Objetiva-se publicar biografias, histórias de vida e de batalhas relativas à Revolução de 1932. Caso saiba de algo, entre em contato. Para maiores informações envie mensagem à malusim53@yahoo.com.br.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

MISTÉRIO DOS SOLDADOS SEPULTADOS EM SANTO ANTÔNIO DE POSSE



Santo Antônio de Posse.

Santo Antônio de Posse está localizada a 15 km de Jaguariúna, possui uma população, aproximada de 22000 habitantes, foi fundada em 13 de junho de 1850 e faz parte da Região Metropolitana de Campinas.


Breve Histórico sobre Santo Antônio de Posse.

 Em 1725, foi construída a estrada que ligava São Paulo às Minas de Goiás por Luís Pedroso de Barros. Assim se deu o início do bairro Posse de Ressaca e, posteriormente Santo Antônio de Posse. Aos poucos surgem, às margens da Estrada que ligava São Paulo às Minas de Goiás - por volta de 1833, pequenos pontos de parada. Nesta estrada transitavam muitos proprietários de fazendas de café com destino às Minas de Goiás, em busca de um futuro melhor e paravam para descanso no “bairro” que, aos poucos, ia se formando em torno da estrada.
                     O maior desenvolvimento dessa região se deu com o florescimento do café. Os donos das terras, que eram políticos influentes na Província, determinaram a construção de uma estrada de ferro que ligasse Campinas a Mogi-Mirim, construtora de propriedade da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro (CMEF). E, em 27/08/1875, cria-se o marco da “Estação da Ressaca”.
Não há uma confirmação precisa, mas tudo leva a acreditar que o nome POSSE é devido ao “Sítio da Posse”, como consta no Cartório de Registros de Imóveis de Mogi Mirim onde, entre 1878 e 1889, foram lavradas escrituras de compra e venda de terras. No início, esse sítio talvez tenha sido de diversos proprietários e, aos poucos, foi sendo dividido. Acredita-se que ele tenha sido fundamental para o nome POSSE. Em 1893 o povoado do bairro Ressaca foi elevado a Distrito de Paz com a denominação de “Posse de Ressaca”.
Com o florescimento do café na região de Mogi Mirim e Campinas houve a necessidade de se construir uma estação de Ferro – Estação Ferroviária – para o escoamento do café até os portos.
Em 27/08/1875 criou-se a Estação de Ferro. Todo o café da região era trazido para esta estação e, nela, REENSACADO para depois ser transportado pelo trem de ferro para os portos.
Esta Estação de Ferro foi construída no bairro que deu origem à cidade, que recebe o nome RESSACA - vindo exatamente a ser denominado assim pelo processo de REENSACAMENTO do café. Em 1893 o povoado do bairro Ressaca foi elevado a Distrito de Paz com a denominação de “Posse de Ressaca”.
                   Em 1893 o povoado do bairro Ressaca foi elevado a Distrito de Paz com a denominação de Posse de Ressaca, pela Lei Estadual N° 79, de 16/8/1893, passando a pertencer ao Município e Comarca de Moji Mirim (hoje Mogi Mirim). Até a data, o povoado pertencia ao Distrito Policial de Ressaca, pequena estação à beira da Estrada de Ferro Mogiana, com meia dúzia de casas habitadas por negociantes.
 A primeira eleição aconteceu no dia 10/05/1904, na casa do Coronel David Batista da Silva Parez, tendo sido eleitores: 1° - Juiz de Paz Augusto Elias de Toledo Lima, 2° - Manoel Andrade Cotrim e 3° - José Ivo de Souza Pinto. Em 17/06/1895 foi nomeado pela Câmara o primeiro zelador do cemitério e dos lampiões de Posse, Paulo José Marques. Em 25/02/1869 foi criado o cargo de fiscal de Posse. Durante um longo período da história de Santo Antônio de Posse o Capitão Pedro Antônio de Morais, estimado lavrador, administrou importantes fazendas em Ressaca e, como subprefeito, prestou ao distrito bons serviços públicos ligando seu nome ao progresso da localidade.

A História dos 3 Soldados.

