Objetiva-se publicar biografias, histórias de vida e de batalhas relativas à Revolução de 1932. Caso saiba de algo, entre em contato. Para maiores informações envie mensagem à malusim53@yahoo.com.br.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

O Movimento de 1887.






“O Movimento de 1887”, trata-se da publicação da conferência proferida pelo Dr. Tácito de Almeida em 20 de agosto de 1934 no Clube Atlético Bandeirante, dois anos após o termino da Revolução Constitucionalista de 1932.
Este trabalho realizado em conjunto dos Núcleos de Correspondência da Sociedade Veteranos de 32 – MMDC – Itapetininga e Jaguariúna encontra-se publicado e disponibilizado nos links a seguir:




Este raro exemplar, que foi digitalizado, pertenceu a meu pai, Voluntário na Revolução de 32, Joaquim Norberto de Toledo Junior.


Tácito de Almeida nasceu em Campinas, SP no dia 14 de junho de 1889 e faleceu em São Paulo em 3 de setembro de 1940.
Foi o quarto filho de Estevam de Araújo Almeida e de Angelina de Andrade. Formou-se pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo em 1920. Foi nomeado delegado de polícia de Rio Claro e posteriormente promotor público de Taubaté. Colaborou para a fundação da Escola de Sociologia e Política de São Paulo, onde lecionou na cadeira de Ciências Políticas. Foi consultor jurídico da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e do Instituto de Engenharia. Membro ativo do grupo realizador da Semana de Arte Moderna de 1922, e colaborador da revista Klaxon. Destacou-se na Revolução Constitucionalista de 1932, quando organizou o Batalhão de Defesa Paulista, tendo participado com bravura da célebre luta no setor de Cunha, juntamente com seu irmão, o poeta, jornalista e também advogado, Guilherme de Almeida, “príncipe dos poetas brasileiros". Um dos fundadores do Partido Democrático, dissidência do Partido Republicano Paulista. Dirigiu o Diário Nacional e presidiu a Liga de Defesa Paulista, após a Revolução de 1930. (Informações biográficas em pt.wikipedia.org).




Publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

O Ten. Cel. ROMÃO GOMES NA REGIÃO DE JAGUARI.



“As forças de Romão Gomes dominam toda a região de Jaguari”, originalmente esta notícia foi publicada pelo jornal “A Gazeta” em 28 de setembro de 1932 e republicada no dia 09 de julho de 1957, no mesmo jornal em Edição Comemorativa ao 9 de Julho.

Transcrição da notícia:
 “O bravo Tenente Coronel Romão Gomes, que em momento oportuno foi chamado a Campinas, afim de comandar as tropas constitucionalistas do Setor Jaguari, acaba de entrar em contato com o inimigo. Nesse primeiro encontro, as tropas de Romão Gomes operaram valorosamente as suas posições, como realizando progressos, em toda a região Jaguari, o que significa que a sorte das armas continua a guiar o bravo combatente paulista.
Dessa forma em bem poucos dias de brilhante atuação em todo o Setor Leste, Romão Gomes fez volverem-se para si todas as atenções do Estado da Lei do País, sendo mais que merecida a significativa homenagem que as crianças de Campinas pretendem prestar-lhe, por estes dias.
Campinas, particularmente, é toda admiração ao destemido soldado, em cujos rasgos de intrepidez e bravura a “Princesa do Oeste” se apoia, confiadamente, inda a poucos dias, as senhoras de Campinas, assim que souberam da chegada do Tenente Coronel Romão Gomes, foram à sua procura. Recebidas prontamente e exposto o fim, respondendo-lhes o Comandante: - “As senhoras podem ficar descansadas; o inimigo jamais pisará em Campinas. Isto eu lhes posso garantir, enquanto houver um homem na minha tropa e eu tiver vida.”




"A Gazeta", 09/07/1957.





Legenda original:"Na arrancada constitucionalista de 1932, a Coluna sob a direção do bravo
 comandante Romão Gomes, que enfrentou os adversários na linha de combate da Zona Mogiana,
 desempenhou papel dos mais brilhantes. Soldados e Voluntários que a integraram escreveram,
 com seu heroísmo, imorredoura página nos combates daquele Setor. No clichê acima, figura o
 grupo de lutadores, cuja atuação mereceu elogios por parte do inesquecível condutor da Coluna.
 É mais uma recordação do movimento que elevou, em todos os sentidos, o ardor idealista
 dos herdeiros da grandeza bandeirante".


Fonte.   
 
Jornal “A Gazeta” – Edição Comemorativa, 9 de jul. de 1957.
Arquivo pessoal.


Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.


Um agradecimento especial aos visitantes do blog.





Com toda a dedicação, iniciei este blog em 2012, com o intuito da divulgação das histórias, fatos e biografias relativos à Revolução Constitucionalista de 1932.
Este mês, o blog atingiu a marca de 50.000 visualizações.

