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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

A INVASÃO DA FAZENDA









 Figura 1. Prédio principal da Fazenda da Barra (Losekan,2009).
Breve histórico sobre a Fazenda
A Fazenda da Barra teve origem na divisão da sesmaria do Coronel Luiz Antonio Souza e Bernardo Guedes Barreto.
As terras da fazenda, localizadas às margens dos rios Camanducaia e Pirapitingui faziam divisa com a Faz. Ribeirão (atual Holambra), de propriedade do Coronel Amâncio Bueno e Presidente Tibiriça (região do atual município de Santo Antonio de Posse).
Em meados do século XIX, José Guedes de Souza, o Barão de Pirapitingui, tetraneto de Barreto Leme, assumiu a liderança da fazenda e com o seu falecimento assumiu seu filho José Alves Guedes.
Pouco antes da crise do café José Alves Guedes faleceu e em julho de 1932 sua esposa Siomara Penteado Guedes tentou vender a propriedade mas devido à Revolução Constitucionalista a negociação foi adiada.
Figura 2. Aqueduto na Fazenda da Barra.
A INVASÃO
Devido à sua localização estratégica, em 1932 a fazenda foi invadida pelas tropas mineiras que tornaram o casarão um quartel general improvisado e ali permaneceram por três meses. Na invasão destruíram louças e móveis.
A invasão da Fazenda da Barra foi facilitada pelo fato dos proprietários e a maioria dos empregados terem-na abandonado, com receio dos combates que se travavam na região.
Na sala principal do casarão os invasores deixaram gravadas duas inscrições a carvão, preservadas até hoje: “A covardia é a base de todos os rebeldes” e “Fazendeiros! Minas há de abater o orgulho de São Paulo!!! Salve o pelotão UCA”.  
Nas figuras a seguir, inscrições que as tropas mineiras deixaram gravadas nas paredes de uma das salas.
As inscrições não são totalmente visíveis porque estão parcialmente cobertas com lona em consequência das obras de restauração.

                               Figura 3. Parte da inscrição “abater o orgulho”
                               Figura 4. Parte da frase “orgulho de S. Paulo”
                               Figura 5. Parte da inscrição “de S. Paulo”
 
                                Figura 6. Parte da inscrição “Fazendeiros!”



                                Figura 7.
                               Figura 8. Parte da inscrição “Fazendeiros! Minas ainda há de....”

Há um terreiro bem em frente à casa principal, do qual se avista vários pontos que seriam estratégicos. Talvez seja por isso que as tropas mineiras instalaram-se na residência.
                                Figura 9. Terreiro, que fica à frente do prédio principal.
                         Figura 10. Esta é a visão do rio Camanducaia, que se tem do terreiro.
                          A construção que se vê é parte da roda d’água existente na fazenda.
                                Figura 11. Visão da mata que margeia o rio Camanducaia.
Hoje, a sede e a área circunvizinha pertencem à prefeitura de Jaguariúna que está restaurando as edificações.
Para visualizar a localização da Fazenda da Barra, clicar ou acessar o link abaixo (imagem de satélite).
Fontes das informações.

LOSEKAN,S.  Convênio Salva a Fazenda da Barra, em Jaguariúna.  set.  2009. Disponível em:
http://jaguariunapalmadamao.blogspot.com.br/2011/09/fazenda-da-barra.html Acesso em 10 de out. 2012. 
ESCOLA CEL. AMÂNCIO BUENO. Projeto Jaguariúna na Palma da Mão. Fazenda da Barra. 8 set.2011. Disponível em:  <http://jaguariunanapalmadamao.blogspot.com.br/2011/09/fazenda-da-barra.html > Acesso em : 10 de out. 2012.

RIBEIRO, S. B. Jaguariúna no curso da história.   Secretaria de Educação de Jaguariúna. Jaguariúna, 2008. 256p. Disponível em: <http://www.casadamemoriajaguariuna.com.br/cmj/docs/livrojagua.pdf > Acesso em: 10 de out.2012.


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