Objetiva-se publicar biografias, histórias de vida e de batalhas relativas à Revolução de 1932. Caso saiba de algo, entre em contato. Para maiores informações envie mensagem à malusim53@yahoo.com.br.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Juramento a São Paulo






                                 Fonte : "Revolução Paulista de 1932"
                                Benedito Fernandes Oliveira, 1950.
(Arquivo particular)

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Alfredo Guedes - Voluntário Jaguariúna -2



Família Guedes

Acervo coletado pela Comunità Italiana de Jaguariúna

A família Guedes ,que foi proprietária da Fazenda da Barra ,em Jaguariúna, teve a sua origem, no Brasil, entre os seus primeiros habitantes, com descendência de João Ramalho, Cacique Tibiriçá e ramos bandeirantes. O sobrenome Guedes, surge na família, com o nascimento de Bernardo Guedes Barreto, filho do Capitão Francisco Barreto Leme do Prado, fundador de Campinas, natural de Taubaté, casado em 1730 com Rosa Maria de Gusmão.
Bernardo Guedes Barreto deu origem à Fazenda da Barra, propriedade herdada por seu filho Vicente Guedes Barreto, residente em Mogi Mirim.
O coronel José Guedes de Souza, filho e herdeiro de Vicente Guedes Barreto, é o primeiro alternar a residência entre as casas na cidade e uma de suas propriedades rurais, a Fazenda da Barra.
Em 1887 o coronel José Guedes de Souza, morando em São Paulo, é agraciado com o título de barão de Pirapitinguy.
Nesta época a Fazenda da Barra já havia sido herdada pelo seu filho ,o coronel José Alves Guedes ,casado com Siomara Penteado .Eram seus filhos :Maria Guedes Falavigna ,Carolina Guedes de Abreu,José Alves Guedes Filho,Alfredo Guedes,Mário Guedes,Mathilde Penteado Guedes de Moraes,Olívia Penteado Guedes de Assis e Isabel Penteado Guedes.
Além do coronel José Alves Guedes, com destaque político em Mogi Mirim ,o Barão de Pirapitinguy teve dois outros filhos de destaques político e cultural à sua época.
Foram eles :Alfredo Guedes , advogado, deputado estadual, Secretário da Agricultura do Estado de São Paulo e Olívia Guedes Penteado madrinha do Movimento Modernista no Brasil.
O último Guedes a residir na Fazenda da Barra foi um dos filhos do coronel José Alves Guedes, Alfredo Guedes. foi voluntário de Jaguariúna,na Revolução Constitucionalista de 1932, alistado em São Paulo, junto ao Regimento de Cavalaria do Rio Pardo,levando para os campos de batalha seus próprios cavalos.
Alfredo Guedes foi casado com Ilva Astini Guedes, nascida em Jaguariúna .Tiveram uma filha:- Ana Matilde Guedes Zagaroli, que em sua juventude muito frequentou Jaguariúna, tendo até hoje fortes laços afetivos e de amizade na cidade.

texto:Ricardo Guedes Zagaroli.

coleção completah

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Nabor de Moraes -Voluntário Jaguariúna


DADOS BIOGRÁFICOS DE NABOR DE MORAES
VOLUNTÁRIO

Obediente ao primeiro apelo, Nabor de Moraes incorporou-se em Campinas, sendo designado para a 9ª Companhia do III / 5º R.I., o mesmo batalhão que, pela bravura de seus componentes, pelo denodo de seus comandantes, foi cognominado no setor do Túnel  – o “Dois de Ouro”. E foi justamente para essa frente que, no dia 16 de julho, Nabor de Moraes seguiu e onde participou do heroísmo de quantos serviram a invicta posição paulista. Ai, também, como tantos outros bravos, foi ferido mortalmente, morrendo no ultimo dia de agosto.

Dados Biográficos – Nasceu em Jaguary (atual Jaguariúna), estado de São Paulo no dia 12 de maio de 1914, filho do Sr. Julio de Moraes e de d. Olivia de Moraes. Solteiro.
Referência:
CRUZES PAULISTAS, 1936.



Nabor de Moraes foi sepultado no Mausoléu de Campinas.



                                                                                  M.H.T.S.M.
Coluna onde Nabor de Moraes está sepultado.


                                                                                                   M.H.T.S.M.