Obrigada a todos os visitantes e seguidores.


Maria Helena.






Maria Helena de Toledo Silveira Melo.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Trincheiras de 32.




“Esta é a trincheira que não se rendeu” ... e jamais se renderá!

Com estas imagens de trincheiras publicadas em revistas antigas, quero fazer uma homenagem aos valentes e heroicos Soldados Constitucionalistas que lutaram para a liberdade do seu país.
Os combates nas trincheiras foram os mais árduos e mais sangrentos.

*Trincheira – Escavação aberta no solo no sentido longitudinal: abrir uma trincheira.
 *Fosso que permite, durante o combate, a movimentação da tropa e o tiro a coberto do inimigo.

Durante a Revolução Constitucionalista de 1932, a maioria das trincheiras eram abertas manualmente usando pás, picaretas, machados, enxadas e outros que estivessem disponíveis.


Sapadores abrindo trincheiras na Frente  Sul, Buri.






Escavação de Obuz, guarnecendo um lança granadas.




Trincheira na Zona do Paraná em 14 de julho de 1932.





Trincheira improvisada na região de Cruzeiro.




Ninho de metralhadora no Setor Sul.





Trincheira no Setor Pinheiros em um momento de descanso.





Setor de Pinheiros, posição de 1ª linha.






Trincheira na encosta do morro do Túnel da Mantiqueira.





Zona Sul em Lygiana.





Em Engenheiro Neiva.
 Na foto o Cap. Carlos Eurico de Montenegro com uma metralhadora pesada.





Trincheira semi protegida de ataques aéreos em Engenheiro Neiva.





Porto Tapua, no Rio Paranapanema.





Trincheira com abrigo em Pinheiros.






Ninho de metralhadoras, protegida de ataques aéreos em Engenheiro Neiva.






Fonte.

Revista “O Cruzeiro”, 22 de outubro de 1932.

                Revista “O Cruzeiro”, 29 de outubro de 1932.

Arquivo pessoal.





Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.








    


terça-feira, 1 de novembro de 2016

O POVO RECONHECE SEUS HERÓIS.



Transcrevo a seguir matérias publicadas na revista “O Mundo Ilustrado” publicada em 10 de junho de 1957, em homenagem aos Heróis mortos em 1932:

 “Nos Campos Santos da grande terra bandeirante inúmeras são as sepulturas cujas lápides sintetizam em palavras cheias de ternura, a história emocionante dos que tombaram em defesa da Lei. E hoje, mais do que nunca, temos de nos curvar, humildes e respeitosos, diante do monumento que os perpetuou, pois a nossa pátria, graças a eles, caminha livre e forte para um futuro risonho e feliz. Que suas almas repousem na paz do Senhor”.

Obelisco - Mausoléu ao Soldado Constitucionalista - 1957.



“São Paulo não esqueceu seus heróis, a quem as gerações tributarão com orgulho e sinceridade, o preito de reconhecimento eterno. Hoje, ergueu-se no solo da capital bandeirante o monumento àqueles que foram ao encontro da morte em defesa dos ideais revolucionários. A eles e a todos quantos souberam honrar a terra onde nasceram, dentro deste Brasil unido e forte pela coragem de seus filhos, soldados intrépidos na defesa da liberdade, São Paulo de hoje reverencia com profundo respeito.”

Honra aos mortos da Revolução Constitucionalista de 1932 que sempre serão lembrados!
A seguir imagens publicadas nos meios de comunicação.

Sepultamento do Herói de 23 de Maio, Euclides Miragaia.




Os círios iluminam o símbolo dos heróis chacinados pelos inimigos da Pátria
MMDCA é heroísmo, bravura e patriotismo. 




O cortejo dos Coronéis Salgado e Marcilio,
 mortos enquanto experimentavam a nova arma, um lança granadas.




Lagrimas dos paulistas pelo Cel. Salgado.


Cel. Salgado e Cel. Marcílio foram velados juntos.


A Bandeira Brasileira cobriu o caixão de um herói que tombou nos campos de batalhas.



As honras pelos Soldados no cortejo dos Coronéis Salgado e Marcílio.




Sepultura de um herói morto em combate.




Obelisco - Mausoléu ao Soldado 
Constitucionalista de 1932. Fot. 2008.



"Aos épicos de julho de 32, que,
fiéis cumpridores da sagrada promessa
feita a seus maiores - os que
moveram as terras e as gentes por
sua força e fé - na lei puseram sua
força e em São Paulo sua Fé."

(Guilherme de Almeida)




Fonte.

Revista “O Mundo Ilustrado”, 10 de jun. de 1957.

Revista “O Mundo Ilustrado”, 7 de jul. de 1954.

Revista “O Cruzeiro”,17 de jul.de 1954.

Arquivo pessoal.

pt.wikipedia.org


Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.