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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

TENENTE CEL. JOÃO CABANAS


Capa da revista "A Força Policial" nº 21

Tenente Cel. João Cabanas


Nasceu em Campinas a 23 de junho de 1895. Aos 19 anos, em 12 de novembro de 1914, alistou-se na Força Pública de São Paulo. Promovido a 2º Tenente em 14 de junho de 1921.

Em 1924, servindo no Regimento de Cavalaria, é surpreendido pelo levante de 5 de julho. Admirador de seu Major Fiscal, Miguel Costa coloca-se a seu lado, somando-se aos revoltosos. Com 15 praças toma a Estação da Luz, ali resistindo a cerrados ataques das forças governistas. Depois, ocupa o Palácio do Governo, no Campos Elisios.

A fome, os saques, os combates casa-a-casa e os bombardeios, ceifando vidas de civis e militares, fazem daqueles dias, os mais violentos da história da cidade.

Cabanas, meio ferido em ação, assume papel importante na distribuição de alimentos a população civil e na prevenção aos roubos e na repressão aos saques, inclusive determinando o fuzilamento de autores desse crime. Sua pericia como artilheiro retardou a entrada em São Paulo das forças enviadas pelo Governo Central.

 A 19 de julho de 1924, com 95 homens, dirige-se a Mogi Mirim e Campinas, com a missão de deter as forças governistas, em número três vezes superior, que vinham de Minas Gerais. Simulando um exército fictício com milhares de homens, utilizou simulacros de canhões e metralhadoras, feitos de bambu e caixotes vazios enfileirados, como se contivessem munição espalhando falsas informações que confundiam o adversário, deslocando-se por caminhos inesperados à testa de uma turma com o moral elevado, bateu seguidamente seus oponentes e manteve aberto o caminho ferroviário que permitiu a Miguel Costa abandonar a Cidade de São Paulo e levar incólume sua coluna até o Paraná. Seu mito se espalha pelo Brasil.

Em abril de 1925, promovida a Tenente Coronel revolucionário, contrai malaria e é forçado a deixar a frente de combate.

Em 1930 retorna do exílio e integra o Estado Maior de Miguel Costa, que conduziu Getulio Vargas ao poder.

Em 1931 encerra sua vida militar na Força Pública, passando a cumprir várias missões oficiais no exterior. Comprometido com a liberdade e a democracia rompe com Vargas.

Eleito Deputado Federal em 1950, luta em defesa do petróleo brasileiro.

No dia 27 de janeiro de 1974, falece como Tenente Cel. Reformado, no Hospital Cruz Azul.

João Cabanas é considerado, pelos historiadores militares, como o introdutor da guerra psicológica no Brasil.


Bibliografia: Arquivo do RC 9 de Julho. Crédito da foto SD PM Sérgio Oka. Cabanas em campanha no Paraná- 1924, do Acervo do Museu da PM. Agradecimento à Func. Hilda do MPM

Referência:
Revista  A Força Policial, São Paulo, nº22, abr/mai/jun, 1999.


Agradecimento: Sr. Egydio João Tisiani, pela colaboração.

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