo, e sob o comando de oficiais da Força Pública. Isso foi cumprido. O Coronel Sandoval comandou a concentração, sendo comandante civil o Sr. Leônidas Vieira, que chegou 5 dias depois”.


“CAPITÃO”

- “Seguimos para Botucatu, onde esperávamos encontrar alojamentos, etc., prontos, mas tivemos de organizar tudo, inclusive requisitar colchões e solicitar ao Prefeito e demais autoridades a cessão de um Grupo Escolar, onde nos alojamos. Encontramos da parte das autoridades inteira e magnifica acolhida. Com esses serviços de organização, feitos quase todos por mim, começaram a me chamar de “Capitão”. Mas eu era civil e nem entendia nada de coisas militares.
Para acabar com a brincadeira, reclamei junto ao Coronel, que me deu, para surpresa minha, cinco minutos para colocar as divisas...Não era brincadeira. Nosso companheiro Aníbal Garcia, morador em Piraju, colocou os três “macarrãozinhos”, como chamávamos as divisas. Usei-os na farda de soldado raso, com a qual fiquei até o final do movimento. E quando necessitava comandar em frente de batalha, passava a direção para o Voluntário Nelson Lopes, hoje um dos maiores elementos da Sociedade Veteranos de 32 – M.M.D.C.”.


O PORTUGUÊS.

Conta-nos, em seguida, o veterano Mércio Prudente Corrêa que havia no batalhão, um português desejoso de ser oficial, a qualquer custo.
- “Fatos assim não eram raros, aliás. Acontece que o português, chamado Ferreira e Albuquerque, conseguiu o posto de Capitão. E ele entendia muito menos que eu, de assuntos militares. Eu, sabendo de minha condição, tinha aceitado o posto para fazer serviços de organização, já que não sei comandar tropas em frente de luta. Mas o português quis mostra-se de entendido, e logo de início caiu no ridículo: um dia, disse-me que desejava assumir o comando da tropa. E a primeira ordem dele foi esta: _ “Batalhão: meia volta, rodaire!”. Com esse “rodaire”, o homem perdeu inteiramente a autoridade, ficando os soldados a se rirem dele, sendo preciso que eu repusesse a ordem na unidade. Quando fomos para para a frente, todos estávamos preocupados com a atuação que esse oficial pudesse ter, no comando. Providencialmente, estava no trem, em que viajávamos, de luzes apagadas, um conhecido, Jorge de Barros, que , sabendo da situação apresentou-me ao extraordinário Cap. Constantino Pinto, do 1º BRE, e que não deve absolutamente ser confundido com o Cap. Morais Pinto. O Cap. Constantino ficou sendo um dos melhores, mais dedicados, valentes e equilibrados comandantes de linha de frente. Tomando conhecimento da gravidade do caso, aceitou o comando, quando chegamos em Aracaçu, com ordem provisória do Cel. Milton de Freitas Almeida. Assim, o comando ficaria com ele até se regularizar a situação, o que aliás, não conseguimos até o fim do Movimento.


IRMÃOS E AMIGOS.

- “Quando rumamos para a frente sul – continua o entrevistado – após tantos serviços de preparação, pois, como já disse, nada havia de organizado, tive de deixar meu irmão, mais moço que eu e muitos amigos, para voltar a Itapetininga em missão. Separar-me dos que me eram caros foi sacrifício tremendo, inclusive porque eles estavam dormindo e eu não sabia se acorda-los para despedir-me ou não... São coisas por que a gente passa, numa guerra.”



PORQUE NÃO AVANÇAMOS?

Perguntamos em seguida ao veterano Mércio Prudente Corrêa sua opinião sobre a “parada” das tropas constitucionalistas. Disse-nos:
- “Acho que o grande erro dos paulistas foi não ter avançado imediatamente sobre o Rio. Nossas atitudes foram muito extravagantes: chegamos até as divisas do Estado, e então paramos, para esperar a chegada do Gal. Klinger, de Mato Grosso, que não veio com sua guarnição, como se esperava, mas apenas com alguns homens. Ora, revolução é uma coisa de horas, um dia no máximo! Aí está a nossa falha: esperamos muito para avançar sobre o Catete, dando tempo a que os ditatoriais se organizassem, obrigando até muita gente, que estaria com a causa paulista, a lutar contra nós.”





Fonte – recorte do jornal “A Gazeta”, 18/07/1957, arquivo pessoal.



Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.
30/07/2017.
            

terça-feira, 25 de julho de 2017

9 de Julho de 2017 na mídia de Jaguariúna.



