Objetiva-se publicar biografias, histórias de vida e de batalhas relativas à Revolução de 1932. Caso saiba de algo, entre em contato. Para maiores informações envie mensagem à malusim53@yahoo.com.br.

quinta-feira, 21 de junho de 2018

CONVITE – 9 DE JULHO DE 2018.





Temos o prazer de convida-los para a solenidade cívico/militar em comemoração aos 86 anos da Revolução Constitucionalista de 1932 a realizar-se dia 09 de julho de 2018 com início às 9:00 h, nas dependências da Fazenda Da Barra em Jaguariúna, SP.

Durante o evento haverá exposição de peças de artilharia e viaturas militares antigas.



                Prestigiem o evento em honra aos Heróis de 32!









Realização: CONSEG – Conselho Comunitário de Segurança do Município e 10 º núcleo de Correspondência/ MMDC “Trincheiras Paulistas de 32 de Jaguariúna” com apoio da Secretaria de Turismo e Cultura da Prefeitura Municipal de Jaguariúna.



 Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.
21/06/208.

domingo, 10 de junho de 2018

SÃO PAULO NAS FRENTES DE COMBATE.




I - PRIMEIRA SEMANA, PRIMEIRAS LUTAS.

Deflagrada a Revolução, a Força Pública e grupos de civis armados tomam a cidade. Pedro de Toledo é aclamado Governador. Alunos, na Faculdade de Direito, recebem armas e munições e impedem a entrada de desconhecidos. Caravanas de civis e militares rumam para o interior, onde se organizam Batalhões de Voluntários.
Tropas adversárias concentram-se em Barra do Piraí. O 7º Batalhão da Força Pública embarca em direção de Minas Gerais e o Regimento de Cavalaria, de Pirassununga para o norte.
Os constitucionalistas tomam a fábrica de munições de Piquete. A vanguarda paulista entra em contato com ditatoriais, em Queluz. O Coronel Euclides de Figueiredo transmite o comando da 2ª R.M. ao General Klinger e segue para Cruzeiro. Oficiais e praças de cavalaria do Paraná aderem ao movimento, em Itararé. Tropas se movimentam em direção de Itu e Lorena.
Um regimento naval desembarca em Parati e se desloca para Cunha, travando combate com civis, que recuam para Guaratinguetá. Uma companhia da Força Pública é enviada para aquela cidade, partindo de Mogi. Seguem para Cacheira o 4º e o 2º Regimento de Cavalaria e uma bateria do 2º G.A. de Montanha. Aviões inimigos lançam bombas sobre s tropas constitucionalistas, entre Silveiras e Cachoeira.







II – SEGUNDA SEMANA: CHEGA TABORDA.



Constitucionalistas avançam em direção de Pouso Alegre. Em outro setor atingem Piquete, penetrando alguns quilômetros as linhas inimigas, tentando alcançar Itajubá. No Túnel, o adversário é rechaçado. Vindo de canoa do Rio de Janeiro, chega a Santos o Coronel Taborda que vem a São Paulo a pé para aderir ao movimento. Registram-se novos combates na linha Cruzeiro – Passa Quatro, na região de Itatiaia, onde um batalhão ditatorial é atacado, em Cunha e também ao sul na região de Ribeira.










III - TERCEIRA SEMANA: LUTAS NO TÚNEL.

Na região do Túnel as tropas ditatoriais fazem fogo cerrado sobre os constitucionalistas durante várias horas. Em São José do Barreiro e Cunha, sob o comando do Capitão João Alberto, os ditatoriais tentam um avanço sobre São Paulo. Um pelotão da Polícia Mineira na zona do Túnel e mais 300 soldados que operam em Minas aderem ao movimento. Os ditatoriais alojados em Túnel são obrigados a recuar para além de Itanhandu, adiante de Passa Quatro.
Ao sul, forças paranaenses que atacam, são repelidas, internando-se no Paraná.
Em Piquete, o destacamento Abílio ataca ditatoriais, fazendo-os recuar para Itajubá Velho, deixando 2 canhões de 75mm. Assaltos a São José do Barreiro são repelidos.