Fotografia de Nabor de Moraes na coluna onde esta sepultado no Mausoléu, desgastada pelo tempo.



                                                                                                                M.H.T.S.M.
                                                                  Placa de identificação.

Sobre Jaguariúna

A História de Jaguariúna

 Maíra T. S. Melo
Jaguariúna em 1894 era apenas um lugarejo com fazendas sítios e a estrada de ferro. Foi neste tempo e cenário que o Coronel Amâncio Bueno teve a idéia e a ousadia de realizar no local algumas modificações que foram fundamentais para a transformação do lugar em vila, depois em distrito e anos mais tarde em município. O primeiro passo para a transformação do lugar em vila foi a construção de uma igreja no estilo gótico – bizantino, em terras da fazenda Florianópolis, de sua propriedade, com o início da obra em 1889.
A igreja foi entregue aos católicos em 1894, mesmo ano que o Coronel Amâncio Bueno contratou o engenheiro alemão Guilherme Giesrecht para que projetasse uma vila, em terras desmembradas da fazenda Florianópolis. A Vila Bueno, como foi chamada, para homenagear o seu fundador, começou a ser loteada e foram surgindo às primeiras construções. As ruas foram denominadas, ainda no projeto, com nome de alguns parentes do Coronel.

O Coronel estava estudando medicina em Paris, quando teve que largar os estudos para assumir a fazenda do pai. Ele resolveu desmembrar a propriedade e projetar a vila, por acreditar que o lugar poderia progredir.

Bueno, permaneceu na vila até 5 de agosto de 1896 quando passou a ser Distrito de Paz e a se chamar Jaguary – o mesmo nome da estação ferroviária – ficando vinculado ao município de Mogi Mirim. Por força do decreto de lei nº 14.344 de 30 de novembro de 1944, a letra Y foi substituída pelo I, fazendo menção ao rio, também foi acrescentado o termo UNA que na língua Tupi significa preta. Jaguariúna – que significa “rio das onças pretas”- ficou sendo o nome do distrito, em 30 de dezembro de 1953, com a emancipação, passou a ser município.
O MOVIMENTO CONSTITUCIONALISTA DE 1932

(Adaptação do texto de Oliveira, 1932)

Com o advento da Ditadura, que veio usurpar o regime constitucional do Brasil, São Paulo, em razão de sua figura de relevo no país, foi a região mais visada com diversas violências, então postas em prática. Como neste Estado se concentrava a força máxima da política, os situacionistas não ignoravam que para levar avante um regime estranho ao sentimento dos brasileiros, precisavam humilhar, espezinhar e abater de vez o orgulho paulista. Assim, políticos eminentes foram deportados, honestos funcionários foram sumariamente depostos e regimentos inteiros foram desalojados dos quartéis. O Estado, que começou a forçar a implantação das leis constitucionais, foi informado que o Ditador prometeu a Constituinte Nacional para o mês de agosto de 1932. O povo paulista, entretanto, não confiou na promessa, duvidando que ela fosse cumprida. E apesar dos reduzidos recursos bélicos de que dispunha, São Paulo iniciou o preparo para a grande jornada e o povo começou a aguardar o início do movimento visando a consolidação do regime legal.

Assim, nas primeiras horas de 9 de julho de 1932 tudo estourou como uma potente bomba. Foram arregimentadas rapidamente todas as forças disponíveis e unindo todos os corações, troaram as metralhas pelas campinas. O sossego bucólico das estâncias e fazendas cedeu lugar ao tumulto dos batalhões, constituídos na maioria por voluntários quase sem nenhum preparo guerreiro.

Em consequência foram três meses de lutas insanas, de desassossego e canseiras e ainda assim transbordando de entusiasmo patriótico, de armas em punho, jovens e velhos brasileiros destemidos foram para as trincheiras para reivindicarem o sagrado direito de liberdade.

Por: Luiz A. S.Melo

Referência:

Oliveira, B. F. Revolução Paulista de 1932. São Paulo, 1950, 132p.

