Objetiva-se publicar biografias, histórias de vida e de batalhas relativas à Revolução de 1932. Caso saiba de algo, entre em contato. Para maiores informações envie mensagem à malusim53@yahoo.com.br.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Autêntico Soldado de 1932


Existem fatos que mostram bem como eram os paulistas dos tempos de outrora, notadamente na época da Revolução de 32. Entre os mais jovens não houve limite de idade para o engajamento na luta. Os mais idosos em geral não iam para as frentes de batalhas. Porém, não foi este o caso do Cap. Jayme, como pode ser observado no artigo a seguir.

Se esse espírito tivesse permanecido na população, a história do Brasil com certeza seria outra...

                                                                                                                                                                                             Luiz A. S. Melo
 
 
 
Arquivo particular

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Solenidade de Concessão do Colar da Vitória na Sede da Sociedade Veteranos de 32/MMDC


O Colar da Vitória, honraria evocativa dos 80 anos da Revolução Constitucionalsita de 1932 foi instituída pela Sociedade Veteranos de 32/MMDC de acordo com o Decreto nº 58.071, de 24 de maio de 2012, do Governador do Estado de São Paulo.


 Foto. Comenda Colar da Vitória

A honraria tem por finalidade homenagear personalidades brasileiras ou estrangeiras, bem como instituições que tenham colaborado para a divulgação de estudos relacionados com a nossa História e em particular àqueles que dizem respeito à gloriosa epopéia da Revolução Constitucionalista de 1932.

Concessão do Colar da Vitória aos Presidentes de NC

Em solenidade toda especial organizada na tarde do dia 11 de dezembro de 2012, pela presidência da Sociedade Veteranos de 32/MMDC em sua sede em São Paulo, foi com grande honra e satisfação que os senhores Prof. Jefferson Biajone, Egydio João Tisiani, 1º Ten PM Carlos Henrique Lorenço Rovina, Sra. Maria Helena de Toledo Silveira Melo, Dr. João Francisco Aguiar, 1º Ten PM Vitor José Bazzo, Sr. Silvio Luiz da Rocha e o Cap PM Eduardo Ceneviva Berardo, respectivamente presidentes dos núcleos de correspondência (NC) de Itapetininga (1º NC), Piracicaba (2º NC), Araçatuba (9º NC), Jaguariuna (10º NC), São Pedro (12º NC), Presidente Prudente (13º NC), Santo André (14º NC) e Catanduva (15º NC) foram recebidos para serem agraciados com a honraria do Colar da Vitória, nesse que foi também o primeiro encontro dessa categoria especial de membros da Sociedade Veteranos de 32/MMDC.


Para eu, que na qualidade de presidenta-fundadora do NC "Trincheiras de Jaguaríuna" estive entre os colegas agraciados, grande foi a emoção receber das mãos do Coronel PM Mário Fonseca Ventura, nosso amigo e presidente da Sociedade Veteranos de 32/MMDC o referido colar em nome de Jaguariúna, de nosso núcleo e de todos os nossos colaboradores.

Foto. Momento da imposição do Colar da Vitória pelo Cel Ventura
                              
Prestigiando e participando da solenidade estiveram a Dra. Maria Lucia Camargo, Diretora Social da Sociedade e o Sr. Amado Rúbio, Comandante do Exército Constitucionalista. Na tribuna, o professor José Carlos de Barros Lima, Diretor do Museu Histórico da Sociedade..


 Foto. Palavras de agradecimento do Cel Ventura
 
Foto. Ao lado de meu marido Dr. Luiz Antonio
 
Foto. Com o Cel Ventura e meus colegas presidentes de NC


Video. Agradecimento do prof. Biajone em nome dos agraciados.




.: Uma dedicatória toda especial :.

Imagem. Diploma do Colar da Vitória que recebi

Eu gostaria de dedicar o Colar da Vitória a meu pai, Joaquim Norberto de Toledo Junior, a meus tios Geraldo Pinto de Toledo e Luiz Bonilha de Toledo, à minha tia Gertrudes Bonilha de Toledo e à minha prima Ondina Mendes Parreira, familiares partícipes da Revolução Constitucionalista de 1932, aos quais tenho a honra de manter vivo o ideal pelo qual lutaram na busca pela liberdade e pela democracia.