          Noticias publicadas na mídia de Jaguariúna, SP, sobre a Solenidade de 9 de Julho de 2017, realizada em parceria com CONSEG - Conselho Comunitário de Segurança de Jaguariúna, Núcleo de Correspondência "Trincheira Paulistas de 32 de Jaguariúna" com apoio da Policia Militar de Jaguariúna, a Guarda Municipal, Defesa Civil e Bombeiros e Prefeitura Municipal.



Jornal "Gazeta Regional", 15/07/2017.



No link abaixo vídeo entrevista da página, on line,  "Estrela da Mogiana"

https://www.facebook.com/siteestreladamogiana/videos/1538537879548887/





JJ Jornal de Jaguariúna, 15/07/2017.





No link a seguir da página, on line, da Prefeitura Municipal de Jaguariúna, SP


http://www.jaguariuna.sp.gov.br/atendimento/dia-9-de-julho-e-marcado-por-homenagens-em-jaguariuna/



Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Revolução de 1932 em Pedreira, SP.


  Revolução de 32 em Pedreira.



                                                                                         Ângelo Ribeiro.



“Pedreira foi o último baluarte da resistência Paulista à Ditadura Vargas.
Existem ainda em vários pontos de nossa cidade, trincheiras e restos de materiais como cartuchos, munições intactas, estilhaços, fivelas de cintos militares e inúmeros outros itens.
Registrou-se assim a frase de um vereador de nossa cidade "Pedreira, marco final da Epopéia Paulista de 1932" (Atas da Câmara Municipal L. VI, fls. 133-3Ag.1966).
 Existem em nosso Museu municipal, bombas, armas, trajes, capacetes etc.
Na madrugada de 19 de Setembro de 1932 seguiu de Amparo, para Pedreira o 14 C. Gaúcho, destacando um esquadrão para Entre Montes. Às 13:00 h do dia 20, dois oficiais constitucionalistas se apresentam ao PC do Batalhão Cearense em Ingatuba, pedindo suspensão das hostilidades, propostas pelo Gal. Klinger, Comandante Chefe da Revolução, ao Governo ditatorial. Assinou a mensagem o famoso Cap. Romão Gomes. O Cel. Eurico Dutra (futuro Presidente) respondeu que prosseguiria nos combates, por ordem do General Jorge Pinheiro. No dia seguinte Gois Monteiro transmite ao Cap. Lott a ordem de reabrir as hostilidades.
O Batalhão Paraibano alcança Entre Montes...O BC ocupou Pedreira e o 14 chegou à Usina Elétrica Macaco Branco...Pedreira fora bombardeada pelos "Vermelhinhos" (monomotores) ditatoriais, pondo em pânico a população que evacuou a cidade em 14 de Setembro de 1932.Uma das bombas caiu na casa dos "Pires de Ávila, em plena sala, momentos depois de a família sair, estraçalhando todos os móveis...A própria tropa entrara em pânico, abandonando Pedreira também, não por covardia, mas pela absoluta superioridade numérica dos Ditatoriais, tanto em homens, quanto em armas e munições, o que tornava absurda e impossível a resistência. Os oficiais Constitucionalistas analisaram a extensão e a gravidade do colapso sofrido, verificando que Pedreira, jaz apenas a 12 Km de Souzas, arraial de Campinas. Obstruíram então todas as pontes e caminhos entre Pedreira e Souzas, inutilmente. As forças Ditatoriais bombardearam e tomaram Campinas, Jundiaí e São Paulo sucessiva e rapidamente. Pedreira foi portanto, realmente a última esperança e baluarte da Revolução Constitucionalista de 1932.”








A cidade de Pedreira faz divisa com Jaguariúna. Na localidade chamada por Morro do Cristo encontra-se um marco, com o nome de seus principais combatentes, ao lado de uma depressão que, possivelmente, foi uma trincheira ou ninho de metralhadora.
        Assim como Jaguariúna, Pedreira também estava inserida na chamada Zona Mogiana no Setor Leste.
        
         


Agradeço ao Sr. Paschoal Loner pela gentileza.



Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.



quinta-feira, 13 de julho de 2017

5 º ANIVERSÁRIO.



 5 º Aniversário do 10 º Núcleo de Correspondência “Trincheiras Paulistas de 32 de Jaguariúna” em 12 de julho de 2017.