IV – QUARTA SEMANA: O ALVO, CRUZEIRO.

Na zona de Cruzeiro, ditatoriais romperam violento fogo de artilharia contra constitucionalistas. Em Queluz e Barreiros acentuam-se os progressos dos paulistas. Em Cunha fuzileiros navais desencadeiam novo ataque, sendo repelidos. As tropas adversárias avançam na região de Salto e do Túnel e tentam excursão em Santo Antônio da Alegria.



 V – QUINTA SEMANA: ATAQUES AÉREOS.

Tropas mineiras atacam a zona de Mococa, ao lado da Estação Júlio Tavares, sendo repelidas com auxílios que seguiram de Itaiquara e São José do Rio Pardo.
Na frente Sul, ditatoriais são repelidos para a margem esquerda do Apiaí. Ao sul de Guapiara novo avanço inimigo é detido pelo destacamento Morais Pinto e um avião constitucionalista abate um avião de bombardeio adversário.
Novos combates se registram em Cunha. Oficiais do Exército atravessam Minas Gerais para incorporar-se às Forças Constitucionalistas.
Em Areias e Cunha os aviões constitucionalistas bombardeiam tropas adversárias e os aviões da ditadura bombardeiam instalações elétricas em Cachoeira.



VI – SEXTA SEMANA: CUNHA RESISTE.

Perto de Queluz, na região de Pinheiros, os constitucionalistas atacam os adversários, aprisionando 30 e tomando uma trincheira.
No Túnel, são aprisionados 2 oficiais e 60 soldados inimigos. O trem em que viaja o Coronel Euclides Figueiredo é metralhado. Os ditatoriais intensificam o ataque em Cunha onde se destaca a ação do Major Virgílio Ribeiro dos Santos, subcomandante do 1º Batalhão da Força Pública. Em Buri, ao sul, os ataques ditatoriais são precedidos por ação da artilharia.







VII – SÉTIMA SEMANA: ATAQUES A LESTE.

As forças da ditadura atacam a Zona Leste, compreendendo Mococa, Eleutério e Caconde. E Cunha, os constitucionalistas apreendem grande quantidade de material bélico e uma ambulância.
São José do Rio Pardo se vê ameaçada pelos ditatoriais. Os paulistas tomam Vila Queimada, que é bombardeada pelos aviões inimigos. No sul, registram-se combates em Chavantes e na região do Fundão.








VIII – OITAVA SEMANA: AVIÕES ABATIDOS.
O Forte de Itaipu é bombardeado por uma esquadrilha de aviões. Na região Mogi – Itapira, um avião inimigo é abatido, outro, na fronteira de Minas. Registram-se combates em São José do Rio Pardo e ataques em Lagoa, na região de Casa Branca. No Setor Pinheiros – Vila Queimada os constitucionalistas envolvem os inimigos e fazem grande número de prisioneiros.



IX – NONA SEMANA: ESCASSEZ DE MUNIÇÃO.

Os ataques inimigos visam Pedreiras e Coqueiros.
Visando estabelecer no norte um campo de operações em setor menos longo, onde com menor concentração de tropas e menor dispêndio de materiais se oferecesse maior resistência, retrai-se a linha de Pinheiros – Silveiras para outra de menor extensão.
Aviões ditatoriais bombardeiam Lagoa, sendo um abatido. Em Porto Murtinho (Mato Grosso) constitucionalistas tomam três canhões, munições e farto material bélico. Em Batedor, há escarniçados combates corpo a corpo. As lutas se intensificam em Silveiras, no Rio das Almas, Túnel e Cruzeiro, que sofre bombardeios aéreos.




Batalhão Acadêmico: primeira fila,à esquerda, o Tenente Antônio Dourado,
o 3º da terceira  fila, sem chapéu, Luciano Nogueira Filho.




X – DÉCIMA SEMANA: CACONDE RETOMADA.

Os constitucionalistas bombardeiam campo de aviação em Amparo e os ditatoriais bombardearam Campinas várias vezes, violentos ataques se registram na direção de Piquete. Em Sapecado, na região de São José do Rio Pardo, lutam as tropas de Romão Gomes contra os adversários. No Rio das Almas, violentos combates entre ditatoriais e o Batalhão 14 de Julho. Na Região de Grama, fortes combates culminam com assalto a arma branca contra os ditatoriais dos quais é destruída uma peça de artilharia. Caconde é retomada pelos constitucionalistas e os ditatoriais se retiram para além das cidades mineiras de Guaxupé, Arceburgo e Guaranésia.



XI – DÉCIMA PRIMEIRA SEMANA: O AVANÇO DE ROMÃO GOMES.

A Coluna Romão Gomes prossegue fazendo o inimigo recuar das posições em Jaguari, onde são apreendidas armas e munições. Os adversários desfecham no sul violentos ataques contra os constitucionalistas. Em Amparo é abatido um avião da ditadura e os aviões inimigos bombardeiam Guaratinguetá, Campinas, Limeira e Casa Branca.







XII – DÉCIMA SEGUNDA SEMANA: LUTA NO SUL ATÉ O FIM.

O Tenente Coronel Romão Gomes que viera a São Paulo é preso e levado para o 4º B.C., em Santana. Inesperadamente o General Klinger propõe ao Governo Federal a cessação das hostilidades. A luta no sul do Estado prossegue, entretanto, até o dia da assinatura do armistício. Romão Gomes ao sair da prisão demite-se da Força Pública por não concordar em receber ordens da ditadura que havia combatido.





Este pequeno resumo da Revolução Constitucionalista de 1932 foi publicado no jornal, Diário da Noite em 1957, sem nomear o autor.




Fonte.

Edição Especial do jornal Diário da Noite de 09 de julho de 1957. (Arquivo pessoal).





Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.
09/06/2018.


quinta-feira, 31 de maio de 2018

GUILHERME DE ALMEIDA - POETA DA REVOLUÇÃO


UM DOS 74 QUE O “SIQUEIRA CAMPOS” LEVOU AO EXÍLIO.



GUILHERME DE ALMEIDA POETA E SOLDADO RASO DA CONSTITUIÇÃO.



Por essa bandeira, em cujo louvor recita a sua poesia A Santificada,
Guilherme de Almeida conheceu o exílio.




Guilherme de Almeida foi soldado (Soldado Raso, fez questão de frisar) da 2ª Companhia do 1º Batalhão da Liga de Defesa Paulista, em ação no Setor de Cunha. Aí permaneceu quase até o fim, quando foi chamado a São Paulo pelo General Bertoldo Klinger para dirigir o jornal Trincheiras. De todas as suas poesias sobre a Revolução de 32, a única que realmente escreveu nas trincheiras foi (dito por ele) - A Moeda Paulista. Mas é do seu exílio, que nos fala. Do roteiro, após depor as armas, que começou no dia 10 de outubro.
- Nesse dia, recebemos um chamado telefônico. Deveríamos comparecer à Secretaria da Segurança Pública. Era apenas um convite, e nestes termos bem polidos: Se não puder comparecer não tem importância; venha quando quiser. Assim mesmo não faltou um sequer; todos comparecemos. Eram 72 paulistas, e entre eles, Altino Arantes, Pedro Vilaboim, Aureliano Leite, Assis Chateaubriand, Oswaldo Chateaubriand, Cirilo Junior, Júlio de Mesquita, Francisco Mesquita, Eurico Martins e Vivaldo Coaracy.
Ás 8 da noite, sem qualquer aviso fomos levados para uma estação intermediária da Central, de cujo nome antigo não recordo, mas que hoje se chama Carlos de Campos. Um trem nos esperava, aí, e fomos embarcados. Baby, minha esposa, estava junto, e foi a única mulher que seguiu com a leva dos exilados paulistas. Pelas 10, partimos e me lembro muito bem que lá de fora da noite, de um barranco da estrada, um desconhecido atirou uma pedra que veio estilhaçar o vidro da minha janela, quase atingindo Baby. Foi esta a primeira pedra que nos atiraram.


