Objetiva-se publicar biografias, histórias de vida e de batalhas relativas à Revolução de 1932. Caso saiba de algo, entre em contato. Para maiores informações envie mensagem à malusim53@yahoo.com.br.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Mensagem de Natal







Mais um ano se passou e mais uma vez agradeço de todo coração a todos que visitaram o meu blog, por todas as mensagens de incentivo e a todos os meus seguidores.







Que o nosso País consiga se desvencilhar de todos os percalços para podermos viver com honra, paz, harmonia e amor!!!!



                 Uma homenagem aos Heróis de 1932

                                                                                       M.H.T.S.Melo





Hino ao Soldado Constitucionalista de 32


Salve os heróis de "32"
das falanges paulistas
que ao vosso lábaro das treze listas
deste o sangue, a vida, o amor!
Bravos soldados, titãs gigantes,
honrastes nossa História;
vosso São Paulo cobristes de glória,
que netos sois de Bandeirantes.

Salve, M.M.D.C!
Por nós tombastes, pelo direito,
A glória Deus vos dê,
por nosso sangue derramado,
no céu láurea de heróis.
Por vós São Paulo é glorificado.
Valentes, salve os Paulistas
dos batalhões constitucionalistas!

Salve os gloriosos, os batalhões
dos jovens estudantes
do "Borba Gato", salve os esquadrões
e o "Nove de Julho", também;
glória ao "Catorze" e às heroínas,
valentes enfermeiras
Salve os heróis de São Paulo, o pioneiro,
que amado a paz foi bom guerreiro!

Salve, M.M.D.C!
Por nós tombastes, pelo direito,
A glória Deus vos dê,
por nosso sangue derramado,
no céu láurea de heróis.
Por vós São Paulo é glorificado.
Valentes, salve os Paulistas
dos batalhões constitucionalistas!

Aos imortais, aos que lutaram
nos campos de batalha,
que por São Paulo o sangue derramaram
sem temer sibilar metralha,
a vós entoamos imorredouro
este hino de amor,
vosso valor paulista, o peito forte,
herói soldado até na morte.

Salve, M.M.D.C!
Por nós tombastes, pelo direito,
A glória Deus vos dê,


O Hino ao Soldado Constitucionalista de 32 - tem música do tenente J. Ribeiro e arranjo do sargento Domingues, esta é a letra do Hino ao Soldado Constitucionalista de 32, composta por Benedito Cleto.




Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.
Dezembro de 2014.




quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

1º Encontro da família Guedes em Jaguariúna.


Realizou-se, nos dias 06 e 07 de dezembro de 2014 em Jaguariúna, o 1º Encontro de Descendentes da Família Guedes.




Brasão da Família Guedes



O dia 07 foi marcado por um encontro na Casa da Memória Padre Gomes e por uma visita à Fazenda da Barra, que pertenceu ao Sr. José Guedes de Souza, Barão de Pirapitingui.




Fachada da Casa da Memória.


Busto de Padre Gomes, que se encontra no pátio à frente da Casa da Memória.




Na Casa da Memória Padre Gomes fomos recepcionados pelo Sr. Tomaz de Aquino Pires, Coordenador da Casa da Memória e membro do Conselho de Patrimônio Histórico e Cultural de Jaguariúna estavam presentes, além dos descendentes da família Guedes, o Sr. Fernando Silvério H. Pereira, Secretário de Turismo e Cultura, Sra. Sandra Souza, Assessora de Turismo e Cultura, Sra. Gislaine Matias, Jornalista e Fotografa do Jornal Gazeta de Jaguariúna e Sra. Edna, Fotografa e Produtora de Vídeos da Foto Tropical.

Sr. Tomaz fez uma breve explanação sobre o surgimento da Família Guedes e a importância da família para Jaguariúna.



Descendentes da Família Guedes. 
No canto a direta Sra Ana Matilde Guedes Zagaroli, atrás Sr. Ricardo Guedes Zagaroli, filha e neto do Voluntário da Revolução de 1932, Sr. Alfredo Guedes.



Em pé a frente, Sr. Tomaz de Aquino Pires, 
em pé na lateral esquerda Sr. Fernando Silvério H. Pereira.







Várias gerações da Família Guedes.









                       Visita à Fazenda da Barra.




Na visita à Fazenda da Barra, que hoje pertence à Prefeitura de Jaguariúna, houve momentos de emoção e também de comoção ao ver que as obras de restauração encontram-se paralisadas.




Detalhe da pintura na parede de um dos cômodos da Fazenda.









Diversos cômodos  do casarão encontra-se sem o o assoalho.