PRO BRASILIA FIANT EXIMIA!





segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

MENSAGEM DE NATAL



 



A melhor mensagem de Natal é aquela que sai em silêncio de nossos corações e aquece com ternura os corações daqueles que nos acompanham em nossa caminhada pela vida.

 

 
 

 
O Núcleo de Correspondência Trincheiras Paulistas de Jaguariúna deseja a todos os amigos (as), leitores (as), colaboradores e seguidores um Feliz Natal e um próspero Ano Novo!




Maria Helena de Toledo Silveira Melo
Presidente

"AO COMBATE PELA VITÓRIA"

Exumação dos restos mortais do Gal. Isidoro Dias Lopes


Notícia em jornal da época sobre as comemorações de 9 de julho em 1956, realizadas pela Sociedade de Veteranos de 32 - MMDC.

 Com a participação do General Brazilio Taborda, convidado da Sociedade de Veteranos de 32 - MMDC e da Comissão das Solenidades de Itapetininga.



       Arquivo particular.




 
Isidoro Dias Lopes nasceu em Dom Pedrito, RS, em 30 de junho de 1865.

Filho do  vigário José Tavares Bastos Rios, casou-se com Jacinta Lopes. Entrou para o exército em 1883 na Escola Militar de Porto Alegre, fez o curso de artilharia e em 1891 foi promovido a Tenente. Apoiou o movimento que pôs fim ao Império. Em 1893, abandonou o exército e participou da Revolução Federalista, no Rio Grande do Sul, contra o governo de Floriano Peixoto. Após a derrota dos federalista, em 1895, foi para o exílio em Paris. Em 1896 voltou ao Brasil, foi anistiado e voltou ao exército no Rio de Janeiro, continuando a carreira militar.

Participou da articulação e da Revolução de 1924 em São Paulo onde foi promovido pelos rebeldes a “Marechal da Revolução”. Posteriormente juntou-se a Coluna Prestes.

 Após a derrota da Aliança Liberal, apoiou a Revolução de 1930, participando do governo de Getulio Vargas, como comandante da 2ª Região Militar em São Paulo, já no posto de General de Divisão.

Em 1931 se indispõe com Getúlio Vargas, substituído então por Góis Monteiro. Em 1932 foi um dos organizadores da Revolução Constitucionalista, e acabou deportado para Portugal. Anistiado em 1934. Em 1935 é procurado pelos organizadores do levante comunista para auxilia-los, mas recusa. Em 1937, afastado da política, critica o golpe e a ditadura do Estado Novo.

Faleceu forte e lúcido em 1949.
 


 

General Brazilio Taborda é homenageado pelo Núcleo de Correspondência Paulistas de Itapetininga! Às Armas!! com Diploma de Honra ao Mérito.

O Diploma de Honra ao Mérito General Brazilio Taborda foi criado a 1ºde setembro de 2011, em homenagem ao General de Divisão Brazilio Taborda, então coronel de Artilharia do Exército Brasileiro que durante a Revolução Constitucionalista de 1932 comandou o exército Constitucionalista do Setor Sul, sediado em Itapetininga, no atual prédio do DER. Trata-se, da maior honraria a ser conferida pelo Núcleo de Correspondência Paulistas de Itapeninga! Às Armas!! sendo trinta e dois o número máximo de seus agraciados anualmente. Sua concessão se reveste de solenidade toda especial na sede do Mausoléu dos Veteranos de 32, no Obelisco do Parque Ibirapuera, em São Paulo. A finalidade desta honraria é agraciar personalidades civis e militares que relevantes serviços prestaram no resgate e na preservação da memória e dos feitos de paulistas que combateram no Setor Sul do Estado de São Paulo durante a Revolução Constitucionalista de 1932.
 


Referências.


Disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Isidoro_Dias_Lopes acesso em 9 de dez. 2012.

 Disponível em http://mmdc.itapetininga.com.br/honrarias.htm acesso em 9de dez. de 2012.