Está é uma história que foi passada por pais e avós para filhos, parentes e amigos, pessoas que viviam na região no ano de 1932.
Contam as pessoas residentes nesta região que no ano de 1932 durante a Revolução Constitucionalista na via de ligação entre Jaguariúna e Santo Antônio de Posse (JGR 010 – Estrada da Varginha), durante um combate três soldados foram mortos, não se sabendo ao certo em que circunstância, e que ali mesmo, na beira da estrada foram sepultados.
Após o final da Revolução de 1932 (não tenho registro da data) os corpos dos Soldados foram exumados e transportados para uma sepultura no Cemitério Municipal da cidade de Santo Antônio de Posse e ali repousam sem identidade mas muito reverenciados, como poderão notar nas imagens a seguir.
Muitas pessoas visitam a sepultura dos três Soldados pois acreditam que realizam “milagres”, pois há testemunhos de pessoas que alcançaram alguma graça.





Alameda de acesso ao cemitério.



Placa na coluna do Monumento na alameda de entrada.




Cemitério Municipal de Santo Antônio de Posse.




Entrada principal do Cemitério.






A sepultura dos Três Soldados encontra-se entre a quadra L e DD 

ao lado do jazigo de número 87.






Nota-se na frente da sepultura um nicho apropriado para acender velas.



Uma cruz esculpida em cimento com este epitáfio: 
"OS CORPOS ENCONTRADOS NA ESTRADA DA VARGINHA ERAM
 OS TRÊS SOLDADOS DA REVOLUÇÃO DE 1932".







O Capacete serve para identificar a sepultura dos Soldados.







Nesta fotografia nota-se a grande quantidade de flores trazidas 
pelas pessoa que visitam a sepultura.












Fonte.

 “História Local – História de Santo Antônio de Posse”, de Ezequiel Nascimento da Silva, (Faculdade de Educação, São Luiz, Núcleo de Apoio – Poços de Caldas – Jaboticabal – 2006). disponível em www.pmsaposse.sp.gov.br
pt.wikipedia.org/wiki/Santo_Antonio_de_Posse.
 Fotografias de Maria Helena de Toledo Silveira Melo e Maíra Toledo Silveira Melo.

 Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo






6 comentários:

  1. Sou filho de ex combatente de Revolução de 32 ( Batalhão 23 de Maio ), meu pai era de Amparo. Do lado paulista acredito ser difícil termos deixado para trás soldados mortos enterrados em locais desconhecidos, alias, houve casos, mas sabiamos quem eram e mais ou menos onde estavam, pois foram resgatados décadas depois e levados para o Mausoléu. E há também o caso do soldado desconhecido, provavelmente assassinado na retaguarda, enterrado em Jaguariúna, como esse blog já postou. Não temos acesso aos registros das tropas federais, mesmo porque arrebatarm grandes contingentes de tropas estaduais e forças irregulares, além das unidades do Exército, para marcharem contra São Paulo, acredito que seus registros de baixas não eram tão precisos assim. Mas é outra ÓTIMA postagem desse blog. Parabéns. Sou Mauri O. C. Cunha (mauricunha@yahoo.com.br ) Abraços...

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  2. As pesquisas de MARIA HELENA DE TOLEDO SILVEIRA MELO emolduram momentos brilhantíssimos do Movimento Constitucionalista de 32 e enobrecem os nossos Núcleos de Correspondência. Receba os parabéns da Sociedade Veteranos de 32-MMDC.

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    1. Meus sinceros agradecimentos ao Cel. Mario F. Ventura por suas palavras elogiosas e de incentivo.
      É uma grande honra fazer parte da Sociedade Veteranos de 32 - MMDC.
      Obrigada
      Maria Helena de Toledo Silveira Melo.

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  3. Sr. Mauri O. C. Cunha, agradeço suas considerações.
    Não há como comprovar os fatos como realmente ocorreram, há somente as histórias contadas pelos habitantes locais.
    Abraços. Maria Helena de Toledo Silveira Melo.

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  4. Parabéns pela postagem e pela manutenção da memória Paulista, memória que esse nosso governo petista e seu marxismo cultural querem que esqueçamos

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  5. Obrigada pelas considerações.
    Nada há de impedir que a História da Revolução Constitucionalista e de nossos Heróis seja esquecida.
    Agradeço também pela visita ao meu blog.
    Maria Helena de Toledo Silveira Melo

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