Objetiva-se publicar biografias, histórias de vida e de batalhas relativas à Revolução de 1932. Caso saiba de algo, entre em contato. Para maiores informações envie mensagem à malusim53@yahoo.com.br.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

A CIÊNCIA NA REVOLUÇÃO DE 1932.



Na Revolução Constitucionalista de 1932, pesquisadores da Escola Politécnica de São Paulo desenvolveram, durante os meses de combates, máquinas e armas que em várias ocasiões chegaram a igualar as Forças Paulistas às Forças do Governo e em alguns eventos até superou a parte contrária.
Jovens líderes de 32 assumiram “atitudes revolucionárias” e se propuseram a converter a emergente indústria paulista e os laboratórios da Escola Politécnica (LEM) em fábricas de armamentos.
A coragem e o empenho de alunos e professores da Politécnica e de inúmeros voluntários, que colocaram a criatividade em ação, onde sobrava perigo e faltava matéria prima, essas ações, foram descritas em diversos relatos da época.
A Escola Politécnica, e todos seus laboratórios, foram requisitados pelo governo paulista para constituir o Serviço de Engenharia da Força Pública. No dia 10 de julho, atendendo ao clamor do Movimento, a congregação e todo o corpo técnico da Escola Politécnica manifestaram total apoio.
Com a dificuldade de obtenção de matéria prima e a necessidade de dar início imediato à produção, os engenheiros, do Laboratório de Ensaios e Materiais desenvolveram vários armamentos, muitos deles sofisticados para a época, e difíceis de serem encontrados no Exército Brasileiro, contra quem combatiam.
Os engenheiro do LEM foram responsáveis pelo estudo, projeto e execução de periscópios de trincheira, corretores de tiros para metralhadoras antiaéreas, telêmetros e binóculos milimetrados para artilharia. Além disso foram realizados ensaios para chapa de blindagem, capacetes, morteiros de trincheiras e também para munições e granadas.
A granada de mão adotada foi a do tipo MILL’S foi adaptada às condições de produção que o LEM dispunha, foi também criado um bocal apropriado para que a distância de alcance passasse de 30 m para 180 m,a granada de mão era conhecida entre os soldados como “abacaxizinhos”.
Foi criada uma Escola de Granadeiros para que os soldados pudessem usar a arma sem risco de vida.
Ainda, sob a orientação da Escola Politécnica foram construídos trens e uma lancha blindados. Foi também criado um modelo mais leve e com maior mobilidade de carro blindado.
Outros artefatos desenvolvidos ou adaptados pelo LEM foram: morteiros, canhões de pequeno alcance, projétil de explosão para percussão, bombas para aviões, bombas de fumaça, controles de munição, lança chamas, munições para fuzis e metralhadoras, materiais para trincheiras, lança minas, capacetes, carregadores de água e filtros para cantis e também mascaras de proteção anti-gases. Alguns artigos foram fabricados na Politécnica e outros em fábricas do estado de São Paulo, concentradas no esforço de guerra.
A união entre a Escola Politécnica de São Paulo e a emergente Industria Paulista, durante a Revolução de 1932, foi decisiva para a futura criação do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT – USP), até hoje referência na tecnologia dos setores industriais mais avançados do país.


A seguir algumas imagens de materiais bélicos produzidos durante a Revolução de 1932.





Linha de produção de armamentos do LEM.





Barco de guerra navegando no Rio Tiête.





Minas marítimas fabricadas em São Paulo.





Produção de capacetes de aço.





Metralhadora antiaérea.





Lança granadas.




Trem blindado.




Granadas de mão, " abacaxizinhos".







Fonte.

 Guerra e Ciência disponível em http://www.comciencia.br/reportagens/guerra 11.htm acesso em 15 de agosto de 2013.

São Paulo, 1932: tecnologia a serviço da Revolução disponível em http://netleland.net/hsampa/epopeia1932/rev32.html acesso em 15 de agosto de 2013.


Fonte das imagens.

www.uol.com.br.
www.novomilenio.inf.br.
peregrinacultural.wordpress
estadao.com.br



Texto adaptado, editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.


















Nenhum comentário:

Postar um comentário