O Núcleo MMDC de Jaguariúna completa cinco anos com vários momentos especiais, a destacar  a participação como prefaciadora na nova edição do Livro “CRUZES PAULISTAS”, participação na coletânea  do livro “Para Sempre 32”, nos eventos em comemorações ao Dia 9 de Julho juntamente com a Policia Militar, com o CONSEG de Jaguariúna e a Prefeitura Municipal de Jaguariúna, onde o Núcleo MMDC Jaguariúna outorgou o Diploma de Honra ao Mérito “Voluntario Joaquim Norberto de Toledo Junior” `a personalidades civis e militares.
Agradeço ao Cel. Mário Fonseca Ventura, Presidente da Sociedade Veteranos de 32 – MMDC, ao Prof. Dr. Jefferson Biajone, Presidente do 1º Núcleo de Correspondência “Paulistas de Itapetininga! Às Armas!”, ao Sr. Egydio João Tisiani, do 2 º Núcleo de Correspondência “Voluntários de Piracicaba” pelo apoio, confiança e pelas honrarias recebidas.
Agradecimentos especiais aos internautas e seguidores visitantes do blog e da página no FACEBOOK, aos amigos, aos Irmãos de Armas e aos familiares. Também agradeço aos jornalistas pelos contatos e publicações na mídia.







“Esta é a trincheira que não se rendeu:
a que atenta nos vigia,
a que invicta nos defende,
a que eterna nos glorifica!”

Trecho do poesia “Oração ante a última trincheira” de Guilherme de Almeida.








Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.
13/07/2017.

domingo, 9 de julho de 2017

9 de Julho em Jaguariúna - 2017.



Solenidade em comemoração aos 85 anos da Revolução Constitucionalista de 1932 em Jaguariúna.

A organização e realização do evento foi uma iniciativa do CONSEG, Conselho de Segurança Comunitário de Jaguariúna, em parceria com a Prefeitura Municipal e o Núcleo de Correspondência’ Trincheiras Paulistas de 32 de Jaguariúna”, com o apoio da Policia Militar, Policia Civil, Guarda Municipal, Bombeiros e Secretária da Educação.
A solenidade teve início com a palavra do 2º Tenente de Policia Militar da Reserva Marcos Cezar Terin Viotto, Presidente do Conselho Comunitário de Segurança de Jaguariúna.

A Bandeira Paulista foi conduzida por Felipe Soares Bizo, Lucas dos Santos, Eudes de Barros Bueno de Oliveira e Tieres Gabriel Borges Monteiro alunos da Escola Municipal “Ângelo Bizzo”, representavam neste ato os quatro Heróis que há 85 anos perderam a vida e tornaram-se símbolo da Revolução de 32, (Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo).



Felipe Soares, Lucas dos Santos Soares, Eudes de Barros Bueno de Oliveira
e Tieres Gabriel Borges Monteiro, alunos da Escola Municipal Ângelo Bizzo.













Após o hasteamento das Bandeiras e entoação dos hinos Nacional e de Jaguariúna deu-se a entrega das Honrarias.

Foram condecorados com a Láurea de Mérito pessoal:

CABO PM JOSÉ RONALDO BRENTEGANI com a Láurea em 4º Grau,
CABO PM DORIEDSON DO PRADO com a Láurea em 3 º Grau, CABO PM RICHARD FERNANDO DE OLIVEIRA e CABO PM VALTER CÉSAR SICCHINATTO com a Láurea em 2 º Grau.


















Condecorados por Ocorrência do mês de junho:

CABO PM DORIEDSON DO PRADO
CABO PM LUCIANO DE OLIVEIRA ROCHA
CABO PM ADRIANA CRISTINA DOS SANTOS CALÁBRIA
SOLDADO PM ELIEPERSON PEREIRA SANTOS

Fez a leitura da síntese o 2º SARGENTO ANTÔNIO ARAUJO CAVALCANTE, Comte. do 1º Pelotão de Polícia Militar.













Receberam Diplomas os integrantes da Policia Civil:

ALEXANDRE PICAGLIE
SIMONE BASSETO

Fez a leitura da síntese ILMA. SRA JULIANA BELINATTI MENARDO, Delegada de Polícia de Jaguariúna.






Receberam Diplomas por destaque os Guardas Municipais:

EDER COQUEIRO PORTO
DOMINGOS CIRILOS DOS SANTOS.

















Foram também homenageados integrantes da Defesa Civil e Bombeiros Municipais:

PAULO HENRIQUE DA VINHA
EDUARDO ROBERTO DOS SANTOS SILVA
DANILO DE OLIVEIRA
KALIL ALEXANDRE DEBBANI








Receberam, da aluna da Escola Municipal “Ângelo Bizzo”, GABRIELLA GODOI ÁVILA, o Diploma de Honra ao Mérito “Voluntário Joaquim Norberto de Toledo Junior” os bisnetos do Voluntário Paulo Villares de Almeida, FELIPE GOMES DE ALMEIDA E ANA CAROLINA GOMES DE ALMEIDA, alunos da Escola Municipal “Amâncio Bueno”.

Recebi uma homenagem da Diretora Escolar SORAIA TEODORO GONÇALVES, entregue pela aluna ABIGAIL DE BARROS RAMOS DE OLIVEIRA, da Escola Municipal “Ângelo Bizzo”. Meus sinceros agradecimentos.









Ana Carolina Gomes de Almeida e Felipe Gomes de Almeida,
bisnetos do Voluntário Paulo Villares de Almeidaa



Foram condecorados com o Diploma de Honra ao Mérito, “Voluntário Joaquim Norberto de Toledo Junior”, por seus ideais de civismo e patriotismo as seguintes personalidades:
SR. ANTÔNIO ARAÚJO CAVALCANTE, Cmte.do 1ºPelotão de PM/ Jaguariúna.

 SR. ANTÔNIO CARLOS SOARES, 2ºSgt.PM, Pres. do 18º Núcleo de Correspondência – MMDC “Aldo Chioratto” de Campinas.

  SRA. CRISTINA PINTO CATÃO BONINI HOSIKAWA, Ilma. Secretária da Educação de Jaguariúna.

DETECTAPIRA DE ITAPIRA, Grupo de exploradores de relíquias de 32, recebeu em nome do grupo o SR. THIAGO DA SILVA.

 SRA. GISLAINE OLIVEIRA MATHIAS, Ilma. Jornalista e fotografa.

 SR. JUVENIL MACHADO DE PAULA, Vice presidente CONSEG -JA e Corregedor da Guarda Municipal.
                                                                                               
 SR. MARCOS CEZAR TERIN VIOTTO, 2º Ten.PM, Presidente do CONSEG – JÁ.

                    EXMO. SR. MARCIO GUSTAVO BERNARDES REIS, Prefeito de Jaguariúna.

SR. PAULO CESAR ALTHEMAN, Comandante da Guarda Municipal.

 SR.TOMAZ DE AQUINO PIRES – Curador da Casa da Memória de Jaguariúna.
                                              
 FAMÍLIA DE VALDOMIRO CHIAVEGATO, recebido pelo SR. REINALDO CHIAVEGATO, sobrinho do Voluntário e Pres. da Associação Comercial de Jaguariúna.





Maria Helena Toledo Silveira Melo, Pres. do 10º NC MMDC Trincheiras de Jaguariúna e
Sr. Billy Rovaron, Cerimonialista


Sra. Rita Bergasmo, Vice-Prefeita.



Sr. Antônio Araújo Cavalcante Comandante do 1º Pelotão PM / Jaguariúna



2º Sgto. PM Antônio Carlos Soares, Presidente do 18º NC MMDC Campinas"Aldo Chioratto"



Sra. Cristina P. Catão Bonini Hosikawa, Ilma. Secretária da Educação.






Sra. Gislaine Oliveira Mathias, Jornalista e fotografa.



Sr.Paulo Cesar Altheman, Comandante da Guarda Municipal.



Sr. Juvenil Machado de Paula,
Vice Presidente do CONSEG JA e Corregedor da Guarda Municipal




Sr. Thiago da Silva, representando o Grupo DETECTAPIRA,
Exploradores de Trincheiras de 32, de Itapira, SP




2º Tenente PM Marcos Cezar Terin Viotto, Presidente do CONSEG JA

Sr. Reinaldo Chiavegato, Presidente da Associação Comercial, Sra. Rita Bergamasco.



Sr. Paschoal Lorner (Pedreira, SP), Sr. Thiago da Silva (Itapira,SP).




Sr. Reinaldo Chiavegato, Sr. Tomaz de Aquino Pires


Ana Carolina Gomes de Almeida, 2º Sgto Antonio Carlos Soares,
Felipe Gomes de Almeida e Roger de Almeida.






Estiveram presentes também representantes do Projeto Soldados da Paz, idealizado pelo Vereador Cristiano Cecon.



Soldados da Paz.


Soldados da Paz, idealizado pelo Vereador Cristiano Cecon.



Agradeço aos Vereadores Walter Luiz Tozzi de Camargo, Cristiano Cecon e David Hilário Neto pela presença e também à Vice- Prefeita Sra. Rita Bergamasco, ao Cerimonialista Billy Rovaron.
Agradecimento especial ao Sr. Paschoal Lorner, da cidade de Pedreira, que marcou presença levando uma parte de sua coleção de objetos encontrados nas trincheiras da nossa região, para apreciação do público.








Jornal de julho de 1982 aniversário da Revolução de 1932.





Fotografias de Maíra Toledo Silveira Melo.

Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.