Objetiva-se publicar biografias, histórias de vida e de batalhas relativas à Revolução de 1932. Caso saiba de algo, entre em contato. Para maiores informações envie mensagem à malusim53@yahoo.com.br.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

HOMENAGEM AO SOLDADO BRASILEIRO.



Trincheira na 1ª Guerra Mundial - Foto - Cris A. Hughes.
Fonte - guiadoestudante.abril.com.br




Versos de José Bonifácio.



“Dorme o batalhador...Porque chora-lo?
Armas em funeral! Silêncio, Ho! Bravos!
Que a dor o não desperte!
Tão só, tão grande, sobre a terra inerte!
A pátria, além, partido o coração...
Saudade imensa, e imensa solidão!

Ele dorme agora,
Embalado nos braços da metralha,
Ao trom da artilharia,
Por lençol, a bandeira, em terra fria;
Tem por leito os troféus; por travesseiro,
Tem o canhão, no sono derradeiro!

Sorrindo adormeceu,
A imaginar, sonhando, ouvir no espaço
O clarim da investida!
À cabeceira, a Morte, agradecida!
Aos pés, a Glória; e ao lado, ajoelhada,
A Pátria, pobre mãe desventurada! [...]

A morte foi teu guia à eternidade! ...
Armas em continência! É um morto vivo!
Ei-lo que passa agora, erguido ao alto,
No esquife da Vitória!”




25 de Agosto Dia do Soldado.






Duque de Caxias.
Fonte - mercadolivre.com.br



 Em 13 de março de 1962, Duque de Caxias foi eleito Patrono do Exército Brasileiro, por meio do decreto federal nº 51.429.
O Dia do Soldado foi instituído em homenagem a Luís Alves de Lima e Silva, conhecido como Duque de Caxias, Patrono do Exército Brasileiro, nascido em 25 de agosto de 1803.
A data de seu nascimento, 25 de agosto, foi adotada como Dia do Soldado do Exército Brasileiro, em homenagem aos 60 anos de serviço prestado por ele à corporação. Desde 1931, os cadetes do Exército da Academia Militar das Agulhas Negras levam como arma privativa o espadim de Caxias, uma cópia da espada usada por ele. A arma original está guardada no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, desde 1925.
Caxias morreu no dia 7 de maio de 1880, às 20h30. Seu corpo foi vestido com um uniforme modesto de marechal-de-exército, com apenas duas de suas condecoração de bronze no peito: a do Mérito Militar e a Geral da Campanha do Paraguai.
Seus restos mortais, juntamente com os da sua esposa, estão no Panteão a Caxias, em frente ao Palácio Duque de Caxias, no Rio de Janeiro.




Soldados Brasileiros.


 Abaixo fotografias de Soldados Brasileiros em ação, em diversas Guerras e Revoluções.




Soldados Brasileiros na Guerra do Paraguai (1864/1870).
Cel. Joca Tavares, 3º sentado e seus auxiliares.
Fonte - pt.wikipedia.org






Oficiais Brasileiros em Canudos.
Fonte - darozhistoriamilitar.blogspot.com





Soldados do Batalhão Fernando Prestes, 1924.
Fonte - mmdcitapetininga.com




Soldados Brasileiros da FEB em acampamento na Itália.
Fonte - www.históriailustrada.com.br





Soldados da FEB e enfermeiras brasileiras em avião da FAB.
Fonte -www.historiailustrada.com.br





Soldados na Rua 15 de Novembro, em São Paulo, 1930.
Fonte - sampahistorica.wordpress






Soldados Paulistas nas trincheiras da Revolução Constitucionalista de 1932.




PARABÉNS PELO SEU DIA, SOLDADO BRASILEIRO, DEFENSOR E HERÓI DA PÁTRIA!




Referências.

MONTENEGRO, B; WEISSHON, A. A. (org.) CRUZES PAULISTAS: os que tombaram em 1932 pela gloria de servir São Paulo: Empresa Gráfica da Revista dos Tribunais, 1936.516p.

www.paulinas.org.br/diafeliz/?system=datacomemorativa&id=316





Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.





domingo, 9 de agosto de 2015

Mensagem aos pais, 2015.