Sobre o Patrono


     JOAQUIM NORBERTO DE TOLEDO JUNIOR


SOLDADO VOLUNTÁRIO DA REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932
Quincas ou Quinzinho, como era mais conhecido, nasceu em São Pedro, estado de São Paulo,em 19 de setembro de 1906, filho do professor e Coronel Joaquim Norberto de Toledo e da professora Ambrosina Bonilha de Toledo. Eram seus irmãos, Luiz e Geraldo, que também lutaram na revolução, Gertrudes, Marieta, Luiza, Maria Cândida, Ana Maria, Maria Augusta e Maria José. Foi funcionário público estadual, no Corpo de Segurança do Estado dos Negócios da Segurança Pública de São Paulo, classificado no Gabinete de Investigações. Alistou-se como voluntário em 16 de julho de 1932, em Piracicaba, no 1º Batalhão Piracicabano, sob o nº 1.079 do 4º B.C.R. e 2ª Cia. do 6º R.I .
 Ficou conhecido entre os colegas da Revolução como “Quincas Gaiteiro”, porque gostava de tocar gaita.
 Em 23 de julho seguiu para a frente Norte (Vale do Paraíba) onde já operava a 2º Divisão de Infantaria (2ª. D.I.O), sob o comando do General Euclides de Figueiredo.  Esteve nos setores de Queluz e Cruzeiro e depois acompanhou o mesmo batalhão para São José dos Barreiros e foi incorporado ao Destacamento do Coronel José Joaquim de Andrade. Participou de vários combates principalmente em Areias, Silveiras e Fazenda Palmeira.
Em Silveiras, o grupo de Quincas foi incorporado definitivamente ao 6º R.I. e era composto pelos  piracicabanos  Sargento Semionato, Cabo Lauro Catulé e os soldados Joaquim Norberto de Toledo Junior, Antonio Balestro, Barrento, Fernão, Eduir, Josaphat, Ruy, Tacito , Paulo e Henrique Gritti . Faziam parte também do grupo o fuzileiro Boanerges e o municiador 1.109 do 6º R.I.
 Em 28 de agosto foi transferido para o 6º Regimento de Infantaria (6º R.I.) com o qual seguiu para Guaratinguetá. Depois foi para Caçapava, Campos do Jordão e São Luiz de Paraitinga, onde o alcançou o armistício de 1º de outubro, recolhendo-se então ao quartel de seu regimento.
De sua família também lutaram na Revolução seus irmãos Luiz Bonilha de Toledo e Geraldo Pinto de Toledo, sua sobrinha Ondina  Mendes Parreira e Henrique Gritti, marido de sua sobrinha Duta.


                                                           Documentos comprobatórios
       Atestado de Incorporação da Diretora da Cruz Vermelha de Piracicaba Sra. Branca Azevedo.



Documento assindo pelo General Euclides de Figueiredo.



Certificado Declaratório de Participação no Movimento Constitucionalista de 1932
 pelo Governo do Estado de São Paulo.



Após o término da Revolução retornou para São Paulo retomando seu antigo posto no Gabinete de
Investigações.
Casou-se em 1945 com  Ana da Silva de Toledo, nascida em Guaíra estado de São Paulo, com quem teve cinco filhos: Luiz Augusto Silva de Toledo, José Joaquim Silva de Toledo, Maria Helena de Toledo, Maria Aparecida de Toledo e Joaquim Norberto de Toledo Neto.
Em 1963 aposentou-se e retornou a sua cidade, São Pedro, onde desenvolveu diversas atividades sociais e culturais. Entre elas, idealizou e fundou, juntamente com outros, a Guarda Mirim de São Pedro.
Faleceu em 14 de maio de 1968 em consequência de um ataque cardíaco. Foi sepultado no cemitério de São Pedro e em seu túmulo constam os dizeres, a seu próprio pedido: “NASCI  EM SÃO PAULO, VIVI  POR SÃO PAULO E MORRI  EM SÃO PAULO”.

Redigido por Maria Helena Toledo Silveira Melo com a colaboração de seu marido Dr. Luiz Antonio da Silveira Melo.