ZARPA O NAVIO DE MADRUGADA.


A viagem foi longe, a noite inteira e o dia seguinte, sob a guarda de soldados com metralhadoras. Chegamos no Rio quase ao escurecer e desta vez também o trem encosta na estação intermediária de Alfredo Maia.
Ali...
- meteram-nos dois a dois em carros de praça e agentes nos escoltaram até a Casa de Detenção, onde fomos alojados na Sala da Capela – uma sala comprida com camas de ferro. Com o nosso espírito de disciplina, tratamos de nos organizar para a vida em comum, e chegamos mesmo a eleger um mordomo, Silvio de Campos. Assim continuamos até que no dia 31 de outubro, às 9 da noite, Pedro, nosso guarda, veio avisar que íamos partir. Levaram-nos a bordo do Pedro I que sorrateiramente zarpou pelas 4 da madrugada de 2 de novembro. Era um navio sem condições de navegabilidade e viajando fora de rota.


TERNURA, EM LISBOA.


À chegada em Recife, os exilados paulistas foram transportados para o Siqueira Campos, que se afastando das costas brasileiras, os levou sem escala à Lisboa. E então, a 18 de novembro, a acolhida enternecedora, generosa, fraternal fê-los sentir-se, depois de tanto tempo, sob um teto de família.
- Cada um procurou alojar-se como pode, alguns ficando em Lisboa, outros tomando casa no Estoril. 30 dias depois chegava um grupo de esposas de exilados. Os paulistas estavam sempre juntos, em grande harmonia, abraçados pela ternura e pela compreensão dos portugueses. Quanto a mim, deixando Portugal fui mais tarde até a Espanha e a França. A ordem de regresso, no dia 13 de julho de 1933 encontrou-me em Paris. Embarquei de volta ao Brasil, onde cheguei a 30 de julho. Os outros companheiros fizeram o mesmo. Mas Álvaro de Carvalho e Haroldo Pacheco e Silva não voltaram. Morreram no exílio.
Guilherme de Almeida, para manter-se em Portugal, escrevia crônicas, enviando-as para o Diário da Noite, do Rio e o Estado, de São Paulo. Não quis receber a subvenção da Caixa dos Exilados que um grupo de senhoras paulistas organizara, entre elas D. Nicota Pinto Alves e Cota Klingerhoefler. Desistiu em benefício de outros.
Neste relato seco revela-se a têmpera do paulista, que falando do exílio, nem uma vez sequer falou na saudade (que sentiu).



O texto acima é a transcrição de matéria publicada no jornal Diário da Noite em 1957.



Guilherme de Almeida, seus três irmãos e o concunhado,  voluntários constitucionalistas.





Guilherme de Almeida -  O Poeta da Revolução


Um dos homens mais lembrados da história da Revolução de 1932 é o famoso Guilherme de Andrade Almeida, o “Poeta da Revolução”.

Filho de Estevam de Almeida, famoso jurista e professor de direito, Guilherme estudou nos ginásios de Culto à Ciência, de Campinas, e São Bento e Nossa Senhora do Carmo, na cidade de São Paulo. Sua formação foi em direito, pela Faculdade de Direito de São Paulo, no ano de 1912. Nasceu em 24 de julho de 1890 em Campinas, SP.

Além de exercer a advocacia, Guilherme de Almeida também foi um competente jornalista, sendo redator do “O Estado de São Paulo”, diretor da “Folha da Manhã” e da “Folha da Noite”, fundador do “Jornal de São Paulo” e redator do “Diário de São Paulo”.
No ano de 1917, ele publicou seu livro de poesias, “Nós”. Anos depois, em 1922, foi um participante assíduo da Semana de Arte Moderna e seu escritório serviu de redação para os fundadores da revista “Klaxon”, mania da época.

Após auxiliar nesse processo de desenvolvimento artístico e intelectual de São Paulo, Almeida percorreu o país difundindo suas ideias de renovação. Seus livros “Meu” e “Raça”, ambos de 1925, são fiéis à temática brasileira e ao sentimento nacional.

Guilherme de Almeida seria amplamente reconhecido por seu talento com a poesia. Era um grande conhecedor dos versos e da língua portuguesa, sendo, inclusive, um excelente tradutor.  Traduziu, entre outros, os poetas Paul Géraldy (“Eu e Você”), Rabindranath Tagore (“O Jardineiro” e “O Gitanjali”), Charles Baudelaire (“Flores das Flores do Mal”), Sófocles (“Antígona”) e Jean Paul Sartre (“Entre Quatro Paredes”).

Sua Atuação na Revolução

No ano de 1932, Almeida decidiu que ia ajudar São Paulo como pudesse. Ele desenhou os brasões de armas de várias cidades: São Paulo (SP), Petrópolis (RJ), Volta Redonda (RJ), Londrina (PR), Brasília (DF), Guaxupé (MG), Caconde, Iacanga e Embu (SP). Compôs também um hino a Brasília, quando a cidade foi inaugurada.

Mais do que isso, Almeida foi um combatente da Revolução e, após o fim das batalhas, acabou exilado em Portugal. Anos mais tarde ele seria homenageado com a Medalha da Constituição, instituída pela Assembleia Legislativa de São Paulo.

Sua maior prova de amor ao estado de São Paulo foi o famoso e belo poema conhecido como “Nossa Bandeira”. Entre outras homenagens à cidade, existem os poemas “Moeda Paulista” e a linda “Oração Ante a Última Trincheira”. Também escreveu a letra do “Hino Constitucionalista de 1932/MMDC”, O Passo do Soldado, de autoria de Marcelo Tupinambá, com interpretação de Francisco Alves

Foi membro da Academia Paulista de Letras; do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo; do Seminário de Estudos Galegos, de Santiago de Compostela; do Instituto de Coimbra e da Academia Brasileira de Letras.

Em homenagem aos pracinhas brasileiros, que lutariam na Segunda Guerra Mundial, ele escreveu a famosíssima Canção do Expedicionário, com a música do não menos genial Spartaco Rossi. Ainda em contribuição com São Paulo, Almeida foi presidente da Comissão Comemorativa do Quarto Centenário da cidade de São Paulo.

Guilherme faleceu em 11 de julho de 1969, em sua casa da Rua Macapá, no Pacaembu, em São Paulo – a “Casa da Colina” –, onde residia desde 1946. Adquirida pelo Governo do Estado na década de 1970, a residência do poeta tornou-se o museu biográfico e literário Casa Guilherme de Almeida, inaugurado em 1979, que abriga também, hoje, um Centro de Estudos de Tradução Literária.

Como uma das grandes homenagens póstumas, ele encontra-se sepultado no Mausoléu do Soldado Constitucionalista de 1932, no parque do Ibirapuera.  Além dele, figuras como Ibrahim de Almeida Nobre, o “Tribuno de 32”; os jovens conhecidos pela sigla M.M.D.C. e do caboclo Paulo Virgínio.





Guilherme de Almeida com sua esposa Baby e seu filho Guy em 1938.




Guilherme de Almeida trajando seu fardão da Acadêmia Brasileira de Letras.








Medalha gravada com o poema de Guilherme de Almeida. (arquivo pessoal)






Fonte.

Jornal Diário da Noite, Edição Especial, 9 de julho de 1957 (Arquivo pessoal)

http://www.saopauloinfoco.com.br/guilherme-de-almeida/




Editado e publicado pro Maria Helena de Toledo Silveira Melo.
31/05/2018.


terça-feira, 22 de maio de 2018

JOVENS SOLDADOS CONSTITUCIONALISTAS.




Dia 23 de Maio é o dia em que se comemora o DIA DA JUVENTUDE CONSTITUCIONALISTA, é uma data muito importante para a democracia brasileira, pois nesta data em 1932, quatro jovens paulistas Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo – Mario Martins de Almeida, Euclides Bueno Miragaia, Dráusio Marcondes de Souza e Antônio Américo de Camargo Andrade - foram mortos, num confronto durante uma passeata na área central da Capital paulista, quando se manifestavam contra a ditadura. Este fato foi um dos motivos para antecipar o início da luta armada contra o governo ditatorial e a favor de uma Constituição.
Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo (MMDC) tombaram em nome da liberdade, estas mortes não foram em vão e hoje têm seus nomes gravados no Livro dos Heróis da Pátria (Lei 2430 de 20 de junho de 2011).








Em homenagem a estes bravos jovens guerreiros e a todos os Soldados Constitucionalistas publico uma série de fotografias, feitas por jornalistas em campos de batalhas, que foram publicadas em jornais em 1932 durante a Revolução.
Estas imagens foram gravadas em momentos de repouso na retaguarda ou intervalos das duras batalhas, são imagens em diversos Setores de Combates, sem especificar localização ou nomes de combatentes, com exceção da última fotografia.



PAULISTAS EM ARMAS NA DEFESA DA LEGALIDADE!






































Oficiais sentados: Capitão Marcos Ribeiro Filho, 
Tenente Paschoal Ranieri Mazzili e Tenente Alcides de Araujo Vargas e,
 em pé, Tenente João Alves Ribeiro e Tenente Antonio Rebouças.





Nossas honras aos Jovens Combatentes de 32!!!!!!

"Pin" que pertenceu a meu pai, Voluntário Joaquim Norberto de Toledo Junior.


Fonte.
Jornal “Diário da Noite”, Edição Especial 09/07/1957. (Arquivo pessoal).




Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.
22/05/2018.




                                        

sábado, 12 de maio de 2018

HOMENAGEM ÀS MÃES. (2018).





UMA CARTA DO FRONT.

UM SOLDADO DE 32 ESCREVE À SUA MÃE.


Mãezinha querida:
A senhora não tem razão de culpar-me por falta de inspiração nestes belos campos à margem do Paraíba, onde tanto corri na minha criancice.
Como poderei achar majestosas estas montanhas, sabendo que em seu seio se desenvolvem sangrentos combates entre irmãos, quase todos maltrapilhos, sofrendo fome e frio? – e onde o canto da Araponga foi substituído pelo ruído das metralhas e dos canhões?
Como poderei achar encantadores estes riachos, estas cascatas que nos cercam por todos os lados, sabendo que as águas cristalinas e puras correm manchadas com o sangue de nossos heróis?
Como poderei achar divinas estas manhãs cheias de orvalho, que me lembram lágrimas saudosas de mães, esposas, irmãs e noivas, que são, nesta luta toda, as verdadeiras mártires?
E estas noites escuras que amortalham os que tombam no campo da luta pela honra e pela lei?
Só mesmo quando terminar esta carnificina e as Arapongas voltarem para as montanhas, as cascatas despejarem novamente suas águas cristalinas e puras, como pura e cristalina São Paulo quer a Nação, as manhãs cheias de orvalho relembrando as lágrimas saudosas das mães, esposas, irmãs e noivas; mas como disse Gonçalves Dias, um dos maiores poetas brasileiros no seu admirável poema I Juca Pirama - estas sim são lágrimas que não desonram.
Tudo corre bem para São Paulo e para mim, está breve o fim, e então, terei a imensa satisfação de voltar para os seus braços, - como o I Juca Pirama voltou para os braços do seu velho pai.


Em agosto de 1932 o Sargento Numa Leme Ramos escreveu do Túnel, à sua mãe. Esta carta foi publicada no Jornal A GAZETA em 1954.


Nesta face do Monumento a representação do Soldado de 32
 na hora da despedida de sua mãe, esposa e filho.



Fonte.


Jornal A GAZETA, 09 de julho de 1954. (Arquivo pessoal)

Imagem – 2º Núcleo de Correspondência Voluntários de Piracicaba






O 10º NÚCLEO DE CORRESPONDÊNCIA TRINCHEIRAS PAULISTAS DE 32 DE JAGUARIÚNA DESEJA UM FELIZ DIA À TODAS AS MÃES!!!!









Editado e publicado por Maria Helena de Toledo Silveira Melo.

12/05/2018.