14 de agosto de 1932! Era o Dia dos Pais!

Nas trincheiras o som das metralhadoras ecoavam o grito da liberdade!


Trincheira no Vale do Paraíba (www.facebook).



Era o Dia dos Pais e as principais manchetes nos jornais eram:

“Êxito na Campanha do Ouro.
Nossa aviação portou-se brilhantemente.
Melhora a situação na frente de Queluz.
A eficiência da nossa organização aumenta todos os dia.”



Em São Paulo o Cônego José Batista de Carvalho proferia uma oração que foi transmitida pelas três rádios:

“[...] São Paulo, pacífico, ordeiro, que só pensava em trabalhar, larga o alvião e o volante do trabalho, para empunhar a carabina da guerra.
São Paulo é hoje uma imensa caserna em que só tilintam armas, só ecoam vozes de comando, só se cruzam fardas apressadamente cozidas com carinho, garbosamente envergadas com ufania e atenciosamente saudadas com sorrisos!
Hoje em São Paulo ó se pensa no soldado, só se age para o soldado.
E o soldado surge, brota miraculosamente de todos os cantos, pulula nas praças, nas ruas a esperar, nos quartéis improvisados a adentrar-se, nas trincheiras e redutos e bater-se[...]
Do que pois, havemos ainda mister para vencer? Que é que nos resta fazer para que o sorriso da esperança se transforme para nós na explosão da vitória?
Uma só, coisa: resistir. Resistir até o fim, sem esmorecer, sem arrefecer o fogo sagrado do entusiasmo que a todos nos arrasta. Patriotismo et endurece, patriotismo e resistência eis o lema sagrado que cada paulista deve agora ler na bandeira da sua Pátria [...]
Resistir até o fim, eis a palavra mágica que deve conjugar num só bloco a energia de todos paulistas.
Aguentar firme, que a Vitória é nossa, eis a senha expressiva ditada pelo nosso chefe militar, para que por ela reconheçamos todo o paulista digno de nome Brasileiro! ...”


(Transcrição de um trecho da oração que foi publicada no Jornal Folha da Noite em 14 de agosto de 1932, acervofolha.com.br).



Esta é uma singela homenagem que faço a todos os pais, aos pais de 1932. É também uma lição aos futuros pais, o civismo, o amor à sua pátria e à sua família é a condição de manter sua liberdade e a sua dignidade.





Joaquim Norberto de Toledo Junior, meu pai.





A esquerda, meu pai, Soldado Voluntário Constitucionalista, em pé seus irmãos: Luiz B. de Toledo e Geraldo P. de Toledo



            Feliz Dia a todos os pais!!!!!



Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Iguape na Revolução Constitucionalista de 1932.



                                                                                                                                                         foto.1





O Batalhão Redentor Filhos de Iguape.
Adaptação do texto de Roberto Fortes.


Na cidade de Iguape, SP (Vale do Ribeira), foi recrutado expressivo número de voluntários, que passaram a integrar o Batalhão Patriótico da cidade, que chamar-se-ia Batalhão Redemptor Filhos de Iguape, nome escolhido em virtude da “grandiosa cruzada da redempção” que seus componentes empreenderiam para a defesa de São Paulo.
                   No dia 28 de julho de 1932, a Comissão Municipal mandou confeccionar cartazes de propaganda do alistamento para a Guarda Paulista, que foram afixados nos lugares mais públicos da cidade.
A 1º de agosto, a Comissão do MMDC de São Paulo, Seção do Interior, solicitava o encaminhamento para a Capital, dos voluntários já apresentados, para serem devidamente treinados, pedindo ainda que a Comissão Municipal prosseguisse o alistamento de voluntários. A Comissão telegrafou ao MMDC comunicando que o serviço de alistamento continuava a ser feito com todo o entusiasmo e que alguns reservistas do município já haviam seguido para a Capital. Resolveu, ainda, telegrafar às subcomissões distritais, por intermédio dos subprefeitos, transmitindo-lhes os dizeres do MMDC da Capital.
Nesse dia, verificou-se inscrição de mais quinze voluntários, perfazendo um total de quarenta jovens inscritos até então. Assim, foi providenciada a confecção de quarenta fardamentos para uniformizar os voluntários alistados. Esse Batalhão Patriótico ficou aquartelado, antes da partida, nos prédios da Cadeia Velha e do Fórum da cidade.
Esse primeiro destacamento do Batalhão Redentor Filhos de Iguape partiu para o front no dia 4 de agosto, com destino a Juquiá para combater as forças getulistas ali instaladas. Para a partida desse batalhão, organizou-se uma grande comemoração, a fim de se homenagear aqueles bravos e destemidos jovens que partiriam rumo aos campos de batalhas, arriscando a própria vida para a defesa da honra de São Paulo.
Inicialmente, os integrantes do batalhão assistiram à missa celebrada pelo padre Henrique Harbeck. Logo em seguida, por uma comissão de senhoras iguapenses, foi servido chocolate quente e doces aos voluntários. Depois, apesar da chuva torrencial que caía sobre a cidade, o pelotão desfilou garbosamente pelas ruas centrais de Iguape, sob os entusiásticos aplausos do povo iguapense.
No Porto General Osório, onde se deu o embarque, ao lado das autoridades e de pessoas gradas, acotovelava-se a multidão. Coroando a cerimônia de despedida, duas moças da sociedade, num gesto que deixou transparecer o patriotismo e a fé da mulher iguapense, pregaram à farda dos voluntários medalhas com a efígie do Bom Jesus de Iguape. Fizeram-se ouvir vários oradores. Finalmente, debaixo da aclamação cívica dos que ficavam em terra, o vapor Rio de Una afastou-se, levando os bravos soldados.
Esse batalhão, composto por 41 voluntários, era comandado pelo sargento José Nogueira e levava a bordo também o diretor do Grupo Escolar de Iguape, professor Bento Pereira da Rocha. Incorporados a esse pelotão, seguiram dezessete jovens da cidade de Cananéia.
As correspondências endereçadas aos voluntários eram entregues pelo Correio Militar do MMDC, que as fazia chegar diariamente às linhas de frente. As correspondências eram entregues em envelopes abertos na Prefeitura Municipal, que as remetia para a agência do Correio local, que por sua vez se encarregava de remetê-las ao Correio Militar, em São Paulo
No total, até o final da Revolução foram alistados, segundo o livro de alistamento da Comissão Municipal, um número de 76 voluntários, inscritos no período de 23 de julho a 26 de setembro de 1932, e que incorporaram o Batalhão Redentor Filhos de Iguape. É preciso levar em conta que muitos revolucionários, cujos nomes não constam do mencionado livro, também participaram da Revolução. Portanto, o número de voluntários foi superior aos 76 soldados oficialmente inscritos. Esse número, somado aos 222 cidadãos que formaram a Polícia Municipal, perfazem um total oficial de 298 iguapenses que, direta ou indiretamente, prestaram sua colaboração à causa de São Paulo.
Segundo vários depoimentos, apenas cinco voluntários iguapenses, integrantes do Batalhão Redentor, saíram feridos dos campos de batalha, não havendo, felizmente, qualquer baixa.





                                                                                                                                                          foto. 2





HINO DO BATALHÃO DE IGUAPE


O sargento José Nogueira foi o autor do hino do Batalhão Redentor, cantado a plenos pulmões pelos voluntários rumo aos campos de batalha.


De São Paulo
Partiu o heroico grito
Que reboou no céu
Cortando os ares.
Nós queremos a lei e a justiça
Que na terra é a liberdade.

De Iguape
Seguiremos irmanados
Tendo em mira
Conquistar a glória.
Lutaremos com todo o denodo
Até ganharmos os loiros da vitória.
(Estribilho)
Constituinte...
Constituinte...
Nós queremos vezes mil
Ou vencermos nesta luta
Ou morrer pelo Brasil.





                                                                                                                                                         foto.3

O Batalhão Redentores de Iguape em frente a Basílica do Senhor Bom Jesus.




                                                                                                                                                          foto. 4




Dados históricos sobre Iguape


Oficialmente, Iguape foi fundada em 3 de dezembro de 1538. A data de fundação atual foi estabelecida em 1938, pelo então prefeito, Manoel Honório Fortes, o qual incumbiu uma comissão de historiadores paulistas, presidida pelo ilustre Afonso d'Escragnolle Taunay, para estabelecerem a data provável da fundação, sendo aceito o dia 3 de dezembro de 1538, baseados em documentos históricos que usam como referência a data de separação de Iguape e Cananeia. A real data da fundação do município é desconhecida. Alguns historiadores chegam a acreditar que já havia europeus vivendo na região mesmo antes do descobrimento do Brasil por Pedro Álvares Cabral.
Remonta a 1577 a data em que o povoado foi elevado à categoria de freguesia, com o nome de "Freguesia de Nossa senhora das Neves da Vila de Iguape", quando foi aberto o primeiro livro do tombo da Igreja de Nossa Senhora das Neves, construída no local conhecido por "Vila Velha", no sopé do morro chamado de "Outeiro do Bacharel", defronte à Barra do Icapara. Não se sabe, ao certo, a data de elevação a vila, porém, acredita-se que tenha sido entre 1600 e 1614. Neste último ano, foi iniciada a construção da antiga Igreja Matriz, já no local atual, no centro urbano, após a mudança da então freguesia, ordenada pelo fidalgo português Eleodoro Ébano Pereira. A vila foi elevada a cidade pela Lei Número Dezessete de 3 de abril de 1848 com o nome de "Bom Jesus da Ribeira", mas, no ano seguinte, pela Lei Número Três de 3 de maio, foi modificado o nome para "Bom Jesus de Iguape". Posteriormente, o costume popular simplificou-o para "Iguape".




                                                                                       foto.5

Centro Histórico de Iguape.




Histórico da Rua 9 de Julho.


                                                    foto.6

Rua 9 de Julho, atualmente, ao final a Basílica do Senhor Bom Jesus.



Até o ano de 1810, a população era responsável pela mão de obra para manter limpo o Caminho do Porto do Ribeira (atual Avenida Adhemar de Barros), entre 1810 e 1837, esse serviço era feito as custas dos donos da carroças que existiam na vila. Em sessão do dia 15 de abril de 1836, o vereador José Jacinto de Toledo, indicou que a Câmara mandasse abrir uma rua, partindo do canto do seu prédio (atual hotel "São Paulo"), em linha reta ao Porto do Ribeira, mandando orçar esse serviço. No dia 16 de junho, Toledo falou novamente sobre a abertura da referida rua, que foi orçada em 150 mil réis). Porém, achando a câmara muito dispendioso o serviço necessário, ficou adiado "por tempo mais oportuno". Em sessão de 13 de julho de 1837, foi resolvido, então, iniciar-se a abertura da nova rua, mas sua conclusão levou algum tempo. No dia 15 de abril de 1839, foi inaugurada com o nome de "Rua Direita", em homenagem à célebre rua paulistana, localizada no bairro Sé. No mesmo dia, foram demarcadas as ruas transversais até os limites dos terrenos pertencentes a vila, mas em julho de 1847 a Câmara não consentiu a passagem de veículos por esta nova rua. Após a Revolução Constitucionalista de 1932, em homenagem aos iguapenses que participaram do combate, esta passou a se chamar Rua 9 de Julho.




                                                                                    foto.7




                                                                                           foto.8




A cidade de Iguape homenageia os Revolucionários Constitucionalista nomeando várias ruas e praças com nomes de heróis, que se destacaram durante a Revolução de 1932.


                                                                                 foto.9




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                  Fonte.                                                                                    
pt.wikipedia.org/wiki/Historia_de_Iguape
robertofortes.fotoblog.uol.com.br


Fotografias
netleland.net  - fotografia 1
fotografia 2 autor desconhecido.
robertofortes.fotoblog.uol.com.br –fotografias 3 e 4.
www.cultura.sp.gov.br – fotografia 5
Maria Helena de Toledo Silveira Melo – fotografias 6,7,8,9,10,11,12 e 13.




Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.