As informações, documentos e fotos aqui apresentados foram fornecidos por suas filhas Maria Helena de Toledo Silveira Melo e Maria Aparecida de Toledo.
(Arquivo particular)

Sobre o Núcleo



“TRINCHEIRAS PAULISTAS DE JAGURIÚNA”
“Ao combate pela vitória” 


Cordiais Saudações

Sejam bem vindos ao blog do Núcleo de Correspondência Trincheiras Paulistas de Jaguariúna!
O Núcleo de Correspondência Trincheiras Paulistas de Jaguariúna (NCTPJ), cujo lema é “ Ao Combate pela Vitória”, foi fundado em 18 de julho de 2012, data que homenageia, segundo descrições de Figueiredo (1954), os duros combates realizados de 16 a 18 de julho de 1932 na defesa do Túnel, culminando com a vitória paulista em 19 de julho.
 Trata-se do 10º núcleo da modalidade de correspondência já fundado e por conseguinte é, para todos os fins, extensão e sucursal da SOCIEDADE DOS VETERANOS DE 32 – MMDC.  
Como Núcleo de Correspondência, o NCTPJ tem como objetivo principal pesquisar fatos e feitos ocorridos em Jaguariúna e região durante a Revolução Constitucionalista de 1932, de forma a gerar informações e difundir conhecimento sobre a epopéia de lutas e sacrifícios na causa Constitucionalista.
Fica, portanto, fundado o NCTPJ da Sociedade dos Veteranos de 32 – MMDC, em Jaguariúna, SP.
 Maria Helena de Toledo Silveira Melo - Presidente.

Referência:
FIGUEIREDO, E. Contribuição para a História da Revolução Constitucionalista de 1932. São Paulo, Livraria Martins Editora, 1954. 329 p. + 11 mapas.




Comentários, sugestões e/ou informações, pelo endereço malusim53@yahoo.com.br

SOBRE A PRESIDENTE

Biografia

Maria Helena de Toledo, filha do Ex-Combatente da Revolução Constitucionalista de 1932, Joquim Norberto de Toledo Junior e da Sra. Ana da Silva de Toledo, nasceu em São Paulo em 18 de março de 1953, sendo seus irmãos Luiz Augusto  Silva de Toledo, José Joaquim Silva de Toledo, Maria Aparecida de Toledo e Joaquim Norberto de Toledo Neto, onde viveu até 1963.  Em 1964, mudou-se com a família para a cidade de São Pedro (SP), onde cursou o antigo Ginasial e o Técnico em Contabilidade.

Em 03 de janeiro de 1976 casou-se com Luiz Antonio da Silveira Melo, de tradicional família Piracicabana, quando seu nome passou a ser Maria Helena de Toledo Silveira Melo.  Após, foi residir em Viçosa (MG) e depois em Lavras (MG).

Posteriormente, mudou-se para Piracicaba, onde seu marido cursou o Mestrado. Durante o período do curso, em fevereiro de 1982, nasceu sua filha Maíra Toledo Silveira Melo. Em maio do mesmo ano voltou para Lavras.

Em 1986 mudou-se para Campinas (SP) e em 1992 voltou para Piracicaba, onde seu marido foi realizar o Doutorado. Em 1996 foi residir em Jaguariúna, onde está até hoje.

Recebeu o Diploma de Honra ao Mérito Capitão João Rodrigues Gonçalves, como colaboradora, em Piracicaba (SP) em 9 de julho de 2012.

Em 18 de julho de 2012, por intermédio do Sr. Egydio João Tisiani, iniciou suas atividades com a criação do Núcleo de Correspondência "Trincheiras Paulistas de Jaguariúna".

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Com muita honra e satisfação recebi o Diploma de Honra ao Mérito Capitão João Rodrigues Gonçalves, do Núcleo de Correspondêcia Voluntários de Piracicaba no dia 9 de julho de 2012 na cidade de Piracicaba (SP).






Solenidade de comemoração aos 80 anos da Revolução Constitucionalista.
Entrega dos diplomas.
Piracicaba (SP)
09 - 07 - 2012


À  esquerda Sr. Egydio João Tisiani - Presidente do NC Voluntários de Piracicaba, Sra. Maria Antonieta Sachs Mendes -Diretora do Museu Histórico e Pedagógico Prudente de Moraes, Prof. João Francisco de Aguiar - colaborador, Maria Helena Toledo Silveira Melo - colaboradora, Sra. Ivete D'Abronzo e Sr. Edson Rontani Junior - Vice-presidente do NC Voluntários de Piracicaba.


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Com muito orgulho, registro aqui que recebi, o  Diploma de Pesquisadora Associada Honorária, do Presidente, Professor Jefferson Biajone, do Núcleo de Correspondência Paulistas de Itapetininga! Às Armas!!  Agradeço o reconhecimento e a confiança em mim depositada.