Objetiva-se publicar biografias, histórias de vida e de batalhas relativas à Revolução de 1932. Caso saiba de algo, entre em contato. Para maiores informações envie mensagem à malusim53@yahoo.com.br.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Kit de Primeiros Socorros na Revolução.



Dentre os inúmeros apetrechos que o Soldado Constitucionalista carregava dentro de sua mochila, um deles era o “Kit de Primeiros Socorros”, fornecido pela Cruz Vermelha Brasileira e confeccionado pelas voluntárias da Revolução de 1932.
Em entrevista publicada pelo G1 (2013) e pelo Jornal Cruzeiro (2016) a Sra. Zuleika Sucupira  Kenworthy(*), moradora de Sorocaba – SP, conta como eram confeccionados: A Sra. Zuleika relata que ajudou a preparar os kits de primeiros socorros para os soldados. Disse ela: “Eu trabalhei na Cruz Vermelha, trabalhando nos pacotinhos de emergência, que ninguém sabia que existia, mas que salvou a vida de muita gente”.
Conta ela que no pacotinho continha 1 vidrinho de iodo, 1 atadura, dois pedaços de gaze, um rolinho de esparadrapo e um alfinete. “Era bem pequeno para ir na mochila de cada soldado.”
Nas imagens a mochila e o kit de primeiros socorros  que pertenceram ao Soldado Constitucionalista Joaquim Norberto de Toledo Junior.







Mochila de Joaquim Norberto de Toledo Junior, Quincas Gaiteiro.










O saquinho é confeccionado em tecido de algodão, tem 12 cm de altura por 8 cm de largura.


O frasco de iodo tem 4,5 cm de altura e com a rolha 5 cm.



O selo com informações de uso é colado ao tecido.







               *Sra. Zuleika Sucupira Kenworthy, Procuradora de Justiça, foi a primeira Promotora de Justiça das Américas, nascida em Jundiaí e neta do Major Sucupira.




Fonte.



Imagens de arquivo pessoal.



Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Notícias do Setor Jaguary – Amparo em 25 de setembro de 1932.



“Permanece firme e auspiciosa a situação das Armas Constitucionalistas”.

 Noticiavam os jornais, no dia 25 de setembro de 1932, os protestos de indignação da população e de diversas agremiações contra as atividades criminosas dos pilotos ditatoriais que vinham praticando bombardeios injustificáveis sobre as cidades abertas. Além de Campinas, Guaratinguetá, Limeira, Casa Branca entre outras foram bombardeadas, com perda de vidas e bens materiais.




Ninho de metralhadora, região Campinas.



A matéria transcrita a seguir, foi publicada no Jornal “Folha da Manhã”:

“A Situação Militar Vista Através do “Rádio Jornal”.


“A visão, em conjunto, da situação do Estado, é francamente favorável as Armas Constitucionalistas. Podemos dizer, sem exagero, que estamos perfeitamente senhores da situação na Zona Norte, na Frente Sul e na Frente Oeste. Na frente Leste, as nossas armas estão vitoriosas e detentoras do terreno em toda larga extensão onde operam as tropas do Comandante Romão Gomes. Só uma pequena parte, a do Setor Jaguary – Amparo, ainda não estamos completamente senhores da Zona. Mas podemos garantir que, depois das operações levadas a efeito, dentro de pouco conseguiremos varrer, deste setor, as colunas adversárias. As operações militares vão se desenvolvendo, nesse ponto, com a maior firmeza e segurança”. ( Nesta data já havia partido da Estação da Luz uma bateria de morteiros e um pelotão de granadeiros para reforçar as trincheiras da região de Campinas).
“No Norte, com o fim apenas de dar sinal de si, o adversário fez disparar um inútil canhoneiro. Continuamos aí perfeitamente solidificados em nossas posições.
No setor do Sul, onde, raramente, se faz agora ouvir uma diminuta parte da artilharia, a situação continua em grande calmaria.
No setor Oeste, os ditatoriais emudeceram.
A situação, pois nessa real visão do conjunto é francamente auspiciosa. Convém notar que, enquanto em São Paulo arrefece visivelmente o ardor dos ataques, nos demais Estados da União, como é notório, incrementa-se, dia a dia, a luta constitucionalista. S. Paulo está se tornando, a olhos vistos, apenas um setor entre os muitos setores do panorama bélico do Brasil.”



