Objetiva-se publicar biografias, histórias de vida e de batalhas relativas à Revolução de 1932. Caso saiba de algo, entre em contato. Para maiores informações envie mensagem à malusim53@yahoo.com.br.

domingo, 28 de junho de 2015

Exposição em comemoração do 83º aniversário de Revolução de 1932 em Amparo, SP.



Visitei em 27 de junho de 2015, a exposição de objetos relacionados à Revolução Constitucionalista de 1932, na cidade de Amparo, SP.
A exposição ficara aberta à visitação até o dia cinco de julho no Espaço Mogiana, que está localizado no prédio da antiga estação de trem, na Praça Pádua Salles.
Curadores da exposição Sr. Claudio Senise e Rodrigo Telles, uma realização em parceria com a Prefeitura de Amparo.

A exposição conta com um acervo rico e muito interessante. Parabéns aos realizadores.  




A seguir algumas fotografias feitas no local.






                                                                                   Maíra Toledo Silveira Melo.

Maria Helena T. S. Melo.



Maria Helena e Claudio Senise, curador da exposição.


















Manuscrito de um voluntário.































                                                               Maíra T. S. Melo








Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo. 







domingo, 21 de junho de 2015

Veterano Mario Barros Messias.



Sr. Mario Barros Messias, fazia parte como soldado da 1ª Cia. do Batalhão 14 de Julho, da Revolução Constitucionalista de 1932.

As fotografias a seguir foram tratadas e enviadas ao Prof. Jefferson Biajone, Presidente do Núcleo de Correspondência Paulistas de Itapetininga! Às Armas!, pelo Sr. Sergio, filho do Veterano de 32, Sr. Mario.





Certificado de participação na Revolução de 32 do Sr. Mario Barros Messias.




1ª Cia. do 14 de Julho.





Em Buri.






Buri.





Buri.





Raríssima fotografia de participantes da Legião Negra que operou no Setor Sul.




Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Obelisco do Ibirapuera está cheio de simbolismos



Monumento Máximo da Revolução de 1932 e seu simbolismo.



“AOS ÉPICOS DE JULHO DE 32 QUE, FIÉIS CUMPRIDORES
DE SAGRADA PROMESSA FEITA A SEUS MAIORES
OS QUE HOUVERAM AS TERRAS E AS
GENTES POR SUA FORÇA E FÉ
NA LEI PUSERAM SUA FORÇA
E EM SÃO PAULO, SUA FÉ.”


Verso de Guilherme de Almeida.




Vídeo reportagem sobre a simbologia do Monumento Mausoléu ao Soldado Constitucionalista de 1932.










Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.

sábado, 6 de junho de 2015

Mato Grosso (Sul) na Revolução de 1932.


Cartaz alusivo à Revolução com as bandeiras de São Paulo, Mato Grosso e a  do Brasil 
ligados com a imagem do Gov. Pedro de Toledo.



Estado de Maracaju.



A criação do novo Estado, deu-se ao fato, de existir um movimento divisionista no sul do Mato Grosso em relação ao governo de Cuiabá, juntamente com a disposição dos líderes civis e militares em apoiar o movimento contra o governo provisório, propiciou que fosse instalado o Estado de Maracaju, tendo como capital a cidade de Campo Grande.
Em sessão solene, realizada no dia 11 de julho de 1932, a sede do governo foi instalada na Loja Maçônica Oriente Maracaju.
Como governador, assumiu o Dr. Vespasiano Barbosa Martins, médico; como secretário-geral, o Sr. Arlindo de Andrade Gomes; como prefeito de Campo Grande, o Sr. Artur Mendes Jorge Sobrinho; e como Chefe de Polícia, o Sr. Leonel Velasco.
Em Paranaíba, os constitucionalistas destituíram o prefeito e formaram um grupo de resistência.
Sem uma fronteira definida com o norte do Mato Grosso, visto existirem outras necessidades mais urgentes, o recém-empossado governo organizou tropas, principalmente de civis, para abafar os movimentos em favor do governo provisório de Getúlio Vargas, principalmente em Bela Vista e Porto Murtinho.
Do ponto de vista estratégico, o apoio do sul do Mato Grosso era de suma importância, pois permitiria através da navegação pelo rio Paraguai, exportar a produção paulista, principalmente o café, e importar insumos e armas.



