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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Jaguariúna e a Revolução




Abrucês (2011) relatou em seu livro o cotidiano da vida na Vila Jaguary (atualmente Jaguariúna). Ele citou que antes da Revolução a vida na Vila era pacata e calma. Havia o comércio de italianos e sírios, sapatarias, moinhos para beneficiamento de arroz e milho, barbearias e ferreiros para peças batidas e marretas para ferrar animais. Em torno da Vila havia lavouras e criação de pequenos animais em sítios e fazendas. Com a Revolução de 32, as coisas complicaram, havendo boatos horríveis, agitação e mentiras. Na época o senhor Abrucês tinha 7anos, mas lembra-se de várias passagens interessantes, que podem ser vistas em seu livro nas páginas 23 a 34. Esse livro, de acordo com o autor, não é comercializado e pode ser obtido com o mesmo ou na Casa da Memória Pe. Gomes de Jaguariúna.

                                                                 Capa do Livro

  O menino Pedro e  sua mãe, Senhora Angelina, em 1929.

Até agora sabemos que saíram da Vila Jaguary dois voluntários, que foram:
Alfredo Guedes, filho do Cel. José Alves Guedes e proprietário da Fazenda da Barra, local este que foi importante palco de lutas. Alfredo alistou-se em São Paulo, junto ao Regimento de Cavalaria do Rio Pardo, levando seus próprios cavalos para os campos de batalha. (Zagaroli, s.d.).

Nabor de Moraes, filho de família negra e nascido em Jaguary no dia 12/05/1914. Incorporou-se em Campinas, sendo designado para a 9ª Companhia do III / 5º R.I., o mesmo batalhão que, pelo denodo de seus comandantes, foi cognominado no setor do Túnel o “Dois de Ouro”. E foi justamente para essa frente que no dia 16 de julho, Nabor seguiu e participou do heroísmo de quantos serviram à invicta posição paulista. O Nabor não tinha fuzil e utilizou a “matraca” e ali, como tantos outros  bravos, foi ferido mortalmente por estilhaços de granada, morrendo no último dia de agosto (Montenegro& Weisshon, 1936; Abrucês, 2012, informação pessoal ). Seu corpo encontra-se no Mausoléu de Campinas e em sua homenagem foi dado seu nome a ruas de São Paulo, Campinas e Jaguariúna.

O senhor Abrucês, atualmente com 87 anos, vem há muito batalhando para a construção de um monumento em Jaguariúna, em homenagem ao Nabor de Moraes. (Abrucês, informação pessoal, 2012).



  Sr. Pedro Abrucês

Bibliografia:
ABRUCÊS,P. Reminiscências de Pedro Abrucês. São José dos Campos: Jac Gráfica e Editora, 2011. 112p.

MONTENEGRO,B; WEISSHON, A. A. (Org.) Cruzes Paulistas: Os que Tombaram em 1932 pela Glória de Servir São Paulo: Revista dos Tribunais, 193. 516p.

Zagaroli (s.d.). http://www.casadamemoriajaguariuna.com.br, acesso em 23/07/2012.


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