 

 
 

 
 
 
 
 





 
 
 
 

domingo, 2 de dezembro de 2012

"Grande Mestre" HERNÂNI DONATO











Hernâni Donato, formado em Sociologia e Política, nasceu em Botucatu, SP, em 12 de outubro de 1922, filho do Sr. Antonio Donato e  Sra. Adélia Leão Donato.

Começou a trabalhar aos 7 anos, foi aprendiz de alfaiate, balconista de loja, porteiro de cinema, redator de jornais de sua cidade, colhedor de algodão, funcionário dos correios, sitiante, professor, editor, jornalista, publicitário, tradutor e roteirista brasileiro.

Membro efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo e Academia Paulista de Letras pertence a inúmeras outras Academias do Brasil e do Exterior e é também Patrono da Academia Botucatuense de Letras.

Faleceu em 22 de novembro de 2012.
 
 
 
 
 
 
Capa do livro.
 
 
DONATO, H. A Revolução de 32. Círculo do Livro S.A., São Paulo, 1982. 224p.
 
 
 
 
 Uma pequena homenagem do Núcleo de Correspondência Trincheiras Paulistas de Jaguariúna ao “Grande Mestre”, Hernâni Donato, recentemente falecido

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Léo Silveira Mello - voluntário por Piracicaba






Nasceu em Piracicaba em 16 de maio de 1913. Foram seus pais, Estanislau Silveira Mello e Antonia da Costa Silveira Mello.

Diplomou-se pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiróz”, em 1938.

Em 1939 foi nomeado professor da Escola Profissional “Dr. Carolino da Motta e Silva”, em Espírito Santo de Pinhal, cargo que exerceu até 1955, quando então foi designado como Diretor da mesma Escola.

Como engenheiro-agrônomo possuía diversos títulos e inúmeros trabalhos executado dentro de sua especialização.

Casou-se com Ruth Vergueiro Silveira Melo e dessa união teve os seguintes filhos: José Eduardo, Luiz Antonio e Roberto.

Em 1959 mudou-se de Espírito Santo de Pinhal para a cidade de São Pedro. Foi eleito vereador à Câmara Municipal, de janeiro de 1960 a fevereiro de 1969. Foi agraciado com o título de “Cidadão Sampedrense”, outorgado pela Câmara Municipal de São Pedro.

Como sócio e na direção da Fazenda São Pedro, nesse município, participou de inúmeras atividades e obras de benemerência em prol dos mais necessitados, tendo deixado durante os anos que morou nessa cidade, inúmeros amigos.

Em 1972 transferiu-se com a família para Piracicaba e foi readmitido no serviço público na CATI, em Campinas, com o cargo de Assistente de Planejamento Agropecuário, onde permaneceu até 1978. Neste mesmo ano foi obrigado a afastar-se por motivo de doença e dois anos depois aposentou-se, vindo a falecer em 6 de agosto de 1982.


Foi Voluntário na Revolução Constitucionalista de 1932.
Alistou-se na cidade de Piracicaba (SP) sob o número 526.


Documento comprobatório

Recebeu a MEDALHA DA CONSTITUIÇÃO







Carteira de estudante.




As informações e documentos foram fornecidos por seus filhos Roberto Silveira Mello e Luiz Antonio da Silveira Melo.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

11º aniversário da morte do Governador Pedro de Toledo



 
 

Em 30 de julho de 1956 o jornal “A GAZETA - Notícias e Telegramas” anunciava a comemoração cívica do 11º aniversário de morte do Governador Pedro de Toledo, organizada pela Sociedade Veteranos de 32, que era presidida pelo Sr. Mércio Prudente Corrêa.

 Nas fotografias do jornal  meu pai, Joaquim Norberto de Toledo Junior e meu irmão, José Joaquim, (marcados com uma seta vermelha) aparecem entre as personalidades presentes no evento cívico.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
“Ocorreu ontem a passagem do décimo primeiro aniversário da morte do ilustre paulista Pedro de Toledo, governador de São Paulo de 32. A Sociedade Veteranos de 1932 – MMDC fez realizar, às 11 horas, na Capela da Necrópole da Consolação, missa em memória do saudoso paulista. Discursaram, depois, à beira da sepultura, o padre Fernandes Pedreira, antigo Capelão das Forças Constitucionalista e o Sr. Mercio Prudente Correia, presidente daquela entidade”.
“Nas fotografias, aspectos da comemoração cívica.”
 
Arquivo Particular.
 
 
 
 
 O Senhor Mércio Prudente Corrêa foi o primeiro Presidente da Sociedade Veteranos de 32 – MMDC  nasceu em 11 de março de 1908 e faleceu em 20 de abril de 1983.
 
Fonte
Memórias do Ventura
 
 
 
 
 
 
 

domingo, 4 de novembro de 2012

Mausoléu dos Voluntários Campineiros na Revolução de 1932




O monumento aos Heróis de 32, no Cemitério da Saudade em Campinas, SP, é de autoria de Marcelino Velez, com forma da Bandeira Paulista, foi inaugurado em 9 de julho de 1935 e abriga os restos mortais de 34 voluntários que morreram em decorrência do movimento constitucionalista de 1932. A construção foi financiada na época pela iniciativa privada.

Neste Mausoléu encontram-se os restos mortais do voluntário Nabor de Moraes, nascido em 12 de maio de 1914 na Vila Jaguary, atual Jaguariúna, SP.  Nabor foi ferido, durante um combate, por estilhaços de granada vindo a falecer em 31 de agosto de 1932.
 
                                                                Frente do Monumento







 

Fontes de informações:

G1 Campinas e Região.
Disponível em http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2012apos77-anos-monumento-aos-herois-sera-restaurado-em-campinas.html. Acesso em 02 de nov.de 2012.
 
 



 

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Convite para Missa de Finados no OBELISCO


Convido todos os amigos(as) para a Missa de Finados no  Monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista (OBELISCO), as 10h do dia 2 de novembro, o convite é extensivo aos familiares, amigos e toda a comunidade.

Conto com a presença de todos.



MARIO FONSECA VENTURA
Coronel  PM - Presiente
Sociedade Veteranos de 32 - MMDC
Rua Anita Garibaldi, 25
Centro - SP -CEP01018-020
11 - 3105 8541

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Recebimento do DIPLOMA DE HONRA AO MÉRITO GENERAL BRAZILIO TABORDA


É com muita honra e satisfação que compartilho com os amigos e leitores o recebimento do Diploma de Honra ao Mérito General Brazilio Taborda, em solenidade organizada pelo Núcleo de Correspondência Voluntários Paulistas de Piracicaba e realizada no Museu Histórico e Pedagógico Prudente de Moraes, na cidade de Piracicaba (SP), em 27 de outubro de 2012.

Agradeço ao Sr. Egydio João Tisiani, ao Prof. Jefferson Biajone e ao Cel. Mario Fonseca Ventura pela confiança e reconhecimento do trabalho realizado pelo Núcleo de Correspondência de Jaguariúna.

Agradeço à Sra. Maria Antonieta Sachs Mendes, Diretora do Museu, pela calorosa recepção e consideração e  também aos amigos, leitores, colaboradores e seguidores deste blog.

 

Maria Helena de Toledo Silveira Melo

 “AO COMBATE PELA VITÓRIA”


 Maria Helena de Toledo Silveira Melo, recebendo o Diploma das mãos do Sr. Egydio João Tisiani, DD. Conselheiro do Núcleo MMDC de Piracicaba.
 
Frente do Diploma.
 
 Verso do Diploma.
 

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

AS DUAS TRINCHEIRAS




"Esta é a trincheira que não se rendeu:
a que é nossa bandeira gravada no chão,
pelo branco do nosso Ideal,
pelo negro do nosso Luto,
pelo vermelho do nosso Coração".

(Guilherme de Almeida)

 




Arquivo particular.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

A INVASÃO DA FAZENDA









 Figura 1. Prédio principal da Fazenda da Barra (Losekan,2009).
Breve histórico sobre a Fazenda
A Fazenda da Barra teve origem na divisão da sesmaria do Coronel Luiz Antonio Souza e Bernardo Guedes Barreto.
As terras da fazenda, localizadas às margens dos rios Camanducaia e Pirapitingui faziam divisa com a Faz. Ribeirão (atual Holambra), de propriedade do Coronel Amâncio Bueno e Presidente Tibiriça (região do atual município de Santo Antonio de Posse).
Em meados do século XIX, José Guedes de Souza, o Barão de Pirapitingui, tetraneto de Barreto Leme, assumiu a liderança da fazenda e com o seu falecimento assumiu seu filho José Alves Guedes.
Pouco antes da crise do café José Alves Guedes faleceu e em julho de 1932 sua esposa Siomara Penteado Guedes tentou vender a propriedade mas devido à Revolução Constitucionalista a negociação foi adiada.
Figura 2. Aqueduto na Fazenda da Barra.
A INVASÃO
Devido à sua localização estratégica, em 1932 a fazenda foi invadida pelas tropas mineiras que tornaram o casarão um quartel general improvisado e ali permaneceram por três meses. Na invasão destruíram louças e móveis.
A invasão da Fazenda da Barra foi facilitada pelo fato dos proprietários e a maioria dos empregados terem-na abandonado, com receio dos combates que se travavam na região.
Na sala principal do casarão os invasores deixaram gravadas duas inscrições a carvão, preservadas até hoje: “A covardia é a base de todos os rebeldes” e “Fazendeiros! Minas há de abater o orgulho de São Paulo!!! Salve o pelotão UCA”.  
Nas figuras a seguir, inscrições que as tropas mineiras deixaram gravadas nas paredes de uma das salas.
As inscrições não são totalmente visíveis porque estão parcialmente cobertas com lona em consequência das obras de restauração.

                               Figura 3. Parte da inscrição “abater o orgulho”
                               Figura 4. Parte da frase “orgulho de S. Paulo”
                               Figura 5. Parte da inscrição “de S. Paulo”
 
                                Figura 6. Parte da inscrição “Fazendeiros!”



                                Figura 7.
                               Figura 8. Parte da inscrição “Fazendeiros! Minas ainda há de....”

Há um terreiro bem em frente à casa principal, do qual se avista vários pontos que seriam estratégicos. Talvez seja por isso que as tropas mineiras instalaram-se na residência.
                                Figura 9. Terreiro, que fica à frente do prédio principal.
                         Figura 10. Esta é a visão do rio Camanducaia, que se tem do terreiro.
                          A construção que se vê é parte da roda d’água existente na fazenda.
                                Figura 11. Visão da mata que margeia o rio Camanducaia.
Hoje, a sede e a área circunvizinha pertencem à prefeitura de Jaguariúna que está restaurando as edificações.
Para visualizar a localização da Fazenda da Barra, clicar ou acessar o link abaixo (imagem de satélite).
Fontes das informações.

LOSEKAN,S.  Convênio Salva a Fazenda da Barra, em Jaguariúna.  set.  2009. Disponível em:
http://jaguariunapalmadamao.blogspot.com.br/2011/09/fazenda-da-barra.html Acesso em 10 de out. 2012. 
ESCOLA CEL. AMÂNCIO BUENO. Projeto Jaguariúna na Palma da Mão. Fazenda da Barra. 8 set.2011. Disponível em:  <http://jaguariunanapalmadamao.blogspot.com.br/2011/09/fazenda-da-barra.html > Acesso em : 10 de out. 2012.

RIBEIRO, S. B. Jaguariúna no curso da história.   Secretaria de Educação de Jaguariúna. Jaguariúna, 2008. 256p. Disponível em: <http://www.casadamemoriajaguariuna.com.br/cmj/docs/livrojagua.pdf > Acesso em: 10 de out.2012.


sábado, 6 de outubro de 2012

O problema da interiorização no estudo de História Militar: o caso de Santos e seus mortos na Revolução de 1932.




Ney Paes Loureiro Malvasio



O texto original foi dividido em quatro partes.
 

Parte final




                                         Considerações Finais

 

Portanto, através de uma pesquisa efetuada em fontes da época da revolução de 1932, as fontes primárias como são chamadas no trabalho histórico, pude verificar que nem todos os militares e voluntários civis, nascidos numa cidade de São Paulo, nesse caso específico, Santos, eram conhecidos na terra natal ao ser feita uma grandiosa homenagem, nos cinqüenta, ao contrário do que já fora demonstrado na São Paulo capital, logo após o movimento armado. Claro que, refiro-me apenas aos mortos durante o período de combates, de julho ao início de outubro de 1932.

Apresentei, em razão disso, os sete mortos restantes que deveriam ter seus nomes gravados, junto aos outros combatentes tombados após o nove de julho no grande monumento erigido em frente a catedral e o Fórum de Santos. Como se depreende, esses mortos em combate já eram conhecidos muito bem em 1936, na grande campanha pela construção do Obelisco do Jardim do Ibirapuera em São Paulo, e mesmo depois disso, ainda eram desconhecidos na ereção do monumento aos mortos santistas, vinte anos depois.

Como demonstrado, esses mortos em combate especificados neste artigo, só ficaram até agora rememorados na macro-história política e militar e não na memória local/regional da cidade que os viu nascer. Portanto, existe essa situação limitada no trabalho histórico, como procurei demonstrar nessa pesquisa, de utilizar apenas a história regionalista ao procurar rememorar a história político/militar de um evento que se alastrou pelo estado e muito além, tal como aconteceu com o voluntário Gastão Lopes Leal em pleno Rio de Janeiro, a capital federal à época.

 

 

Ney Paes Loureiro Malvasio
neymalvasio@gmail.com
Mestre em História Social pela Universidade
Federal do Rio de Janeiro (UFRJ/IFCS),
Membro da Associação de Combatentes
de 1932/Seção Santos, antigo professor do
Quadro Complementar de Oficiais do
Colégio Militar do Rio de Janeiro.
 

 

 

Fontes de Consulta:

 

      AMARAL, Antônio B. A missão Francesa de Instrução da Força Pública de São

       Paulo. 1.ed. São Paulo: Dep. De Cultura, [s.d.].

 

      AMORIM, Santos. Santistas nas Barrancas do Paranapanema. 1.ed. São Paulo:    

       Carmelo Simone, 1932.

 

ANDRADE, Horácio de; MIRANDA, A. Guanabara de Arruda; SOARES, Oswaldo   Bretas. Cruzes Paulistas. São Paulo: Gráfica da Revista dos Tribunais, 1936.

 

ANDRADE NETTO, Manoel Candido de. Bastidores da Revolução Constitucionalista/32. Rio de Janeiro: Estandarte, 1995.

 

DONATO, Hernâni. A Revolução de 32. São Paulo: Abril/Círculo do Livro, 1982.

 

            ______________. História da Revolução de 32. São Paulo: IBRASA, 2002.

 

          FREITAS, Sônia Maria de. História Oral: Possibilidades e Procedimentos. São Paulo: 

          USP/Imprensa Oficial do Estado, 2002.

 

           HIPPÓLITO DA COSTA, Fernando. Síntese Cronológica da Aeronáutica Brasileira    

           (1685-1941). Rio de Janeiro: INCAER, 2000.

 

MORI, Vitor Hugo; LEMOS, Carlos A. C.; CASTRO, Adler Homero F. de. Arquitetura Militar: um panorama histórico a partir do porto de Santos. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado/Fundação Cultural do Exército, 2003.

 

DE PAULA, Jeziel. 1932: imagens construindo a história. Campinas/Piracicaba: Editora da Unicamp/Editora Unimep, 1998.

 

           POLLAK, Michel. Memória, esquecimento e silêncio. In: Estudos Históricos, v.2, nº3,   

           Rio de Janeiro: Associação de Pesquisa e Documentação Histórica, 1989, p.3-15.

 

PONTES, José Alfredo Vidigal. O Brasil se revolta: o caráter nacional de um movimento democrático. São Paulo: Editora Terceiro Nome/O Estado de São Paulo, 2004.

 

SANTOS, Francisco Martins dos. História de Santos. 2ª ed. São Vicente: Caudex, 1986. v. II.

 

SANTOS, Francisco Ruas (coordenador). História do Exército Brasileiro. Brasília: EME/IBGE, 1972.  v. 3.

 

           VELHO, Gilberto. Projeto e metamorfose. Antropologia das sociedades complexas. Rio  

           de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1999.