Detalhe da pintura no alto da parede de uma das salas.
























Sr. Tomaz fazendo algumas considerações sobre o entorno do casarão.




Desta família destaco dois nomes que foram importantes para a história da Revolução Constitucionalista de 1932, a Sra. Olívia Penteado Guedes de Assis considerada Madrinha da Revolução de 1932 pelos serviços de apoio aos Soldados Constitucionalistas e seus familiares e o Voluntário Alfredo Guedes que serviu no Regimento de Cavalaria do Rio Pardo.
Entre os presentes neste encontro estavam Sra. Ana Matilde Guedes Zagaroli e Ricardo Guedes Zagaroli, filha e neto do Voluntário Alfredo Guedes.
A Fazenda da Barra também tem sua história ligada à Revolução Constitucionalista de 1932 pois foi invadida pelas tropas mineiras, saqueada e em suas paredes os invasores deixaram escritas palavras de ataque aos Paulistas.



 Fotografias de Maria Helena de Toledo S. Melo.




Fotografia e artigo publicados no JJ -Jornal de Jaguariúna de 6 de dezembro de 2014
Autoria do Sr. Tomaz de Aquino Pires, Coordenador da Casa da Memória Padre Gomes de Jaguariúna, SP.



Veja também –
http://mmdcjaguariuna.blogspot.com.br/2012/10/a-invasao-da-fazenda_15.html


Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo



terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Reinauguração do Monumento Mausoléu ao Soldado Constitucionalista de 1932.







Algumas considerações sobre o Monumento.


O Monumento-Mausoléu ao Soldado Constitucionalista de 1932 se destaca na paisagem com seu obelisco de 72 metros de altura, revestido de mármore travertino. No subsolo, uma cripta em forma de cruz grega abriga uma capela e os despojos dos ex-combatentes. Popularmente conhecido como “Obelisco do Ibirapuera”, homenageia a Revolução Constitucionalista de 1932, seus heróis anônimos, “mártires”, a causa constitucionalista, as personalidades que mais se destacaram como o poeta Guilherme de Almeida e o “tribuno” Ibrahim Nobre, bem como o dia em que foi deflagrada a revolta armada contra o governo de Getúlio Vargas – “9 de julho”.
A simbologia do 9 de julho foi explorada pelo escultor Galileo Emendabili ao projetar um obelisco que, da base ao topo, tem 72 metros de altura (7+2=9); da cripta ao topo tem 81 metros (8+1=9), sendo que 81 também é o quadrado de 9; pela soma aritmética de 72 e 81, também se chega ao número 9 (7+2+8+1=18 (1+8=9)).

Cada face do obelisco volta-se para um dos quatro pontos cardeais. Em cada uma delas, encontram-se quatro figuras em alto-relevo, com 5,75 metros de altura. Os dezesseis relevos ornamentam o terço inferior do obelisco e aludem à luta militar da Revolução de 1932 e aos feitos dos bandeirantes. Entre os relevos, estão inscritos versos de Guilherme de Almeida:

AOS ÉPICOS DE JULHO DE 32 QUE, FIÉIS CUMPRIDORES
DE SAGRADA PROMESSA FEITA A SEUS MAIORES
OS QUE HOUVERAM AS TERRAS E AS
GENTES POR SUA FORÇA E FÉ
NA LEI PUSERAM SUA FORÇA
E EM SÃO PAULO, SUA FÉ.

Na base do obelisco, duas portas de bronze com cerca de 3,5m de altura por 2m de largura, instaladas nas faces norte e sul, denominam-se Porta da Vida e Porta da Glória, respectivamente. Com cenas em alto-relevo, a primeira exalta a capacidade de trabalho do povo bandeirante, enquanto a outra retrata a partida dos voluntários para as linhas de frente e o sacrifício dos jovens.
 Na entrada da cripta, três arcos lembram as arcadas da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, de onde saíram grande parte dos constitucionalistas. Acima dos arcos, encontra-se a inscrição:
VIVERAM POUCO PARA MORRER BEM
MORRERAM JOVENS PARA VIVER SEMPRE

O lançamento da pedra fundamental ocorreu no dia 9 de julho de 1949. Tanto o Governo do Estado quanto a Prefeitura destinaram recursos para a construção, a cargo da “Fundação Monumento e Mausoléu ao Soldado Paulista de 32”. O Decreto Municipal nº 1.078 de 6 de julho de 1949, determinava que o “Monumento aos Mortos de 32” deveria ser erigido “na parte central da praça circular localizada no prolongamento da avenida Brasil, a 1.100,00 metros, aproximadamente, da avenida Brigadeiro Luís Antônio.”
As obras começaram em 1950 e, cinco anos depois, o monumento foi inaugurado parcialmente.







Imagens reproduzidas e publicadas no Jornal Folha da Tarde de 1955.
(Arquivo pessoal)



A Reinauguração.


Após 12 anos de restaurações e reformas o Monumento Mausoléu ao Soldado Constitucionalista de 1932 foi reinaugurado e reaberto para a visitação pública hoje, dia 09 de dezembro de 2014, pelo Exmo. Governador Geraldo Alckmin com a presença do Presidente da Sociedade Veteranos de 32 – MMDC, Cel. Mario Fonseca Ventura e foram prestigiados por diversas autoridades e personalidades.
 A sede da Sociedade Veteranos de 32 – MMDC foi transferida para o Monumento no dia 08 de dezembro de 2014.

A seguir algumas imagens da reinauguração do Monumento, registradas pelo Sr. Antônio Carlos Aristides, associado da Sociedade Veteranos de 32 - MMDC.


























Veja mais informações em:

https://www.facebook.com/10oNucleoDeCorrespondenciaTrincheirasDeJaguariuna



Fonte de consulta.





Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Os Negros na Revolução Constitucionalista de 1932.


Baseado em informações, contidas em artigo sobre “Os Perolas Negras”, faço algumas considerações sobre a participação de Negros na Revolução de 1932. Uma homenagem ao Dia da Consciência Negra.








Com início da guerra, estruturou-se em São Paulo o Exército Constitucionalista composto por unidades do Exército Brasileiro sediados no Estado, da Força Pública e de Batalhões de Voluntários civis. Muitos dos batalhões eram criados por categorias especificas como universitários, comerciários, esportistas, ferroviários, professores, comerciários e funcionários públicos. Alguns dos batalhões tinham como marca distintiva a etnia ou nacionalidade, como o de italianos, portugueses, espanhóis, sírio-libaneses, alemães, ingleses e índios.

A população negra também criou, no dia 14 de julho de 1932, um batalhão específico batizado de “Legião Negra de São Paulo”.
Os batalhões de voluntários que se apresentavam recebiam um treinamento inicial, armamento, equipamento (roupa e munição, entre outros) e as bandeiras do Brasil e de São Paulo. Após uma cerimônia pública de juramento eram enviados para o campo de guerra.  A maioria dos voluntários nunca havia manejado um fuzil. O treinamento militar, com duração de dois ou três dias, consistia de instruções básicas de armamento, tiro, ataque e defesa, geralmente ministrado por militar da Força Pública.
O Jornal A Gazeta noticiou o clima que imperava na Legião Negra nessa fase de preparação prévia:
“Ontem visitamos o quartel general da Legião Negra, na Chácara Carvalho. Impressionou-nos a harmonia, disciplina, alegria, reinantes entre as centenas de homens de cor que ali aprendiam a marchar, a manejar os fuzis, atentos à lição que lhes ministravam os instrutores. Na melhor ordem no canto da rua Vitorino Carmilo, à paisana, aprendiam os métodos de defesa nas trincheiras, simulavam combates à arma branca, avançadas de rastros 220 homens. A voz de comando entusiasmava-os. Parecia até que já se julgavam nas linhas de fogo, tal o entusiasmo com que se arrojavam no combate simulado”.
A Legião Negra atuou, mormente na Frente Norte e na Frente Sul (ou do Paraná).
Dentre as lideranças militares negras, alguns nomes que precisam ser lembrados: Tenente Silva Barros comandou o 1º Pelotão. Tenente Henrique destacou-se pela bravura que comandou uma das tropas da Legião Negra na Frente Norte, em Vila Queimada. Tenente Newton Ribeiro da Catta Preta, eficazmente coadjuvado pelos Tenentes Alexandre Seabra de Mello e Mário Leão, lutaram com desassombro nas diversas frentes de combate, um dos comandantes que mais se destacou foi o Tenente Arlindo e era ídolo dos negros.
As Emissoras Paulistas (Record, Educadora e Cruzeiro) cotidianamente noticiava as pretensas vitórias do movimento e realizava efusivas homenagens, como a realizada a favor da Legião Negra:
“A Rádio Cruzeiro irradiou um interessante programa em homenagem aos destemidos soldados da Legião Negra de São Paulo. A Legião Negra continua mandando novos contingentes dos valorosos soldados negros. Assim embarcaram ontem para a Frente Sul uma companhia de Guerra, a 1ª do 3º Batalhão “Conselheiro Rebouças” e a 2ª Bateria de Morteiros do grupo “Victorino Carmillo”.