Marcado com um circulo vermelho o Setor Jaguary - Amparo.


Soldados em trincheira, no momento de descanso, na grande Região de Campinas.



Fonte.

acervo.folha.uol.com.br, 25 de set. de 1932.

Imagens – Revista “O Cruzeiro” de 10 de novembro de 1932 - arquivo pessoal.

Mapa – cópia editada.



Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Manual para Grupo de Combate em 1932.


Documento inédito, uma Publicação do Centro dos Reformados e Auxiliares da Força Pública do Estado de São Paulo contendo orientações de combate, tática individual, a função de cada homem no seu grupo entre outras para o bom desempenho do soldado em combate.
Foi distribuído pelo Agente do Correio Militar para as Unidades do Exército Constitucionalista e assinado por Joaquim Coutinho da Fonseca Vieira, Presidente do Centro de Reformados e Auxiliares da Força Pública do Estado de São Paulo.

O Manual a seguir pertenceu ao Soldado Constitucionalista Joaquim Norberto de Toledo Junior, Voluntário no 1º Batalhão Piracicabano.




Capa.
































Contra capa.





Treinamento  de Assalto.

Pelotão do Batalhão Fernão Sales em treinamento numa manobra de assalto, sob o comando de um Sargento.
Imagem publicada na  Revista "O Cruzeiro" de 22/10/1932. (Arquivo pessoal).




Fonte.
Arquivo pessoal.



Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.




segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Aniversário de Jaguariúna, 2016.






Estação Jaguary - 1910.




O 10º Núcleo de Correspondência “Trincheiras Paulistas de 32 de Jaguariúna” saúda a cidade pelos seus 62 anos de emancipação Política, Administrativa, comemorado hoje,12 de setembro de 2016.
Sempre na vanguarda dos acontecimentos históricos do Estado, a Vila Jaguari teve quatro de seus filhos participando como Soldados Voluntários na Revolução Constitucionalista de 1932, um dos mais importantes acontecimento da história política e também considerado o maior movimento armado do Brasil, lutando por um ideal maior, pela liberdade e pela justiça do nosso País.
Das Terras da Vila Jaguari partiram Alfredo Guedes, Alfredo de Souza, Nabor de Moraes e Valdomiro Chiavegato, levando para os anais da história, o nome da cidade como participante deste tão importante evento.
A Vila Jaguari também foi um importante local estratégico, tanto para as comunicações como para a distribuição de material bélico. Nos barracões da Estação Ferroviária foi instalado um centro telegráfico, um depósito de equipamentos, um alojamento para soldados e até um estacionamento para caminhões.




Zonas de Combates da Mogiana.





Armazém Ferrari que foi saqueado durante a Revolução de 32.




Fonte.

Acervo da Casa da Memória Padre Gomes.




Cel. Amâncio Bueno, fundador da Vila Jaguary.


PARABÉNS JAGUARIÚNA!!!


Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Dia da Independência do Brasil.


                                   7 de Setembro.


A data comemorada oficialmente para a Independência do Brasil é 7 de setembro de 1822, dia em que, às margens do riacho Ipiranga, em São Paulo, o Príncipe Regente D. Pedro, ao receber a correspondência das Cortes, teria proclamado o chamado "grito da Independência", à frente da sua escolta: "Independência ou Morte!"





                   Tela do paraibano Pedro Américo,1888.





Interessante texto de Guilherme de Almeida publicado no dia 8 de setembro de 1932 no Jornal das Trincheiras, “7 de Setembro”.







Um grande número de pessoas dirigiram-se às ruas centrais da cidade de São Paulo, no dia 7 de setembro de 1932 para assistirem ao desfile do disponível Soldados da Guarda Civil.



Fonte.

tudoporsaopaulo1932.blogspot.com

produto.mercadolivre.com.br

pt.wikipedia.org




Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.