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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Legião Negra na Revolução Constitucionalista de 1932.



Homenagem no Dia Da Consciência Negra


“No dia da “consciência negra”, lembre que consciência não tem cor e sim convicções, de que você é consigo mesmo e as pessoas em volta!”

(Fernando Macedo)







Frente Negra Brasileira.


A Frente Negra Brasileira foi a maior entidade da comunidade afro-brasileira da primeira metade do século passado, tendo se transformado no primeiro partido político negro de que se tem notícia no Brasil, ramificando-se na Bahia e no Recife, por exemplo. Fundada em 16 de setembro de 1931, sua sede social central localizava-se na rua Liberdade, na capital paulista. Sua estrutura organizacional já era bastante complexa. Era dirigida por um Grande Conselho, constituído de 20 membros, selecionando-se, dentre eles, o Chefe e o Secretário. Havia, ainda, um Conselho Auxiliar, formado pelos Cabos Distritais da Capital. Criou-se, ainda, uma milícia frente-negrina, organização paramilitar. Os seus componentes usavam camisas brancas e recebiam rígido tratamento, como se fossem soldados. Segundo um dos seus fundadores – Francisco Lucrécio -, a Frente Negra foi fundada por ele e outros companheiros embaixo de um poste de iluminação. Ainda segundo a mesma testemunha, no início houve muita incompreensão.  No entanto, com o tempo, os membros da Frente Negra foram adquirindo a confiança não apenas da comunidade, mas de toda a sociedade paulista. As próprias autoridades a respeitavam. Ainda segundo depoimento de Francisco Lucrécio, conseguiam acabar com a discriminação racial que existia na então Força Pública de São Paulo porque até aquela data os negros não podiam entrar na corporação. A Frente Negra conseguiu inscrever mais de 400 negros, tendo muitos deles feito carreira militar.




A Legião Negra na Revolução Constitucionalista de 1932, com participantes da Frente Negra Brasileira.





Oficiais da Legião Negra.



 Em pouco tempo é formada uma comissão beneficente para arrecadar apoio material e humano entre a comunidade negra paulista. Surge a “Legião Negra”, que teve papel relevante na Revolução Constitucionalista de 1932. O peso político do negro era grande, tanto que o próprio interventor de São Paulo, Governador Pedro de Toledo, foi pessoalmente até a sede da Frente Brasileira Negra, pedir o apoio dos negros para a guerra.
  A presença de negros na revolução foi marcante e a Legião Negra (conhecida como os “Pérolas Negras”), escreveriam para sempre sua passagem em nossa história.
A s principais frentes de combate da Legião Negra na guerra eram: Frente Leste (na divisa com o Rio de Janeiro); Frente Norte (divisa com Minas Gerais); Frente Oeste (divisa com Mato Grosso) e a Frente Sul (divisa com Paraná). Mas a participação dos negros na Revolução Constitucionalista não se fez apenas na Legião Negra, que contava com cerca de 2 mil homens. Havia outros negros – mais de 10 mil – espalhados por toda a força paulista.  Entre estes destaque para Maria Soldado. Vale lembrar, também, que um dos principais comandantes da revolução era negro, Palimercio de Rezende.  O Voluntário Nabor de Moraes de Jaguariúna, que morreu em consequência de ferimentos sofridos durante batalha nas imediações do Túnel, também era negro.






Batalhão da Legião Negra .





 “Os negros de todos os Estados, que vivem em São Paulo, quando o clarim vibrou chamando para a defesa da causa sagrada os Brasileiros dignos, formaram logo na linha de frente das tropas Constitucionalistas”. 





Grupo de bombardas da Legião Negra no campo de combate.





Folha de São Paulo, 17/08/1932.





Bombardas da Legião Negra.





Fonte .

“80 Anos da Frente Negra Brasileira” -  http://ppaberlin.com/2011/09/14/1250/ acesso em nov. de 2015.

http://www.afroasia.ufba.br/pdf/afroasia_n29_30_p199.pdf
http://www.jacareitempoememoria.com.br/2013/11/1932-legiao-negra.html
 ecoexperienciacomunitaria.blogspot.com



Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.











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