Soldados e Oficiais da Legião Negra.




As mulheres negras.



“As mulheres negras dão um belo exemplo de civismo e patriotismo. Lá estão elas formando os batalhões de enfermeiras. Seguem para a frente e animam, com seu exemplo os valentes homens de sua raça. Sem vaidades, naturalmente, com dedicação, cumprem, heroínas devotadas à grande causa, o sagrado dever que é defender São Paulo e o Brasil das garras da ditadura nefasta, que o aniquilava”.

Assim foi descrita a mulher negra no Jornal A Gazeta de São Paulo em 23 de julho de 1932. Ainda neste mesmo Jornal foi publicada uma reportagem sobre Maria Soldado:

“Uma mulher de cor, alistada na Legião Negra, vencendo toda a sorte de obstáculos e as durezas de uma viagem acidentada, uniu-se aos seus irmãos negros em pleno entrincheiramento na Frente Sul, descrevendo a página mais profundamente comovedora, mais profundamente cheia de civismo, mais profundamente brasileira da campanha constitucionalista, ao desafiar a morte nos combates encarniçados e mortíferos para o inimigo.

Maria da “Legião Negra”!
Mulher abnegada e nobre da sua raça!
Ferida no campo da luta a 17 do mês passado, na frente de São José do Guapiara, tornou a cruenta missão em 28 do mesmo mês.
Maria da “Legião Negra”!
Heroína de uma raça forte, boa e consciente!
Maria da “Legião Negra”!
Vendo-vos, sob o trovejar da artilharia, por entre chuvas das balas inimigas, de rastro, coleante pelos abrigos do campo de batalha, prover de alimentos os guerreiros da vossa raça, sinto palpitar no vosso peito amigo o mesmo coração repleto de carinho da Mãe Preta que nos embalou quando criancinhas, cantando as cantigas de amor cívico e de brasilidade.
Maria da “Legião Negra”!
Defendeis São Paulo, defendeis o Brasil com esse devotamento de quem tem consciência da grandeza de sua terra, do valor dos seus homens, da virtude das suas leis.
Se José do Patrocínio vos visse nessa jornada patriótica,  seguramente vos diria: Maria da “Legião Negra”: “Se Deus vos deu a cor de Othelo, foi para terdes ciúmes do vosso país”.
Maria da “Legião Negra”!
Que a vossa alma frágil de mulher ilumine a covardia dos que sonham com um Brasil escravizado pela ditadura prestes a sucumbir!”





Maria Soldado - Maria da Legião Negra.




Fonte.

In. Revista Afro- Asia, 29/30,2003.
DOMINGUES, Petrônio José; OS “PÉROLAS NEGRAS”: A PARTICIPAÇÃO DO NEGRO NA REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932.


ecoexperienciacomunitaria.blogspot.com

Publicação - CONSTITUCIONALISTA – 80 ANOS DA REVOLUÇÃO – Projeto Museu da Câmara dos Deputados – Brasilia/DF





Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.






segunda-feira, 20 de outubro de 2014

UM EXPLORADOR EM JAGUARIÚNA.



Kleber Tanaka, nasceu em São Paulo em   07 de janeiro de 1975, mora em Jaguariúna desde de 1980.
Simpatizante de Revolução Constitucionalista de 1932, colecionador e explorador, em suas horas de folga gosta de explorar trincheiras e locais onde houve batalhas a procura de artefatos perdidos nestes locais.

Tive acesso a seu acervo o qual poderá ser conferido nas fotografias à seguir.




Sr. Kleber Tanaka em frente a uma antiga cadeia em Eleutério.








Área de trincheiras em Eleutério.














Partes de uma granada de mão.
 Conhecida pelos soldados como "abacaxi".





Um fragmento de granada de mão e
 peças de chumbo que eram usadas dentro de artefato explosivo.















Cápsulas de balas.



















Cartucho raríssimo.
 F.N.C.M 1929 significa que o cartucho foi confeccionado pela 
Fábrica Nacional de Cartuchos Matarazzo no ano de 1929.
( Informações da Sra. Ana Cristina Lazzati, colecionadora e Presidente do NC de Jundiaí)







Esta faca pertenceu a um soldado constitucionalista. 
Sr Tanaka recebeu de um sitiante da região do Tanquinho.







O capacete foi adquirido pelo Sr. Kleber Tanaka de um antiquário.








O morteiro também foi adquirido pelo Sr. Kleber.



Agradeço ao Sr. Kleber Tanaka pela gentileza em permitir compartilhar com o público o seu acervo.



Fotografias - Kleber Tanaka e Maria Helena de Toledo Silveira Melo.





Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.