Formação dos Batalhões.


Vários batalhões foram formados e se dirigiram para diversas partes do Estado.
O batalhão Gato Preto composto por cerca de 400 homens, comandado por Henrique Barbosa Martins, foi para a região conhecida atualmente como Cassilândia (na serrania das Morangas), com o objetivo de impedir a invasão das tropas ditatoriais vindas de Goiás e de Minas Gerais e que pretendiam tomar Três Lagoas, considerada importante entroncamento ferroviário.
Mesmo recebendo reforços de tropas regulares, foram obrigados a recuar para o porto do Galeano, posteriormente para o rio Quitéria e finalmente até o rio Sucuriú. Mesmo assim, o batalhão Gato Preto não permitiu que a cidade de Caçula, como era chamada Três Lagoas na época, fosse tomada pelas tropas ditatoriais vindas de Goiás e Minas Gerais.
O batalhão Saravi comandado por Antônio Alves Correia e Etalívio Pereira Martins guarneceu o porto XV de Novembro.
O batalhão Antônio João, dos garimpeiros de Rochedo, comandado pelo Capitão João Pessoa Cavalcanti rechaçou em Coxim a força policial vinda de Cuiabá contra Campo Grande.
A Coluna de Bronze foi formada por militares e civis para combater os ditatoriais de Bela Vista, tomar Porto Murtinho e em seguida o Porto Esperança. Tinha como comandante militar o Major Silvestre e como comandante civil, o Sr. Altivo Barbosa Martins (Kiki Barbosa). Depois de tomar Bela Vista, a Coluna sitiou Porto Murtinho sendo, porém rechaçada. Enquanto esperavam melhores condições para contra-atacar, foi assinado o armistício em 2 de outubro de 1932.




Diário Oficial de Mato Grosso.






                Publicado no Diário Oficial de Mato Grosso em 2 de agosto de 1932, matéria sobre a Revolução Constitucionalista e Voluntários o Manifesto do Comandante do 4º Batalhão de Caçadores Voluntários.

 A seguir a transcrição dos textos:



“As forças paulistas transfundem-se”


“Vieram para Campo Grande 392 homens componentes do 4º Batalhão Caçadores Voluntários. Demonstração evidente e insofismável do grande e indomável movimento paulista em prol da maior redenção civil. Sitiado pelos quatro horizontes, São Paulo ainda oferece aos mato-grossenses os suplementos de suas forças, que orçam por mais de 100mil homens. Com efeito o 4º BCV de Bauru, composto de voluntários e reservistas, aqui chegado na manhã de ontem, vem engrossar as forças revolucionárias que se dispõe para a grande vitória: vem trazer a certeza de que a ditadura está ameaçada e tem os dias contados e de que se aproxima a redenção e a hora maior para a nossa nacionalidade damos aqui o manifesto do Comandante do 4º BCV de Bauru dirigido ao povo deste Estado imenso.” 








O Manifesto.


“Aos Mato-grossenses.”


“Ao chegarmos a este glorioso Estado não poderíamos calar nosso entusiasmo e a nossa admiração pelos irmãos de armas e pelo povo desta terra generosa. Somos voluntários de São Paulo que aqui viemos abraçar os nossos irmãos de ideal e os nossos companheiros de luta na sublime arrancada em prol da reconstitucionalização do país.
            Saudando os filhos deste Estado, agradecemos-lhes à acolhida carinhosa que nos foi dispensada e temos certeza de que neles encontraremos devotados e brilhantes colaboradores para a consecução do nosso patriótico e glorioso objetivo.
Viva Mato Grosso!
Viva São Paulo!
Viva o Brasil!

4º BCV
Pelos oficiais
Manoel Alves de Lima
Cap.
Pelos inferiores
Delfim Antônio
3ºsargento.”











O Estado de Mato Grosso (Sul), foi o maior aliado dos paulistas e resistiu bravamente aos conflitos.





Voluntários mato-grossenses.





Fonte :

www.historia brasileira.com/brasilrepublica/os-combates-da-revoluçãoconstitucionalista-de-1932/

Pinho, C.L. 1932 – O Túnel da Discórdia, São Paulo: Editora Gregory.232p.2012.




Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo