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sábado, 17 de agosto de 2013

AS VOZES DE 1932.



"A VOZ DA REVOLUÇÃO DE 1932". 


César Ladeira


César Rocha Brito Ladeira, mais conhecido como César Ladeira, nasceu em 11 de dezembro de 1910 na cidade de Campinas, SP e faleceu em 08 de setembro de 1969.
Foi um dos maiores nomes do rádio brasileiro de todos os tempos. Com sua voz marcante ditou o tom do rádio por muitos anos.
 Iniciou sua carreira em 1931 como locutor da Rádio Record de São Paulo e celebrizou-se a partir de 1932 tornando-se a grande voz em prol da Revolução Constitucionalista.
Suas narrações à frente da Rádio Record fizeram com que ele se tornasse “A Voz da Revolução de 1932” e sua voz foi além das fronteiras paulistas ecoando por todo o país.  Sempre a meia-noite, furando o bloqueio da censura varguista, e sempre com fundo musical a marcha “Paris Belford” transmitia com entusiasmo as narrativas sobre os combates e os acontecimentos relativos ao Movimento Constitucionalistas.
César Ladeira criou tanto impacto com suas narrativas que por pouco não foi deportado após o termino da Revolução
Mesmo com o término da Revolução e tendo se mudado para o Rio de Janeiro, César Ladeira não encerrou sua ligação com o ideal dos bravos heróis de 32 e em 1957 lançou um LP chamado “São Paulo de 32 – Pró Brasilia Fiant Eximia”, totalmente narrado por ele e incluiu além de poemas de Guilherme de Almeida e Oliveira Rosa, uma crônica sua chamada “25 anos depois”.




"A VOZ DE SÃO PAULO".


Em 1932 era uma época que não existia televisão e o rádio era o principal meio para levar as notícias dos campos de batalhas até a população. Era comum naquela época as famílias se reunirem ao redor do rádio para saber as últimas notícias.




                                                                   M.H.T.S.Melo

Rádio usado em 1932, acervo do Museu Histórico e Pedagógico Prudente de Moraes.




 A PRB-9 (antes de ser chamada como Rádio Record) foi fundada em 1927 por Álvaro Liberato de Macedo, como Rádio Sociedade Record, e passada à Paulo Machado de Carvalho em 1931 é rebatizada como Rádio Record.
A emissora teve seus trabalhos iniciados nos estúdios na Praça da República, região central da cidade de São Paulo, participando efetivamente dos momentos mais importantes da história do País, como a Revolução Constitucionalista de 1932 comemorada no dia 9 de Julho. Nesta época São Paulo exigia a deposição do então Presidente Getúlio Vargas, e então as rádios paulistas, em especial a Rádio Record se transformaram em poderosas armas. Em julho, teve início o movimento que ficou conhecido como a Revolução Constitucionalista, que tinha como principal exigência a convocação de eleições para a formação de uma Assembléia Constituinte, pois o país necessitava de uma nova Constituição.
Quando as manifestações ganham força em 23 de maio de 32, a Rádio Record empresta seus microfones para a leitura de um manifesto do movimento estudantil.
 Naquela mesma noite, choques entre os manifestantes e os membros da Legião Revolucionária resultaram na morte dos estudantes Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo. O trágico desfecho se deu bem em frente à sede da Record, à Praça da República, 17.  
 No dia 9 de julho daquele ano de 1932, a revolução, que já vinha sendo articulada desde abril de 1931, teve início.
 A Record passa a levar ao ar mensagens patrióticas que representavam São Paulo contra o regime Getulista. Essas mensagens geralmente eram textos do poeta paulista Guilherme de Almeida e assume o papel de porta-voz do Movimento Constitucionalista.
 Em frente à sede da emissora, um alto-falante transmite os discursos inflamados de César Ladeira, Nicolau Tuma, Renato Macedo e Licínio Neves. O povo se reunia para ouvir os textos transmitidos por eles.



 Prédio da Rádio Record de São Paulo.


Fonte de informação.

Disponível em




acesso em junho de 2013.




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